As entidades representativas dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares do Rio Grande do Norte defendem a proposta de carreira única para as duas corporações, considerando o modelo de gerenciamento e planejamento das atividades. Sendo assim, não haverá mais possibilidade de ingresso direto ao quadro de oficiais. O aprovado em um concurso policial iniciará como soldado (PM ou BM) e terá a chance de chegar ao cargo de Coronel, obedecendo algumas etapas de formação.
O sargento Eliabe Marques, presidente da ASSPMBMRN e 2º vice-presidente da Anaspra, explica que a carreira única visa garantir condições de ascensão funcional para policias e bombeiros. Contudo, a ascensão se dará através de cursos e seleções internas, mas também levando-se em consideração o merecimento e a conduta profissional exemplar do servidor.
De acordo com a proposta, a carreira visa a valorização de gestores com mais experiência operacional e o fortalecimento de valores éticos e disciplinares, fazendo com que o militar passe a se auto policiar quanto a transgressão disciplinar e a outros delitos, diminuindo assim os casos de desvio de conduta nas corporações.
Rodrigo Maribondo, diretor da Regional Nordeste da Anaspra e diretor da Associação de Bombeiros Militares do RN, conta que há dois Estados com propostas de implantação da carreira única, Rio de Janeiro e Maranhão, sendo iniciativas dos governos estaduais. Ele ainda conta que a carreira traz benefícios para a instituição, porque vai conter despesas na formação dos servidores, pois decorrido os três anos iniciais ele já conhece o regimento e os aspéctos da formação, sem a necessidade de seleções para oficias. “Qualificação e valorização dos profissionais, e não admissão de novos na segurança pública é fundamental”, destaca.
Maribondo acrescenta que no RN está se trabalhando também a reforma do estatuto que define a forma de ingresso na polícia e nos bombeiros. E nacionalmente, defende esse posicionamento e o ciclo completo de carreira, através da Anaspra e dos diretórios regionais.
Para o soldado Dalchem Viana, presidente da Associação dos Bombeiros Militares do RN, a carreira única corrige distorções de meritocracia no plano de carreira, captando um profissional com mais perfil para a atividade de gestão. Também corrige distorções de hierarquia como, por exemplo, a possibilidade de um profissional bem mais experiente ser comandado por um recruta oficial na corporação.
A região oeste do Estado, por sua vez, está mobilizada através da Associação de Praças de Mossoró e Região (Apram), cujo presidente é o soldado Tony. Ele afirma que as discussões sobre a carreira única já começaram na região, mas nos próximos dias haverá assembleia para apresentar os benefícios da proposta a categoria.
O soldado Tony acrescenta que a carreira única para os policias e bombeiros militares traz motivação devido o incentivo à formação continuada e a valorização dos profissionais. Pois um profissional de carreira já conhece as atividades de rotina das corporações: serviço nas ruas, problemas de segurança pública e os desafios e inovações da profissão, além do trabalho na instituição. “Mas vamos lutar para que a PM e o BM se tornem instituições que valorizem os seus profissionais. Lutamos também pelo fim do militarismo que ainda humilha os praças, os quais são regidos por uma legislação ultrapassada”, declara Tony.
Enfim, a proposta traz um avanço em relação a qualidade do serviço prestado devido a maior motivação dos profissionais e o maior engajamento destes no combate ao crime e na defesa social. “Não há como pensar em ciclo completo de polícia sem implantação da carreira única,” ressalta o soldado Dalchem.
O projeto já está sendo apresentado aos deputados estaduais, e os representantes das Associações do RN estão mostrando a importância do projeto tanto para os servidores da segurança pública como para a população. Além disso, eles estão tentando agendar uma audiência com o Governador do Estado para apresentar o projeto. “Para tal, é preciso que a categoria e a população envolvam-se na luta pela carreira única dos profissionais da segurança pública, pois estamos lutando pela melhoria no atendimento à sociedade”, destaca Eliabe.
Com informações de assessoria
Esse pessoal devia estudar direito antes de propor uma anomalia constitucional. Isso parece mais luta de classes com teor bolivariano, e que nao interessa a sociedade como um todo. Nao sabem que pracas e oficiais sao oficios distintos, assim como magistrados e auxiliares. Seria o mesmo que propor que entrando como assistente juridico do tribunal pudesse chegar a juiz. Ou entrar como tecnico de enfermagem e subir para enfermeiro por selecao interna sem uma graduacao no serviço publico. Isso é desviar a lei com outra lei por interesse proprio. Isso é uma aberracao. Precisa mudar a constituicao federal e assumir o risco de mudar todo o direito administrativo. O cargo de Oficial é um tipo de gerente operacional normalmente especializado e o praça executor, sao atribuicoes distintas, ver no proprio site do ministerio do trabalho que especifica atribuicoes em carreiras privadas e publicas. O que estao propondo seria acabar com o cargo de oficial de policia (gerente) e ficar apenas pracas (sem controle), subalternos de qualquer forma a alguem (politicos). Desmilitarizar significa problema para a sociedade, porque o militarismo garante mais seguranca do que um bando de grevistas armados (milicias), descontrolados ou controlados por sindicatos (essa historia ja vimos e nao termina bem). Hierarquia existe em qualquer país ou atividade privada ou publica. Isso é uma invencao descabida que ja foi descartada por ferir a constituicao. Acabar com as policias militares, e os oficiais, significa entregar o país ao caos. Isso parece coisa de 924. Tem que investigar para saber se tem algum partido politico por tras. Será que é o PT?
Absurda está ideia. Estudo e não tenho a idade para entrar na policia militar na patente de soldado, pois normalmente são jovens com 18 anos, então vou tentar ingressar na instituição já na categoria que estou apto, que é a de oficial. Não quero passar 10 anos como soldado e cabo, pois tenho qualificação para cargos maiores. Diante deste relato, como fica a situação desta pessoa?
Parabéns aos autores da Proposta. A construção do instrumento da carreira única é uma grande oportunidade para a PM/RN sair na vanguarda da segurança pública Nacional. Excetuados os quadros de saúde ou Engenharia, o serviço de segurança publica típico através do ingresso único é instituir o mérito e a competencia profissional como bases para a progressão funcional. Qual o praça que não vai querer ser oficial baseado na conduta ilibada, na competencia profissional e na qualificação educacional? Só vejo vantagens para a sociedade. Também abre-se a oportunidade para outro aspecto fundamental na gestão de pessoas, a prevalencia a liderança por competecia e capacidade. Muito mais importante que a desmilitarização que muitas vezes é apenas preconceito de uma grande ala da imprensa brsileira ou de esquerdopatas e maconheiros de plantão, a carreira única é um outro momento para a instituição. No ponto de vista prático não vejo problemas de realizar um processo seletivo interno para a academia da PM a diferença é basicamente a origem dos candidatos e a forma de seleção. Outro aspecto importante, o oficial vai sendo formado ao longo de sua carreira. Teremos cabos melhores, sargentos melhores, ST's e por fim coroneis melhores, pois de fato vivenciaram a base da organização como ocorrem em qualquer empresa privada! Só vejo vantagens para a sociedade potiguar e para os profissionais da Polícia Militar do RN! Parabéns pela vanguarda da proposta! Espero que os deputados e o comando geral olhem com sabedoria para este pleito!
E os oficiais vao deixar???nunca no Brasil? ?!!acho muito dificil!!!!e outra querem o fim do militarismo, aí é que nao rola mesmo…..quem está no poder tende a querer se perpetuar no poder e os oficiais que tem contato direto com os homens nao deixarao nunca…sinto muito mas é utopia!!!!
Junior Você está certo em parte. Mas acredito que não há motivos plausiveis que sustentem o impedimento do praça virar oficial só por que os oficiais não querem. Esses aspectos do Militarismo estão em decadencia e a carreira única e o ciclo completo estão cada dia mais em evidencia nos meios especializados. Vamos torcer que a Assembléia possua deputados com visão de futuro e deêm ao Rio Grande Sofrido do Norte a oportunidade de se trasnformar em referencia nacional nesse sentido!
Não acho isso um pleito mudo aos ouvidos do Governador Robinson ele me parece ter muito boa intenção no tocante à segurança pública.
Ah em tempo, quem mais pode se opor não são nem os oficiais da PM pois, havendo essa mudança na PM a os Delegados da PC ficam na berlinda. Esses sim são jabuticabas e estão fazendo de tudo para se manterem no poder diante da onda do ciclo completo. Pode mais que dos oficiais virem dos Delegados a grande resistencia política!