Internautas não pouparam deboches à disputa judicial entre o nadador olímpico Cesar Cielo e a empresa de meios de pagamento Cielo. Proibida pela Justiça Federal do Rio de Janeiro de utilizar seu próprio nome em 180 dias, a marca vai recorrer da decisão de primeira instância.
Nas redes sociais, os internautas iniciaram um movimento para reivindicar injustiças com seus próprios nomes. “Vou processar a Inglaterra”, postou a a usuária Louise de Londres. “Vou processar o Papai Noel”, disse Ana Paula Natal.
Com a quantidade de piadas envolvendo a disputa, a zombaria só aumentou. A internauta Ana Paula Cadamuro avisou que vai “processar cada muro da cidade”. Bruno Brasil escreveu que processará o País.
O usuário Gil Giardelli sugeriu que pessoas com sobrenomes Leite, Brilhante, Portela sigam o exemplo do nadador e processem mais marcas.
No processo, o nadador alegou que a marca se apropriou do sobrenome de sua família indevidamente, após ter sido fechado contrato de uso de imagem com o atleta. A juíza da 13ª Vara Federal do Rio, Márcia Maria Nunes de Barros, entendeu que a Cielo tinha “total conhecimento da notoriedade do nome do autor”.
Para ela, o fato de o atleta ter conhecimento do uso da marca idêntica ao seu nome” ou mesmo de ter celebrado contrato de imagem com a empresa não implica, no entanto, em uma autorização implícita”.
Em sua defesa, a marca argumentou que a palavra Cielo está no dicionário em espanhol e italiano, e a escolha do nome teve intenção de fazer uma associação com “o céu é o limite”.
Ainda no processo, a empresa argumenta que Cielo é uma palavra que está no dicionário, tanto no espanhol quanto no italiano. A estratégia para a escolha da marca foi para marcar uma nova fase dos negócios, segundo a companhia, e a ideia era fazer uma associação com ‘o céu é o limite’. Segundo a empresa, o nadador teria sido contratado por seu sobrenome coincidir com o nome da marca.
IG
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