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ALERTA CAERN: bebedouros e caixas d’água necessitam de manutenção periódica

Os bebedouros de água de uso coletivo, assim como os reservatórios de água (as populares caixas d’água), necessitam de manutenção regular para garantir a oferta de água de qualidade. Isto porque a água que sai de cada Estação de Tratamento de Água (ETA) da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) está dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde quanto à potabilidade.

Inclusive a própria rede de abastecimento recebe um cloro residual que garante essa qualidade, mesmo em casos de interferência ao longo do caminho percorrido pela água como, por exemplo, vazamentos. Porém, se ao chegar aos reservatórios dos imóveis não encontrar o ambiente propício para armazenamento e distribuição, a água poderá ser contaminada, tornando-se inadequada para consumo. O ideal é que estes reservatórios passem por uma limpeza periódica a cada seis meses.

As especificações dos fabricantes de bebedouros também devem ser seguidas à risca, sob pena de contaminação do líquido por ineficiência da filtração em virtude da saturação do filtro, por exemplo, o que pode ocasionar a redepositação de bactérias retidas, provocando alteração na água. A troca de filtros deve ser feita periodicamente de acordo com a recomendação do fabricante.

Desinfecção de caixa d’água

A água distribuída pela Caern passa por criterioso processo de tratamento antes de chegar à caixa d’água dos consumidores. Ela segue o padrão de potabilidade que o Ministério da Saúde exige, de acordo com a portaria 2.914/2011. Os laboratórios da Caern em todo o Estado monitoram regularmente a água distribuída garantindo a qualidade do produto. Mas o usuário deve fazer sua parte, efetuando a limpeza e desinfecção das caixas d’água.

O acondicionamento de forma errada pode favorecer doenças de veiculação hídrica como diarreias e viroses.  Nos casos de imóveis fechados, como casas de veraneio, a água contida nas caixas não pode ser consumida imediatamente porque com o passar dos dias o efeito do cloro utilizado para desinfecção desaparece, necessitando que os reservatórios de água estejam limpos e o produto renovado antes de retomar o uso. Se o imóvel permanece ocupado durante o ano e a água renovada diariamente, a desinfecção a cada seis meses da caixa d’água elimina pequenos detritos e crostas que podem se formar nas paredes do reservatório.

A limpeza da caixa d’água deve ser feita pelos clientes ou empresa especializada. Veja as fases da limpeza do reservatório:

1. Fechar o registro de entrada da caixa d’água e abrir as torneiras, para utilizar a água que vai ser eliminada da caixa nos diversos serviços de limpeza da casa evitando assim o desperdício;

2. Quando restar 20 cm de água no reservatório, fechar todas as torneiras e começar a lavagem. Utilizar uma vassoura nova ou escova para esfregar as paredes e fundo da caixa d’água;

3. Abrir as torneiras e esvaziar a caixa, sempre agitando a água suja que restou;

4. Preparar uma mistura na proporção de um litro de água sanitária para dez litros de água;

5. Aplicar com uma brocha nova ou pincel largo (modelo utilizado para pintura à cal), espalhando a solução nas paredes e fundo da caixa d’água;

6. Esperar a mistura agir durante 30 minutos para desinfecção;

7. Após esse tempo, abrir novamente todas as torneiras para eliminar a mistura e limpar os canos;

8. Abrir o registro de entrada para colocar água limpa, na altura de 20 centímetros, a fim de enxaguar a caixa;

9. Esfregar as paredes e o fundo do reservatório e, em seguida, esvaziá-lo;

10. Repetir a operação com outros 20 centímetros de água limpa. Esvaziar o reservatório que está pronto para receber a água limpa. Por fim, abrir o registro de entrada para encher a caixa com água da Caern.

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Caern alerta para os perigos do lixo na rede de esgotos

O uso de caixas de esgotos, poços de visita, vasos sanitários e galerias como lixeira é a principal causa de obstruções na tubulação da rede esgotos da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). Essa prática, que vai contra os preceitos da boa educação ambiental, é responsável por 70% dos casos de entupimento na rede e traz constantes transtornos à população.

Para se ter uma ideia, todo mês as cinco estações de tratamento de esgotos (ETE´s) da regional Natal Norte recolhem 3,5 m³ de material inorgânico, no processo chamado de “gradeamento”. É o equivalente a 3.500 litros indevidos, com maior incidência de sacola plástica, garrafa pet, pneu, madeira e animais, respectivamente, prejudicando a rede de esgotamento sanitário e o meio ambiente.

A Caern frequentemente alerta usuários do sistema de esgotamento sanitário que o esgoto doméstico deve ser composto apenas de fezes, urina e águas servidas utilizadas na lavagem de louça, roupa e banho. Além disso, as caixas de esgoto precisam estar sempre fechadas e lacradas com massa de cimento fraca. A falta desse cuidado transforma o local em “porta aberta” para a entrada de folhas, areia, restos de comida e outros materiais de lixo inadequados.

CONSEQUÊNCIAS

O descarte errado desses materiais pode ocasionarobstruções e vazamento de esgoto nas próprias residências, além de mau cheiro e risco de aumentoda população de ratos e insetos que causam problemas de saúde. “Por receber material que não é de sua responsabilidade, a Caern arca com gastosque não deveriam ser seus, para retirá-lo da rede. Esse é um caminho sem volta: sem o comprometimento de cada cidadão, em pouco tempo pagaremos caro pelas atitudes não ecológicas, independente da classe econômica a que se pertence”, destaca Afonso Holanda, gerente de Qualidade deÁgua da Caern.

Uma das atribuições desse setor é desenvolver a educação ambiental por meio de ações educativas para orientar à população sobre o funcionamento adequado do sistema de esgotamento sanitário, mostrando a importância para a saúde pública e meio ambiente na capital e em todo o Estado. 0É fácil entender o prejuízo causado por uso inadequado do sistema de esgotamento sanitário. O material biodegradável é degradado por processos biológicos realizados por microorganismos presentes no meio ambiente. O material não biodegradável ou “recalcitrante”, por sua vez, demora muito mais tempo para se degradar, como os vidros, metal, papel e plástico. O tratamento da rede de esgotos da Caern obedece às especificações da legislação de lançamento do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

DICAS

– Para que a população evite esses transtornos, é necessário tomar alguns cuidados: o encanamento da pia deve ser ligado a uma caixa de gordura para evitar obstrução dos canos. Estas caixas devem receber manutenção regularmente.

– É crime ligar esgotos nas tubulações de água da chuva, pois ela não passa pela estação de tratamento.

– Não despeje óleo de cozinha no ralo. Armazene-o em um recipiente fechado e encaminhe para a reciclagem, pois uma gota desse produto pode contaminar um milhão de litros de água.

– Não jogue materiais sólidos na rede coletora e cuidado com o plantio de árvores com raízes grandes que podem danificar a tubulação.

– Os códigos de obras municipais recomendam que as residências possuam no mínimo 20% de área permeável em seus lotes para infiltração das águas da chuva, e o excedente das águas direcionado para a via pública.

– Não destampe caixa de esgotos, tornando-os “portais” para a entrada de folhas, areia, restos de comida, água de chuva e todo tipo lixo inadequado, obstruindo a rede e podendo transbordar nas casas e ruas.

Por interino

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