Naquele domingo, 13 de março, o maior protesto já registrado no Brasil era transmitido ao vivo em uma pastelaria em Pompano, a 55 km de Miami, no Estado americano da Flórida. A clientela, toda brasileira, conversava distraída sem quase olhar para a TV, enquanto pedia empadas, pamonha e guaraná.
“Sinto alívio de não estar no Brasil”, desabafou a gerente, Camila, 27. “A coisa lá está feia.”
A vida na Flórida lembra o Brasil. Além de semelhanças climáticas, pode-se ter acesso a quase todo tipo de serviço e produto nacional sem falar uma só palavra em inglês. Há, porém, uma diferença. A crise, ali, passa ao largo.
Enquanto o país vive uma montanha-russa sem fim, brasileiros nos EUA toleram qualquer sufoco, desde que não tenham que regressar à terra natal.
A partir de 2014, com a crise, 100 mil se mudaram para a Flórida e hoje mais de 350 mil moram no Estado americano, segundo o consulado em Miami, que não computa os imigrantes sem visto. Com isso, formou-se um emaranhado que replica a divisão socioeconômica do país.
Fora a aversão ao cotidiano no Brasil, esses imigrantes se sentem “valorizados” nos EUA, na palavra repetida por mais de dez pessoas à Folha. A garçonete Amanda Santana, 26, é uma delas.
Mudou-se para Miami há quatro anos com visto de turista, que expirou em seis meses. Por três anos, privou-se de ver a família. Se visitasse o Rio, seria vetada na volta. “O que eu mais amo na vida é morar aqui”, sorri.
Suportou assédio moral, abriu mão da faculdade e vive com US$ 1.500 por mês, contados.
LUXO DA LIBERDADE
O advogado tributarista Julio Barbosa, baseado em Miami, diz que as consultas para mudança de residência fiscal dispararam.
Um exemplo ilustra o desespero de alguns. Uma família carioca pôs à venda uma empresa de logística, disposta a aceitar ofertas inferiores ao valor de mercado, avaliado em alguns milhões de reais. A ideia é abrir qualquer negócio nos EUA, desde que viabilize a mudança o mais rápido possível. “Isso mostra que tem alguma coisa errada”, diz Barbosa.
No fim do ano passado, o paulistano Wilton Colle, 48, demitiu 400 funcionários de sua fábrica de suplementos alimentares em Anápolis (GO) e se mudou para Boca Raton (70 km de Miami).
Na Flórida, ele tem duas casas, cinco carros e gasta US$ 50 mil por mês para viver com a mulher, três filhos e a babá que trouxe do Brasil. “E avisa aí a Receita Federal que comprei tudo com dinheiro feito aqui”, ressalta.
Colle transferiu a sede depois de 25 anos no Brasil, indignado com o que considera um sistema tributário “injusto e burro”, que “estupra e mata” as empresas.
“Desculpa o termo, mas é verdade. Prefiro pagar imposto aqui. É muito mais justo”, diz. “Claro que a gente sofre de ver a nossa nação nesse estado calamitoso, mas recomendo a quem puder, rico ou pobre, se dentro da lei, que venha.”
Sua mulher, Jelly, 34, mudou o estilo de vida. Passou a cuidar da casa, fazer comida para o filho de três anos. O filho de 13 anos agora arruma o quarto. “A gente tinha mais mordomias. Três empregados, motorista, babá, faziam tudo para a gente”, lembra. As casas onde moraram eram confortáveis, mas a família tinha medo de sair. “Aqui temos o luxo da liberdade”, afirma o empresário.
GENTE QUALIFICADA
O medo da violência e a falta de perspectivas motivaram o ex-reitor da USP Roberto Lobo e a mulher, a psicóloga Beatriz, a deixarem o Brasil em 2016.
A documentação não foi empecilho para eles, uma vez que o visto para pessoas de “habilidade extraordinária” chegou em meses.
O casal fechou sua consultoria de gestão universitária depois de 15 anos, vendo os clientes rarearem. Trocou o reconhecimento e uma casa espaçosa em Mogi (SP) por um apartamento alugado mobiliado em frente à praia e um futuro em aberto.
“O Brasil não consegue mais atrair gente qualificada a longo prazo”, disse Lobo. “É uma tristeza.”
Folha Press
Nos EUA, pra quem não sabe, a mão de obra lá é muito valorizada e com rendimentos considerados "bom" para a realidade daquele país. Conheço um amigo daqui que era técnico de edificações e foi embora pra lá. Está trabalhando em construção civil como assistente de acabamentos. Dia desses perguntei quando ele voltava por aqui um dia. O cara quase quis me bater….hehehe
….E SO COMENDO PÃO COM OVO!!!!!
Ah, e o que tem esses empregos? Não são dignos? Ou emprego tem de rolar algum tipo de roubo? Algo da linha de sua seita?
Para que tanta raiva, ódio, ou será inveja Eder? Tenho quase toda certeza que és um petistinha, um comunistinha de meia tigela. Pois sempre que, pessoalmente, vejo seu tipo criticando quem sai daqui em busca de um futuro melhor é sempre esses tipos de revoltadozinhos metidos a comuna.
Ou será essa raiva pelo fato deles não terem mais o dinheiro roubado pelos vermelhos?
VIVENDO DE SER : PINIQUEIRO , CUIDADOR DE IDOSO, CAIXA DE FARMÁCIA E OUTROS TIPOS DE SUB EMPREGO, PINTOR DE CASAS…. SE ACHANDO O MÁXIMO .
Deixa de ser animal !!! _)_ empregos que aqui pessoas IDIOTAS como você desvalorizam lá fora é muito mais valorizado e conserteza GANHAM MAIS QUE VOCÊ, QUALQUER LUGAR FORA DESSE BRASIL É MELHOR !! você que não sai desse seu interior e quer fala merda do povo que conseguiu sair do brasil e mudar de vida plenamente com qualidade e segurança… pelo amor de deus…fique aqui nesse lixo de país ganhando seus 2000 reais e com cartão da riachuelo de 800 de limite (Y). Aposto que nem inglês você fala " Son of a bitch !! , keep your fucki´n ass in ur town e see the orther´s glory _)_ ".
As vezes é melhor ser piniqueiro nos EUA do que piniqueiro de comunista sul americano. Esses profissionais la sao mais valorizados e respeitados que aqui. Essa é a diferenca de pagar altos impostos aqui para manter um governo elefante pro-comunista, enquanto la se paga metade e tem qualidade de vida de verdade. Aqui é fantasia de carnaval, tudo mentira de governo tendenciosamente fascista. O grito de militontos ecoam pra eles proprios.
Não se deve desmerecer ocupação alguma. Todas possuem seu valor para a sociedade, e para a pessoa que emprega seu tempo e força.
Todo emprego é DIGNO, o que não é DIGNO são esses BANDIDOS daqui travestidos de políticos e mal feitores de suas atribuições, uma quadrilha que tem bastante OTÁRIOS a defender MARGINAIS DESQUALIFICADOS. Fora pt.