Diversos

Os estados onde a condição de saúde é melhor no Brasil; RN é 9º, aponta estudo

size_810_16_9_a-campanha-de-vacinacao-contra-a-influenza-gripe-em-florianopolis-santa-catarinaFoto: James Tavares/Secom/Governo de Santa Catarina

Um estudo da consultoria Macroplan constatou que Santa Catarina, no Sul do país, é o estado brasileiro que oferece as melhores condições de saúde.

Isso se justifica com dois índices: a mais alta expectativa do país – 78,5 anos – e a menor taxa de mortalidade infantil do Brasil: a cada mil bebês nascidos vivos no estado, 10,1 morrem antes de completar 12 meses de vida. O índice considerado como aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, é de dez mortes para cada mil nascimentos.

O ranking elaborado pela Macroplan cruzou informações da mortalidade infantil com a expectativa de vida dos 26 estados e Distrito Federal para definir uma taxa de melhores condições de saúde no país. Quanto mais próximo de 1, melhor é o desempenho do local.

Atrás de Santa Catarina, que encabeça o primeiro lugar com o índice máximo de 1,0, está o Rio Grande do Sul, com 0,931 e o Espírito Santo (ES), com 0,921. Veja ranking completo com texto na íntegra aqui

EXPECTATIVA DE VIDA MAIS ALTA

No quadro nacional, a expectativa de vida tem avançado nos últimos anos. Em uma década (2004-2014), o brasileiro ganhou 3,5 anos a mais de vida. O Espírito Santo lidera no aumento da esperança de vida ao nascer – nesse período, os capixabas ganharam 4,6 anos a mais.

Já no ranking geral, o Distrito Federal e Espírito Santo aparecem em segundo e terceiro lugar na lista de onde se vive mais no Brasil. Em contrapartida, os habitantes do Maranhão (MA) têm a menor expectativa de vida do país, de 70 anos.

Apesar dos avanços, a condição de saúde do Brasil ainda não é das melhores. Mesmo o nosso melhor desempenho, registrado em Santa Catarina, com 78,4 anos, fica atrás do índice da expectativa de vida no Chile, de 81,2 anos.

AS MENORES TAXAS DE MORTALIDADE INFANTIL

De 2004 para 2014, a taxa de mortalidade infantil no Brasil foi cortada de 18,7 para 15,7 para cada mil nascidos vivos.

Concentradas majoritariamente na região Norte do país, 15 unidades da federação apresentam taxas de mortes de crianças de até 1 ano da média nacional de 12,9 óbitos para cada mil nascimentos.

Roraima apresenta os números mais alarmantes. Por lá, o índice de bebês que morrem antes do primeiro aniversário é de 20,2 para cada mil nascidos vivos – mais que o dobro do que é considerado aceitável pela OMS. No saldo de dez anos (2004-2014), o estado foi o único em todo o país que não conseguiu reduzir a proporção de óbitos nessa faixa de idade.

Veja, no infográfico, o ranking dos estados com os melhores indicadores de saúde do Brasil.

Exame

Opinião dos leitores

  1. Bruno posta o áudio da entrevista do governador porque não tive como ouvir. Abraço

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Tylenol não inibe apenas a dor, mas também as emoções, aponta estudo

14abr2015---comprimidos-de-tylenol-e-de-outros-medicamentos-contra-dor-contem-acetaminofeno-que-segundo-pesquisa-divulgada-nesta-terca-feira-14-pode-amortecer-as-emocoes-de-prazer-pesquisas-1429039696831_300xUm estudo recente demonstrou que o paracetamol (Tylenol), popular remédio contra a dor, também pode tornar as pessoas insensíveis a emoções positivas e negativas.

Em um experimento randomizado e controlado, 85 pessoas tomaram 1.100 miligramas de Tylenol ou um placebo. Uma hora depois, os pesquisadores apresentaram a eles 40 imagens em ordem aleatória. As imagens eram muito agradáveis (por exemplo, crianças rindo com gatinhos em um parque), neutras (um rolo de macarrão em cima de uma mesa) ou muito desagradáveis (um vaso sanitário cheio de excrementos). O estudo foi publicado online no periódico “Psychological Science”.

Os participantes que tomaram Tylenol estavam 20% menos propensos a classificar as imagens como sendo muito desagradáveis e 10% menos propensos a classificá-las como bastante agradáveis, em comparação com os que tomaram placebo.

Embora os mecanismos permaneçam incertos, pesquisas anteriores sugeriram que o Tylenol reduz a dor agindo na ínsula, parte do cérebro que influencia nas emoções sociais, entre outras funções.

“Não queremos dar conselhos sobre o uso do paracetamol. Essas diferenças são modestas e foram obtidas em um ambiente muito controlado. Recomendamos seguir o conselho de seu médico para o controle da dor com o Tylenol”, afirmou Geoffrey R.O. Durso, doutorando de psicologia da Universidade Estadual de Ohio.

UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Grosseria em ambiente de trabalho é contagiosa, aponta estudo

theoffice-dwight_1255561559.jpegO personagem Dwight Schrute, da série “The Office”: exemplo de grosseria no trabalho – Reprodução

Atitudes grosseiras no local de trabalho não são apenas desagradáveis, mas, segundo um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Flórida, também são um comportamento contagioso.

De acordo com um estudo publicado no “Journal of Applied Psychology”, conviver com pessoas rudes no trabalho torna os profissionais mais propensos a detectarem grosseria nas interações e, em resposta, também serem grosseiros.

“Quando você é submetido a uma grosseria, você passa a detectar mais grosserias”, explicou ao Today.com um dos autores do estudo, o estudante de doutorado Trevor Foulk, da Escola de Administração de Empresas da Universidade da Flórida.

O estudo analisou o comportamento de 90 alunos quanto eles faziam negociações com seus colegas de classe. De acordo com os pesquisadores, os estudantes que classificaram seus primeiros parceiros de negociação como rudes eram mais propensos a serem também classificados como rudes por seu próximo parceiro.

A pesquisa também mostrou que apenas testemunhar grosserias pode levar uma pessoa a ser mal educada com outras. Quando os participantes viam um vídeo de uma interação rude em ambiente de trabalho, eles ficavam mais propensos a serem hostis em suas respostas a um e-mail fictício de um cliente. Por outro lado, os participantes que assistiam a um vídeo de uma interação educada ficavam mais propensos a serem agradáveis em suas respostas.

Os autores esperam que o estudo incentive os empregadores a prestarem mais atenção aos comportamentos nocivos no ambiente de trabalho.

“Você pode passar toda sua carreira sem sofrer um abuso ou uma agressão no local de trabalho, mas as grosserias têm um efeito negativo no desempenho. Não é algo para que você pode simplesmente virar as costas. Isso importa”, comentou Foulk.

Outra descoberta surpreendente foi o tempo de duração desse efeito. Algumas negociações ocorreram uma após a outra, mas, em outros casos, elas ocorreram com até sete dias de intervalo. Os cientistas descobriram que o intervalo de tempo entre as negociações não importava. A grosseria vivenciada na negociação anterior ainda fazia com que os participantes fossem rudes na negociação seguinte.

Se o conceito de grosseria é ativado, ele nos leva a perceber os estímulos — até mesmos os neutros — como ofensivos. Então, quando as pessoas experimentam ou testemunham brigas, elas passam a notar em seu ambiente mais, tornando-os mais propensos a perceber as coisas como rude, e esta percepção de descortesia fez com que eles respondem com grosseria.

“Essa evidência de que a grosseria é contagiosa realmente ressalta o quão prejudicial esses comportamentos podem ser, particularmente em contextos organizacionais. Desta forma, os comportamentos grosseiros podem se espalhar como um vírus, não só prejudicando o desempenho de quem os vivencia, mas também tornando essas pessoas mais suscetíveis a reproduzirem o desrespeito com outros indivíduos”, afirmou Foulk.

O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Moléculas promissoras são identificadas para o tratamento de leucemia, aponta estudo

blood-17305_1280-1Três moléculas promissoras para o tratamento da leucemia, capazes de atuar seletivamente sobre as células cancerígenas, com pouco impacto sobre os leucócitos saudáveis, foram identificadas por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), segundo informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

A pesquisa, cujos resultados preliminares foram publicados na revista científica “European Journal of Medicinal Chemistry”, pretende contribuir com a redução da mortalidade da doença, conhecida como “câncer no sangue”. Com uma ocorrência de mais de 10 mil novos casos no Brasil apenas em 2014, a leucemia leva seis mil pessoas desse total à morte, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A doença maligna acomete os leucócitos, ou glóbulos brancos, que são produzidos na medula óssea e responsáveis por grande parte da defesa do nosso corpo. Assim, um dos sintomas da doença de origem geralmente desconhecida é a queda na imunidade do paciente.

Segundo Floriano Paes Silva, um dos coordenadores da pesquisa e chefe do Laboratório de Bioquímica de Proteínas e Peptídeos, do IOC, e Cientista do Nosso Estado, da Faperj, as moléculas com potencial de ação seletivo para células malignas são chamadas tecnicamente de hits (em português, acerto).

“Elas atuam no alvo certo, preservando as células sadias e, com isso, os efeitos adversos são minimizados”, diz o pesquisador à Fundação, acrescentando que encontrá-las é o primeiro passo para desenvolver novos fármacos que sejam mais potentes e que, ao mesmo tempo, sejam menos tóxicos.

A proposta da pesquisa foi combinar dois tipos de arcabouço molecular com ação já conhecida na farmacologia. Potente contra a leucemia, mas geralmente tóxico ao organismo, um deles é o núcleo naftoquinona. Já o outro é o núcleo triazol, chamado de núcleo privilegiado, capaz de fornecer diferentes tipos de interação com outras moléculas, como modular a atividade de uma substância ou alterar o seu padrão de seletividade.

“A partir desse conhecimento, a ideia foi combinar as duas estruturas para tentar obter uma composição que mantivesse a atividade anticancerígena, mas que fosse menos prejudicial aos tecidos saudáveis”, diz Silva, complementando que cerca de 30 novos princípios ativos foram sintetizados pelo seu grupo de pesquisa, em parceria com a equipe da UFF, dos quais três foram considerados promissores.

Em seguida, os estudiosos testaram esses novos compostos em glóbulos brancos saudáveis e em quatro tipos diferentes de leucemia, consideradas mais letais. De acordo com Silva, a razão para isso é que a variedade de formas da doença faz com que cada uma apresente características clínicas específicas e, assim, a resposta aos fármacos seja bastante diversa.

“Os experimentos mostraram que concentrações mínimas desses compostos foram capazes de matar metade das células malignas, preservando a integridade de leucócitos sadios. Estes só foram destruídos quando administramos doses com concentração 20 vezes maior que a inicial”, afirma.

PERFIS GENÉTICOS DISTINTOS

O pesquisador destaca, ainda, que outro resultado positivo foi que os diversos compostos sintetizados apresentaram ações diversas sobre algumas linhagens da doença, o que comprova que células cancerígenas com perfis genéticos distintos têm respostas diferentes aos fármacos. Um exemplo seria que uma das substâncias se mostrou 19 vezes mais potente sobre células de leucemia linfoide (mais frequente na criança) do que sobre aquelas de leucemia mieloide (mais comum no adulto). Para Silva, essa seletividade é “muito boa” para o desenvolvimento de tratamentos, já que quanto maior a especificidade de uma terapia, melhor ela será.

O próximo passo do estudo, segundo o pesquisador, é identificar os mecanismos de ação dessas substâncias promissoras. Isso é, entender como ocorre a indução da morte de células malignas e expandir a avaliação da citotoxicidade desses compostos e, ainda, analisar quais são os fatores que protegem os leucócitos saudáveis. Estima-se que pelo menos mais dez anos de estudos sejam necessários para que as moléculas hits cheguem de fato a compor um novo fármaco, englobando pesquisas de base e, posteriormente, ensaios clínicos com modelos experimentais.

“Nossa expectativa é que, num futuro próximo, essas moléculas possam se tornar uma alternativa viável para o tratamento de casos resistentes ou de reincidência da leucemia linfoide aguda, ajudando a reduzir as taxas de mortalidade da doença”, relatou.

O Globo

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Mundo tem 35,8 milhões de escravos modernos, aponta estudo

Dados inéditos da fundação internacional Walk Free revelam que cerca de 35,8 milhões de pessoas são mantidas em situação de escravidão no mundo. O relatório de 2014 da organização ainda será lançado no dia 18 de novembro e a versão em português será apresentada em 1º de dezembro, no Rio de Janeiro, durante a entrega do Prêmio João Canuto, de direitos humanos.

Em entrevista à Agência Brasil, a representante da Walk Free no país, Diana Maggiore, conta que o número de pessoas escravizadas hoje cresceu 20%, em relação aos 29,8 milhões de pessoas apontadas no The Global Slavery Index 2013, o primeiro relatório da organização.

trabalho_escravoPortal/MTe/Divulgação

Segundo a Walk Free, no Brasil há cerca de 220 mil pessoas trabalhando como escravos. Maggiore explicou que, em 2013, pela primeira vez, o número de pessoas resgatadas de situações de escravidão no setor urbano foi maior que no setor rural no país. “Por causa dos eventos esportivos, tivemos muitos registros na construção civil e a tendência deve continuar até as Olimpíadas. O Brasil está crescendo, daqui a alguns anos pode ser diferente”, disse.

Entre as formas de escravidão estão o tráfico de pessoas, o trabalho infantil, a exploração sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e o trabalho forçado em condições degradantes, com extensas jornadas, sob coerção, violência, ameaça ou dívida fraudulenta. Os últimos dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2012,  apontam que quase 21 milhões de crianças e adultos estão presos em regimes de escravidão em todo o mundo.

O maior número de trabalhadores forçados, segundo a OIT, está na Ásia e região do Pacífico, com 11,7 milhões de pessoas nessas condições. No último dia 23 de outubro, Sandra Miranda, de Brasília, recebeu uma encomenda do site chinês AliExpress com um pedido de socorro: “I slave. Help me [Sou escravo, ajude-me]”. A filha da advogada colocou a foto da mensagem nas redes sociais e já teve mais de 15 mil compartilhamentos. “Fiquei perplexa, pensei até que fosse brincadeira, mas o pacote estava muito bem fechado, então veio mesmo de quem embalou”, disse.

“A alegação feita contra um dos vendedores da plataforma AliExpress está sendo investigada”, respondeu a empresa do Grupo Alibaba à Agência Brasil. Segundo Sandra Miranda, um representante da empresa entrou em contato e explicou que o site apenas revende os produtos que já chegam embalados de diversas fábricas e que precisaria rastrear de qual vendedor veio o seu produto.

A Embaixada da China no Brasil respondeu dizendo que o país asiático tem leis que proíbem rigorosamente o trabalho escravo e um órgão que atua para sua erradicação, similar ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Brasil. Sobre o pedido de socorro no pacote de Sandra Miranda, não há solução, segundo a embaixada, já que no bilhete não havia nome, nem nada que pudesse levar à identificação da vítima.

A mensagem, entretanto, chamou atenção para a situação dos trabalhadores daquele país. Segundo o coordenador Nacional do Programa de Combate ao Trabalho Forçado da OIT no Brasil, Luiz Machado, já houve outras mensagens semelhantes, não só no Brasil, e mostra um problema grave que deve ser endereçado às autoridades chinesas.

Machado explica que, independente da China não ter ratificado as convenções sobre trabalho escravo da organização, a OIT lançou em 1998 a Declaração de Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, que prega a erradicação do trabalho escravo e infantil, a não discriminação no trabalho e a liberdade sindical. “A China fez avanços e vem trabalhando melhor a regulação da relação de trabalho, coisa que nem existia por lá. A OIT tem escritório no país e projetos de cooperação técnica na área, ela [China] vem se abrindo a aceitar essa cooperação, aceitar observar os direitos humanos”, explicou.

Segundo Machado, o perfil de trabalhadores escravizados na Ásia não é muito diferente de outros lugares do mundo. São pessoas pobres, a maioria mulheres e crianças, por serem mais vulneráveis, que geralmente migram do seu local de origem, dentro do próprio país ou não, por conta própria ou forçados, e sem educação formal aceitam qualquer proposta de trabalho; podem ser enganadas ou ter a liberdade cerceada e acabam aceitando a exploração por ser a única forma de ganhar um pouco de dinheiro ou comida.

O coordenador da OIT explica que qualquer governo que tenha relações comerciais com outro país e que perceba que, no processo de fabricação de seus produtos, há a utilização de trabalho escravo, pode impor condições para sua comercialização, assim como faz o setor privado.

“Temos o caso clássico de Myanmar, que sofreu condenação na OIT e sanções econômicas por causa da exploração de trabalho forçado. Existem casos mais específicos de empresas privadas, como o embargo da indústria automotiva ao aço brasileiro. Em determinado momento, descobriu-se que o carvão utilizado em siderúrgicas vinha de trabalho escravo e infantil e do desmatamento ilegal. As pessoas começaram a dar mais atenção a toda a cadeia de valor”, contou Machado. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o Brasil não mantém acordos bilaterais de combate ao trabalho escravo nem impõe sanções unilaterais a outros países por questões sociais. “O Brasil defende que eventuais sanções sejam determinadas por órgãos multilaterais como o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Na área de combate internacional ao trabalho escravo, o país participou neste ano, em Genebra, da elaboração do novo protocolo da Convenção da OIT sobre trabalho escravo. O governo brasileiro deverá ser um dos primeiros países a ratificá-lo”, disse o Itamaraty, em nota.

Segundo Machado, o Brasil é um dos pouquíssimos países que tem estrutura específica de combate ao trabalho escravo, que são os grupos de fiscalização móvel do MTE, em parceria com a Polícia Federal. De 1995 até 2013, quase 47 mil vítimas foram resgatadas da situação de escravidão no Brasil, entre brasileiros e estrangeiros. Historicamente, os setores agropecuário e sucroalcooleiro são os que mais aparecem na lista suja do trabalho escravo, mas a construção civil e a moda vêm ganhando destaque.

Para o coordenador da OIT no Brasil, o país deve se preparar para enfrentar a questão da imigração, já que cada vez mais latino-americanos, africanos e asiáticos estão vindo em busca de trabalho. “Não há um processo ainda desburocratizado para apoiar o trabalhador migrante. O Estatuto do Estrangeiro, de 1980, tem que ser revisado e adequado ao novo cenário global de fronteiras”, argumentou Machado.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

Brasileiro troca futebol por musculação, aponta estudo

O brasileiro está trocando o futebol por musculação, mostra pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde e divulgada nesta sexta-feira. O trabalho indica que, embora o esporte continue sendo a atividade física preferida entre o grupo masculino, a prática está em queda. Há oito anos, 35% dos entrevistados diziam jogar bola regularmente. Em 2013, esse índice caiu para 26,75%.

Em contrapartida, a musculação ganha espaço. Em 2013, 18,46% do grupo masculino entrevistado dizia praticar musculação. Em 2006, eram 13,43%. “Há algumas hipóteses para a mudança”, disse a diretora de Vigilância e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta. A preferência pode ser reflexo do maior interesse da população brasileira em praticar atividades físicas. “Academias tornaram-se mais acessíveis, estão em toda parte, têm horários flexíveis, o que pode facilitar a prática, porque se encaixa na rotina de vida”, completou. “O futebol está mais relacionado a um evento social. Exige maior preparação: reunir o grupo, encontrar espaço para prática.”

A pesquisa mostra que, de forma geral, o brasileiro tem se exercitado mais. “É uma ótima notícia. Não é fácil você tirar pessoas da inatividade”, disse. De acordo com o trabalho, 33,8% da população pratica regulamente algum tipo de atividade, o que representa 12,6% a mais do que o identificado há cinco anos. O aumento, completou Deborah, foi identificado em ambos os sexos, entre todos os níveis de escolaridade no grupo de 18 a 65 anos. “Entre pessoas acima deixa faixa etária, os números não aumentaram”, conta.

A pesquisa confirmou a grande diferença ainda existente na prevalência da atividade física entre homens e mulheres. No grupo masculino, 41% disseram praticar regularmente algum tipo de atividade. Já entre as mulheres ouvidas, o porcentual foi de 27,4%. “Há uma questão cultural. Meninos ganham como primeiro presente uma bola. Meninas, uma boneca. É preciso estimular a prática de atividades e nada melhor do que a escola para isso”, completou.

Entre mulheres, a musculação também ganhou espaço. Saiu de 11 88% em 2006 para 19,56% para 2013. Apesar da crescente participação da musculação, a pesquisa mostrou que a caminhada continua sendo o exercício mais frequente entre brasileiros: 33 79% dos entrevistados dizem fazer caminhadas. Em 2006, o indicador era 10% maior. “A caminhada é geralmente a primeira atividade física que a população escolhe. Mas há alguns fatores, como temperaturas muito altas ou baixas, aclives que acabam dificultando a prática regular”, disse Deborah.

Batizado de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o estudo foi feito por meio de entrevistas telefônicas com 53 mil pessoas maiores de 18 anos, nas 26 capitais e no Distrito Federal.

fonte: Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. É uma tendência natural, a queda no interesse por futebol é proporcional ao aumento dos "homens modernos". O pessoal hj prefere ir a salão de beleza do que a estádio rsrsrsrs

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *