Educação

UERN emite nota após divulgação de ranking

Confira na íntegra:

Desde a década de 1990 a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em consonância com a política de avaliação do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira para o Ensino Superior – INEP, vem desenvolvendo o seu processo de Avaliação Institucional seguindo as diretrizes definidas inicialmente pelo Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras – PAIUB e atualmente pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES.

​Neste sentido, tem participado de todos os exames nacionais que avaliam a educação superior, e dos censos da educação realizados pelo INEP/MEC, assim como das avaliações do Conselho Estadual de Educação, conforme preceitua a Lei 9394/96 que estabelece Diretrizes e Bases para a Educação Nacional.

​Em face destes pressupostos, em âmbito nacional, a UERN obteve, no período de 2007 a 2013, nota 03 no Índice Geral de Cursos – IGC, que corresponde à obtida pela maioria das Instituições Estaduais de Ensino Superior no Nordeste.

​Isto delineia uma trajetória, na qual a UERN, apesar das dificuldades enfrentadas, consegue manter um nível de qualidade avaliado como satisfatório, segundo os parâmetros adotados pelo INEP.

​Ressalte-se, ainda, que segundo o ICG Nacional de 2013, a maioria das Universidades brasileiras (52,20%), públicas e privadas, obtiveram nota 3.

​No que se refere mais especificamente aos Cursos de Graduação, a UERN teve, no último triênio, 42 cursos de graduação avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – ENADE, dos quais 45,23% alcançaram conceito entre 4 e 5.

No âmbito do Rio Grande do Norte, a partir de 2001, a UERN tem sido avaliada pelo Conselho Estadual de Educação, estando atualmente com todos os seus cursos de graduação reconhecidos e com todos os seus Campi credenciados. Entre os 25 cursos que tiveram, recentemente, seu reconhecimento renovado, 40% receberam conceitos entre 4 e 5. Outros aspectos que refletem a avaliação satisfatória da qualidade do ensino de graduação na UERN podem ser evidenciados a partir da leitura dos seguintes dados: 94% dos professores da Rede Municipal de Ensino de Mossoró são egressos da UERN; dos alunos do Campus Central que se submeteram ao Exame da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, em 2015, 64% obtiveram aprovação; 100% dos alunos que concluíram os Cursos de Odontologia e Medicina no último ano estão atuando profissionalmente e entre 2014 e 2015, 303 alunos receberam diploma em solenidades de colações de grau extraordinárias em virtude de terem sido aprovados em concursos públicos ou em seleção de mestrado.

​No que pese a tendência de ranqueamento das universidades brasileiras, a partir de parâmetros quantitativos, em detrimento da qualidade das ações desenvolvidas na educação superior, a avaliação na UERN está pautada na qualidade dos cursos ofertados, primando pela formação da competência técnica, pelo aprofundamento dos compromissos sociais da instituição, valorizando a sua missão pública, a promoção dos valores democráticos, o respeito à diferença e a diversidade, a afirmação da autonomia e da identidade institucional.

Pedro Fernandes Ribeiro Neto
Reitor da UERN

Opinião dos leitores

  1. A UERN é mesmo um patrimônio do nosso Estado. Mesmo sem ter recebido dos governos a devida atenção, permanece firme no seu papel de transformar vidas. Para os que acham que Educação superior deve ser obrigação exclusiva da União , faltou acesso a uma boa educação e por isso não conseguem interpretar corretamente o artigo 211 da CF. Vale lembrar que das 6 melhores universidades do país, 3 são estaduais. Todos os Estados do Nordeste, com exceção de Sergipe , possuem universidades estaduais e em nenhum deles se fala em fechá-las. Nosso vizinho, o Ceará, tem 3. Aqui os que não enxergam que Educação deve ser prioridade para qualquer Governo compromissado com o desenvolvimento humano e social, defendem o disparate de dispensá-la, como se luxo fosse. Mas a Estado só destina a UERN menos de 3% de seu orçamento, o que representa cerca de 0,5% do PIB. Na UERN esses números de transforma em emprego para mais de mil servidores (que assim sustentam suas famílias e movimentam o comercio local) , dá futuro profissional para 15 mil alunos matriculados em seus cursos de graduação e pós-graduação e oferece diversos serviços gratuitos (como assistência médica, jurídica, odontológica, entre outros). Se ouve falar que os recursos da UERN deveriam ser destinados ao Ensino médio, mas pegunto, se eles não forem para a UERN irão para o Ensino médio mesmo, ou serão perdidos nos ralos da corrupção? E como seria o Ensino médio no nosso Estado se mais de 90% dos professores que atuam no interior se formaram na UERN?. Teriam todos se deslocados para estudar na capital? Mas a manutenção da UERN incomoda, pois ele leva desenvolvimento ao interior, forma principalmente professores e profissionais voltados ao desenvolvimento humano e social e destina 50% de suas vagas para os oriundos do ensino publico. Ela não é nem nunca será uma universidade privada, pois todos que estão nela defendem a universidade publica, gratuita, inclusiva e de qualidade.

  2. Se privatizar, os cofres publicos agradecem. Essa justificativa depois da publicacao de que a UERN é ruim, nao vai justificar os mais de 100 dias de greve ao custo de mais de 200 milhoes de reais ao ano. Nao é obrigacao do Estado oferecer curso superior, mas da Uniao. Custa caro e é ineficiente, enquanto isso falta no ensino secundario qualidade porque os cofres sao sugados para manter a UERN. Falta na saude e na segurança, sem contabilizar a previdencia com um rombo. O MP deveria investigar diarias, custeio, produtividade da turminha da UERN, presença real em sala de aula. Esta faltando dinheiro para tapar areas prioritarias no Estado.

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