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Brasil é um dos países mais perigosos para jornalistas, diz organização

971944-sp16082015-dsc_9189Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo diz que, entre maio de 2013 e setembro de 2016, houve 300 casos de agressões a jornalistas durante a cobertura de manifestações (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com quatro jornalistas mortos este ano, o Brasil é o segundo país do mundo que mais matou esses profissionais em 2016, ficando atrás apenas do México, que contabiliza 12 mortes, e empatado com o Iraque (4 mortes).

Até o dia de hoje (13), a organização Repórteres Sem Fronteiras (Reporters Sans Frontieres – RSF) mapeou 47 mortes de jornalistas no mundo em 2016. A Síria contabiliza 7 mortes este ano; o Iêmen, cinco; a Líbia, três; e o Afeganistão e a Somália, duas. Países como Ucrânia, Turquia, Sudão do Sul e outros registraram uma morte.

A violência contra os jornalistas, a independência da mídia, o meio ambiente e a autocensura, o enquadramento legal, a transparência, a infraestrutura e a extorsão são critérios usados pela organização independente RSF para determinar o Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa. O Brasil ocupa a 104ª posição entre 180 países avaliados.

Publicado anualmente desde 2002, o ranking leva em conta o grau de liberdade de que gozam os jornalistas, através de uma série de indicadores.

Segundo a RSF, a ausência de mecanismos de proteção nacional para jornalistas em perigo, somada à corrupção desenfreada no país, tornam a tarefa dos jornalistas ainda mais difícil. “O panorama da mídia continua altamente concentrado, especialmente em torno de grandes famílias industriais, muitas vezes perto da classe política”, avalia a organização.

Mortos 22 jornalistas no Brasil desde 2012

O Brasil já soma pelo menos 22 jornalistas assassinados por razões diretamente relacionadas com o seu trabalho, desde os últimos Jogos Olímpicos em 2012. Na maioria dos casos registrados pela RSF, os jornalistas, radialistas, blogueiros e outros profissionais da mídia que foram assassinados trabalhavam cobrindo e investigando temas relacionados à corrupção, à ordem pública e ao crime organizado, em especial nas pequenas e médias cidades do país.

“Este aumento do número de assassinatos, perceptível a partir de 2010, infelizmente não é a única ameaça iminente contra a integridade física dos jornalistas. Os principais eventos de 2013 foram marcados por um clima de violência generalizada. Repórteres que cobriam os protestos tornaram-se alvos de rotina das forças de segurança, fisicamente atacados ou arbitrariamente colocados sob custódia. Essa tendência continuou durante as manifestações que acompanharam a Copa do Mundo realizada no país [Brasil] em 2014”, afirma a RSF.

De acordo com dados da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), entre maio de 2013 e setembro de 2016 foram contabilizados 300 casos de agressões a jornalistas durante a cobertura das manifestações. Policiais, guardas municipais, guardas legislativos e seguranças privados foram responsáveis por 224 violações.

Além de agressões com cassetete, foram registrados casos de ataques com bombas de gás, bombas de efeito moral, balas de borracha, spray de pimenta e atropelamentos com viaturas e motocicletas. Também houve registros de ameaças, destruição de equipamento e detenção. Além dos 224 ataques à imprensa protagonizados por agentes de segurança, houve 75 ocasiões em que os agressores foram manifestantes.

Polarização política reforça insegurança

Segundo a RSF, a forte polarização política do país também tem contribuído para reforçar a insegurança dos jornalistas durante os protestos nas ruas de grandes cidades, pois os profissionais são insultados por manifestantes, que os associam diretamente às linhas editoriais dos principais meios de comunicação que eles representam.

O Brasil, entre 2015 e 2016, caiu 5 posições no Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa, ficando na 104ª posição. A melhor colocação obtida na série histórica aconteceu em 2002, quando o Brasil ficou em 54º colocado entre 134 países. Apesar da queda, o Brasil ficou melhor colocado que países como o México (149ª), a Venezuela (139ª), a Colômbia (134ª) e o Paraguai (111ª).

A Finlândia foi o país melhor colocado do ranking, seguido por Países Baixos, Noruega, Dinamarca e Nova Zelândia. Nos últimos lugares, estão a Síria, na 177ª posição; seguida por Turcomenistão (178ª); Coreia do Norte (179ª); e Eritreia (180ª).

A tendência apresentada pelo mapa este ano mostra um clima generalizado de medo e tensão. Tendo em conta os índices regionais, a Europa continua a ser a área onde a mídia é a mais livre. O Norte da África e o Oriente Médio continuam a ser as regiões onde os jornalistas estão mais sujeitos à violência.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Jornalistas de verdade, no sentido lídimo da palavra, há muito que são uma espécie em extinção no Brasil. O pouco que resta deles não dá para compor uma redação inteira sequer. Já prostitutos da palavra escrita, falada e televisada… é uma praga que prolifera tão rapidamente neste país como roedores em celeiro agrícolas.

  2. Num país em que não há mais liberdade de expressão pela concentração de empresas na área de comunicação, formando verdadeiros cartéis midiáticos, que tem se transformado em empresas de marketing e propaganda a serviço de Partidos políticos e organizações financeiras donas do Mercado, como se pode conceber um Jornalista que pense fora da caixa?
    Um Jornalista independente e compromissado com a verdade irá ser um desempregado, perseguido, torturado física ou psicologicamente e morto.
    Liberdade de Expressão é um fruto proibido no país das maravilhas que retrocedeu a 1984 (George Orwel)

    1. É porque jornalista se acha uma pessoa sem a qual a galáxia não se mantém, daí a necessidade de colocar um batalhão de PM ao lado de cada um deles de modo que sequer um susto eles sofram.

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Polêmica

Brasil é um dos países mais transparentes do mundo, diz ministro Joãoquim Levy em NY

size_810_16_9_levy-3O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que algumas pessoas envolvidas no escândalo da Petrobras estão na cadeia, o que é positivo.

Ele foi questionado, em evento em Nova York, sobre o quanto o governo poderia saber a respeito da corrupção ocorrida na companhia e sobre seus os impactos nos investimentos no Brasil.

Levy disse que está confiante com a Petrobras, em razão da mudança na forma de administração da companhia.

Segundo ele, o conselho da estatal será formado também por representantes do setor privado, o que contribuirá para resolver questões que envolvam política.

O ministro mencionou que trabalhou durante quatro anos em uma empresa onde todos os principais executivos ocupam a mesma sala, referindo-se ao Bradesco. “Na Petrobras não era assim, agora está se tornando assim.”

Quando questionado sobre a corrupção no País, Levy respondeu que “o Brasil é um dos países mais transparentes do mundo”.

“É um país onde tudo é discutido, onde o governo é responsável por tudo que faz, temos eleições regularmente”, disse. “Pessoas que quebram a lei vão para a cadeia, e isso é bom.”

Ele também afirmou que os administradores brasileiros são pessoalmente responsáveis por irregularidades nas empresas e não se passa todo o custo somente aos acionistas.

As dificuldades para captação de recursos não estão centradas apenas no Brasil, em razão do atual momento de maior volatilidade para os mercados globais, apontou o ministro. Além disso, ele avalia que parte do ajuste sobre a companhia vem da queda no preço do petróleo. “É bom que as pessoas estejam preocupadas e prestem atenção na Petrobras, que é uma grande companhia.”

O ministrou reiterou a expectativa de que o balanço auditado da estatal sairá nos próximos dias.

Exame

Opinião dos leitores

  1. Até AAlice tem pesadelos com tanta transparência….. NUNCA VI ALGUEM SER TÃO TRANSPARENTE COMO ESTE SR MINISTRO.

  2. É tão transparente que dar para ver a olho nu, a roubalheira e o desvio de dinheiro desse governo corruPTo…. E também é transparente a riqueza hoje de Lulalau e seu filhinho, só não enxerga pela transparência quem não quer.

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