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“SURPRESA”: Após prisão de Cunha, PT mantém críticas à Lava Jato

e0356b09-9621-4a15-8197-e802868a6b56Reunido nesta sexta-feira (21), o comando do PT decidiu reafirmar em nota suas críticas à condução da operação Lava Jato.

Após a reunião, o presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que a prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não foi formalmente discutido pela Executiva Nacional da sigla, apenas objeto de conversas paralelas.

A cúpula petista decidiu, no entanto, endossar. “Em nome do combate à corrupção, que nós e o povo apoiamos, há um movimento de violação das garantias fundamentais da Constituição”, disse Falcão.

O partido também reafirmou os pontos que apoiará na discussão da reforma política, como voto em lista e o financiamento público de campanhas.

“Estamos orientando a bancada como se posicionar. Não vamos paralisar a vida política porque tem um governo usurpador.”

Apesar da pressão de integrantes da esquerda petista pela realização de debate para troca de comando partidário ainda em dezembro, a nota ratificou a proposta de eleição no primeiro semestre do ano que vem.

“Conclamamos nossa militância a continuar travando o debate para o sexto congresso do partido e à mudança da direção que se dará no primeiro semestre do ano que vem”, disse o presidente do PT.

O PT definiu ainda apoio às greves convocadas pelas centrais sindicais para o dia 11.

“Falamos dessa ofensiva ideológica contra o PT, a esquerda e o Lula com o objetivo de interditá-lo politicamente”.

O PT decidiu reforçar, em nota, a campanha contra as medidas propostas pelo governo Temer. “Cresce nas pesquisas de opinião a rejeição a essas medidas, sobretudo a que eleva a idade para aposentadoria”, disse Falcão.

Segundo o presidente do PT, a executiva não discutiu o risco de debandada de deputados petistas.

Falcão afirmou que, se o partido fosse discutir tudo que sai “saltitando” em notas, não acaba a discussão”.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. E vão continuar "detonando" a operação, pq sabem q o próximo à ir prá cadeia pode ser o Luiz Inácio se o Renan não furar a fila antes…

  2. Sento no fundo do meu ser, q um dia esses militantes vão despertar desse feitiço chamado ganância, arrogância….pensam em todos ao seu lado, menos nos mais desfavorecidos do país…. A povo essa raça de alienados!!!

  3. A desculpa era que só investigavam o PT. Eles, por enquanto, vão continuar com o mesmo discurso. Até inventar outro.

  4. Eu nunca vi um partido com tantos doidos, irresponsáveis e desmiolados como esse. Vade retro. Quanto mais perdem, mais fingem que estão numa boa. O que podem oferecer a NAÇÃO?. ESSE PARTIDO É UMA VERDADEIRA PIADA.

  5. Esses escorias da sociedade de há muito já deveriam ter criado vergonha na cara e ter se recolhidos a sua real insignificância.

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Polícia

Após prisão de Cunha, Câmara e aliados adotam o silêncio

Minutos após a confirmação da prisão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um de seus principais adversários foi ao microfone do plenário da Câmara anunciar a notícia, mas apenas um dos seus outrora numerosos aliados se dispôs a comentar o assunto —e não o defendeu.

Chico Alencar (PSOL-RJ) relatou a prisão às 13h36 desta quarta-feira (19) durante a sessão que votava emendas ao projeto que altera as regras de exploração do pré-sal.

Não houve um só comentário. Só cerca de meia hora depois outros adversários de Cunha foram aos microfones e começaram a falar sobre o assunto. Um deles chegou a dizer que esta quarta marca o início do fim do governo de Michel Temer (PMDB), aliado de Cunha.

“Hoje é um dia histórico. O dia de hoje, 19 de outubro de 2016, é o começo do fim do governo Michel Temer. Eu duvido que um homem como Eduardo Cunha, acostumado a tomar os melhores vinhos, a visitar os melhores hotéis, a comer os melhores pratos, a desfrutar dos melhores sabores da vida, aguente a prisão em Curitiba sem fazer delação premiada”, discursou Sílvio Costa (PT do B-PE).

Ele ironizou, afirmando que “muitos parlamentares” e “muita gente no Palácio do Planalto” estaria aumentando a encomenda de tranquilizantes após a notícia da prisão de Cunha.

O único a falar em tom destoante foi o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), segundo quem a oposição não deveria comemorar pois o próximo a ser preso pode ser o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“O governo está em silêncio porque o Brasil está mudando e vai continuar a mudar. A Polícia Federal e o Ministério Público continuam investigando e quem cometeu seus crimes vai pagar por eles. E hoje foi o Cunha, mas amanhã pode ser o Lula. E espero que essa tribuna não seja usada para show de pirotecnia. Vai ter muito mais prisão do lado de lá do que do lado de cá”, disse o deputado do DEM, aliado de Cunha.

Eleito presidente da Câmara em fevereiro de 2015, Eduardo Cunha foi um dos mais poderosos políticos dos últimos anos, tendo desempenhado papel central no processo que resultou no impeachment de Dilma Rousseff. No auge de sua gestão contava com o apoio explícito da grande maioria dos deputados.

Sua derrocada se deu devido às suspeitas de envolvimento no petrolão, o que resultou no seu afastamento do mandato e da presidência da Câmara em 5 de maio deste ano, por decisão unânime e inédita do Supremo Tribunal Federal. Em setembro, ele teve o mandato cassado com 450 votos de seus 512 colegas.

Folha Press

 

Opinião dos leitores

  1. Tudo a seu tempo…
    Tudo a sua hora…
    Arrume a mala Sr Luiz Inácio…
    A senha para sua prisão foi dada…
    Entendeu??!!…

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