O prefeito de São Paulo, João Doria, deu nesta segunda-feira (15) uma demonstração de simpatia ao movimento escola sem partido, alvo de polêmica entre especialistas em educação. Em linhas gerais, o movimento busca restringir opiniões políticas e religiosas de professores em sala de aula. Ao falar sobre modernização de ensino, o prefeito afirmou ser necessário treinar os professores para o século XXI.
Segundo ele, existe um “conceito de ideologia, até um sentimento partidário”. “Não entendo assim”, disse Dória, acrescentando que, na educação, deve prevalecer o interesse do aluno. O prefeito disse ainda que “as crianças hoje querem ser educadas com celulares, tablets e computadores”.
“Não queremos mais escolas públicas com giz e lousa”. Dória também se queixou dos especialistas à sua proposta de Corujão nos hospitais e disse que um jornal de grande circulação chegou a publicar editoriais e artigos de especialistas contra a ideia.
O prefeito iniciou nesse domingo (14) uma série de encontros em Nova York para promover São Paulo e oferecer oportunidades de negócios para investidores. Na terça (16), ele vai receber o prêmio “Person of the Year”, da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.
Folha de São Paulo
O Escola Sem Partido não proíbe que um professor dê suas opiniões. Mas que ele mostre os "dois lados da moeda" sobre determinado assunto. Muitos se aproveitam de sua posição para impor suas idéias, e não aceitam ser contestados.