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Igreja interdita padre comunista candidato em MG e ameaça expulsá-lo

curia1O Arcebispo da Diocese de Leopoldina, na Zona da Mata de Minas Gerais, Dom José Eudes, suspendeu a atividade do sacerdócio do padre Eduardo Abreu na segunda-feira.

O religioso se filiou ao PCdoB, desobedeceu ordens superiores e se candidatou a vereador na pequena Visconde do Rio Brando (MG).

A cúpula da CNBB em Brasília acompanha atenta a desenrolar da situação ‘profana’ – e, claro, a desenvoltura do sacerdote nas urnas.

No ofício da Cúria – Leia aqui o documento oficial e veja parte abaixo – o arcebispo cobra obediência aos parâmetros da Igreja Católica, e que a suspensão da atividade do sacerdócio vale em ‘toda a face da terra’, sob risco de expulsão do Estado Clerical se insistir na desobediência.

A Igreja há décadas autoriza padres licenciados a se candidatarem. Muitos deles foram ou ainda são prefeitos, vereadores. Há ainda dois padres deputados federais, o padre João (PT-MG) , e o padre Luiz Couto (PT-PB). No mandato passado ainda havia o Padre Zé (PT), do Ceará.

O problema desta vez e a cizânea na cúria foi o fato de o religioso ter se filiado ao PCdoB . Tradicionalmente os dois lados não batem.

Coluna Esplanada, UOL

Opinião dos leitores

  1. Na verdade, o problema foi se candidatar sem autorização do Bispo. A vida política é típica dos leigos, apenas o Bispo pode discernir a excepcionalidade de um religioso atuar no campo dedicado ao Leigo

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