Polêmica

Maduro exalta força militar e aponta ‘total respaldo’ após morte e repressão na fronteira com vários feridos – distante 80 km do Brasil

Maduro cumprimenta chefe militar, em uma das cenas de vídeo em que exalta força do governo Foto: Reprodução/Twitter

Depois de a oposição venezuelana denunciar uma brutal repressão a comunidades indígenas perto da fronteira entre Brasil e Venezuela, o presidente Nicolás Maduro publicou um vídeo em que anuncia total respaldo à ação dos militares. O líder de Caracas escreveu no Twitter que oficiais da Força Armada Nacional Bolivariana estão espalhados pelo território para “garantir a paz e a defesa integral do país”.

O autoproclamado presidente interino Juan Guaidó articulou a entrega de produtos básicos pelas fronteiras de Brasil e Colômbia, bloqueadas pelo regime de Caracas, que vê na operação uma tentativa de intervenção americana. Alvo da repressão denuncia por opositores, as comunidades indígenas colaboravam com a abertura do canal de ajuda. Segundo disse ao GLOBO a deputada Olivia Lozano, 12 indígenas foram feridos e uma mulher identificada como Zoraida Rodriguez morreu em um violento incidente perto de Santa Elena. Os feridos foram levados de ambulância para Paracaima, em Roraima.

Veja mais – Venezuela: Confronto a 80 km da fronteira com Brasil deixa 2 mortos

“Nossa Fanb está deslocada no território nacional para garantir a paz e a defesa integral do país. Todo o meu respaldo às Redi (Regiões de Defesa Integral) e às Zodi (Zonas de Defesa Integral). Máxima moral, máxima coesão e máxima ação. Venceremos!”, escreveu o chefe do Palácio de Miraflores, em referência a equipes de soldados ligadas à Fanb.

Nas imagens publicadas por Maduro, diferentes tropas balançam a bandeira da Venezuela e treinam em veículos, embarcações e aeronaves militares. O vídeo também destaca registros de manifestações populares favoráveis ao governo. O presidente relatou sua visita ao Comando Estratégico Operacional e ressaltou a importância da coordenação entre as forças militares do país.

A oposição aposta na articulação da entrega de doações estrangeiras na Venezuela por meio das fronteiras de Colômbia e Brasil. Não só para atenuar o sofrimento do povo local, mas também para tentar sensibilizar membros das Forças Armadas venezuelanas, hoje o principal pilar de sustentação de Maduro no poder. A cúpula militar jura lealdade ao líder bolivarino, que condena a ajuda internacional como um pretexto dos EUA para derrubá-lo.

Nesta quinta-feira, Maduro anunciou o fechamento da fronteira com o Brasil, em Roraima, e ameaçou fazer o mesmo com a da Colômbia. Enquanto isso, o líder opositor Juan Guaidó e outros 77 deputados partiam em caravana para a divisa colombiana, onde acompanharão a operação de entrega das doações ao lado de chefes de Estado e de autoridades estrangeiras críticas a Maduro.

Nesta sexta-feira, os feridos das comunidades indígenas foram levados em um dos únicos veículos que conseguiu atravessar a fronteira.

— Estamos denunciado o governo Maduro por este ataque. Os indígenas estavam tentando impedir a passagem de blindados militares e foram brutalmente reprimidos — assegurou a deputada Olivia Lozano.

Com informações de O Globo e R7

Opinião dos leitores

  1. Medo que arrastem o Brasil pra uma guerra que não é nossa
    Porque no final que vai ficar com o petróleo ?
    Uncle Sam

    1. Tio sam nao tem culpa se o PT deu respaldo a isso na America do Sul…

    2. Eles não estão preocupados com democracia, o negócio é outro.
      O resto é cortina de fumaça…

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