Diversos

Prefeito Carlos Eduardo vai à Câmara apresentar plano para corte de gastos do Município

Ent. Doc. Corte de Gastos - Foto ELPÍDIO JÚNIOR (8) Ent. Doc. Corte de Gastos - Foto ELPÍDIO JÚNIOR (14) Ent. Doc. Corte de Gastos - Foto ELPÍDIO JÚNIOR (1)Fotos: Elpídio Júnior / Verônica Macedo

Em cumprimento às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o prefeito Carlos Eduardo Alves apresentou ao plenário da Câmara Municipal de Natal, nesta terça-feira (01), quatro projetos de lei com medidas para reduzir custos e elevar receitas da máquina pública. O chefe do Executivo, acompanhado de parte do seu secretariado, entregou aos vereadores propostas elaboradas para a contenção de despesas e ajustes nas contas do Município.

Se aprovadas, as matérias entram em vigor em 2017. A meta é atingir uma economia de R$ 160 milhões nas finanças municipais durante o próximo exercício financeiro. Entre as novas medidas estão: Implantação da Central de Veículos, que pretende otimizar os recursos dos deslocamentos, e a devolução de 73 automóveis alugados; Redução dos gastos em função do volume de compras centralizada; Avaliação dos preços dos alugueis de todos os contratos da Prefeitura.

“Temos vários projetos, todos voltados para a questão da receita do Município, além de algumas medidas que evidenciam a decisão da administração de cortar despesas. Não estamos aqui propondo aumento de impostos e alíquotas, porque isso seria um equívoco. Todavia, podemos acabar com algumas regalias e privilégios que são inconcebíveis com o tempo de crise que vivemos”, explicou o prefeito Carlos Eduardo.

Ele informou que a prefeitura tem dois focos: cortar regalias para aumentar a receita e a diminuição drástica das despesas. “Trata-se da terceira medida de austeridade fiscal da nossa gestão. No início do ano tomamos atitudes semelhantes que resultaram na economia de R$ 8 milhões do erário público. O problema é que a crise econômica se agravou e gerou a necessidade de aprofundar o processo de corte de despesas”, completou.

As quatro mensagens protocoladas para serem apreciadas pela Câmara chegam com pedido de urgência. O Projeto de Lei Complementar 079/16 modifica os procedimentos Contencioso Administrativo Tributário. O objetivo é a supressão de benefícios físicos presentes que juntos totalizam montante superior a R$ 60 milhões.

Já o PL 080/16 propõe alteração na política de incentivos fiscais concedidos no âmbito da administração tributária municipal. Neste quesito, a polêmica ficou por conta da revogação da concessão de bolsas de estudo concedidas a estudantes da rede de ensino superior nos termos da Lei Promulgada 257/2008 (Proeduc).

“O prefeito vai contar com meu apoio para cortar isenções de impostos das grandes empresas e cortar privilégios dos mais ricos. Mas não vai contar com meu voto para tirar estudante carente das universidades. O Proeduc foi uma lei de autoria do nosso mandato sancionada pelo prefeito Carlos Eduardo, que de 2008 para cá beneficiou mais de 5 mil alunos das classes populares que tiveram acesso ao ensino superior por meio desta iniciativa”, defendeu o vereador Júlio Protásio (PDT).

Enquanto isso, a vereadora Amanda Gurgel (PSTU) afirmou que existe incompatibilidade entre o que foi apresentado na imprensa e o que foi dito pelo chefe do Executivo. “Aprovamos, sim, o fim das regalias fiscais das elites econômicas. Aliás, votaremos a favor de tudo que for bom para os trabalhadores. Porém, faltou o prefeito dizer que os textos apresentam um corte de R$ 25 milhões na saúde, propõem a legalização do atraso dos salários e aumento da jornada de trabalho dos servidores de 6 para 8 horas”, avaliou a parlamentar oposicionista.

Por sua vez, o líder da bancada governista, vereador Raniere Barbosa (PDT), a prefeitura vai investir mais na saúde, haja vista que os cortes serão no custeio e não nos serviços. “Queremos cortar nas despesas sem detrimento da qualidade do atendimento oferecido à população. Todo o esforço resultará em uma economia de R$ 150 milhões, recursos importantes para o equilíbrio das contas públicas. Em resumo, o objetivo é reduzir despesas para aumentar a arrecadação”.

De acordo com o presidente da Câmara de Natal, vereador Franklin Capistrano (PSB), o Legislativo seguirá o procedimento legal para a apreciação das matérias encaminhadas pelo Executivo. “Dito isso, as proposições serão enviadas para as comissões técnicas da Casa para depois serem submetidas ao crivo do plenário, que também decidirá sobre a solicitação da prefeitura de votar as matérias em regime de urgência”, concluiu.

Com informações da CMN

Opinião dos leitores

  1. O PROEDUC é uma farsa.
    Nunca teve o objetivo de beneficiar os estudantes carentes.
    Quando a UNP foi vendida a um grupo internacional deixou de ser imune e precisava continuar a não pagar o ISS.
    E esta lei é promulgada. O prefeito Carlos eduardo vetou em 2008 e teve seu veto derrubado.

  2. Um monte de velho corrupto cagando e andando pra sociedade. Olha aquele Dagô…tá DORMINDO! Cidade lixo de um povo morto nas calças que vive pra sustentar oligarquia que só FODE este belo estado que poderia ser MODELO.

  3. O que eu mais lamento que o carro roubado não é do prefeito, mais o ladrão vai devolver em três vezes o carro da população de Natal do mesmo jeito como ele que vai pagar os funcionários .

  4. Os cortes já começaram: enquanto o Prefeito dava o L, os bandidos levaram o carro oficial da prefeitura..kkkkk

  5. O prefeito ta certo tomando algumas medidas o governador que agradar todo mundo o governador e politico não. Gestor abra olho governador o exemplo

  6. Faltou explicar a SOCIEDADE EM GERAL como é que uma cidade como Natal que até o dia 02 de Outubro tudo estava as mil maravilhas, e agora, depois da eleição, a gestão transformou-se num caos. Falta alguém dizer em alto e bom som ao Prefeito Carlos Alves que o projeto que EXCLUI DO VALOR DA TAXA DE LIXO (a ser cobrada no carne do IPTU 2017) do desconto de 20% para quem está em dia com os tributos, é um AUMENTO DISFARÇADO DO REFERIDO IMPOSTO.

  7. Cadê a redução do quadro de cargos comissionados? é mais fácil cortar estágios que recebem média R$ 400,00 (quatrocentos reais) mês? pq não, uma reestruturação nos organogramas das secretárias? Há secretarias que para cada chefe de setor, há um diretor de departamento. Isso é um verdadeiro desperdício do dinheiro público. Mas, a questão é que os cargos comissionados são cabos eleitorais em época de campanha, e o servidor efetivo não.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *