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Casos notificados de dengue, zika e chikungunya caem quase 90% em Natal

As ações da Prefeitura do Natal, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no combate ao Aedes aegypti tem trazido grandes resultados para a capital potiguar, como mostram os números do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

De janeiro a maio de 2017 (da 1ª semana até a 21ª), a redução no número de casos notificados de dengue, zica e chikungunya foi de 1.900, uma redução de 89% se comparado com o mesmo período do ano passado. Desse total, a dengue representa 1659 casos, seguido por chikungunya, com 142 e zika, com 99. Os dois bairros de maior incidência são: Pajuçara, na zona Norte, com 223 e Felipe Camarão, zona Oeste, com 200. Nos dois casos, também houve redução em relação a 2016 de 48,6% e 80,7%, respectivamente.

Em Natal, existem atualmente 426 ovitrampas espalhas pelos bairros. Essas ‘armadilhas’ são distribuídas pelas ruas e usadas para atrair o Aedes. Elas ficam expostas por um período mínimo de uma semana. Ao final desse prazo, as paletas de oviposição são recolhidas e levadas para laboratório para contagem do número de ovos. Esses dados formam os índices de Positividade de Ovitrampas (IPO) e de Densidade de Ovos (IDO), que fazem parte de um conjunto de estatísticas utilizadas para determinar as ações de combate ao mosquito.

“Utiliza apenas o IPO para determinar a situação de uma determinada região, não é correto. No IPO, se tiver apenas um ovo na armadilha, ela fica positiva. Já no IDO, analisamos a densidade, que traz um número mais preciso. Mas também temos índices de ovos eclodidos, de mosquitos que testam positivo (que têm o vírus e podem transmitir), entre outros. É todo um conjunto de dados que analisamos semanalmente”, destacou Alessandre Medeiros, chefe do CCZ.

A quantidade de ovos coletados nas armadilhas também diminuiu. Em 2017, foram 264.234, enquanto no mesmo período de 2016 foram 341.608, uma redução de 22,6%.

Natal, inclusive, tem um projeto de combate ao Aedes que é referência no Brasil e já foi apresentado em outros países. O Vigiadengue funciona como um sistema de monitoramento com base na vigilância epidemiológica e entomológica das arboviroses (doenças transmitidas por meio de vetores). O principal diferencial é o monitoramento contínuo que consegue identificar as áreas de maior risco para ocorrência de surtos e epidemias, além de estabelecer categorias de intervenção ou estágio de resposta para cada nível.

“Hoje os nossos índices apontam que a situação do Aedes em Natal está controlada. Em épocas de chuva, é normal que ocorra uma variação para cima, por isso a importância de fazermos uma análise semanal, pois a variação de clima influencia diretamente”, explicou Alessandre.

 

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Saúde

Casos notificados de dengue caem em todo o RN; 10 cidades ainda com incidência alta

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através do Programa Estadual de Controle da Dengue, realizou um novo balanço com os números da doença. No Rio Grande do Norte, desde o início do ano até o dia 30 de maio foram notificados 20.680 casos suspeitos de dengue, dos quais 2.758 foram confirmados.

“Em relação ao ano passado, no mesmo período, se observa um aumento de 215,87% no número de casos notificados. Entretanto, apesar desse aumento, constatado nos dados acumulados, o Programa Estadual de Controle da Dengue verificou uma diminuição no número de notificações de dengue nas seis últimas semanas e observamos que a tendência é sairmos da epidemia”, explicou Sílvia Dinara, coordenadora do Programa Estadual de Controle da Dengue.

De acordo com os boletins, no início do ano, da 1ª à 12ª semanas epidemiológicas, o número de notificações era ascendente. Na 14ª semana epidemiológica (05 a 11 de abril), houve o maior registro de casos de dengue notificados em todo estado (2.020 casos), mas nas semanas seguintes o número de notificações vem diminuindo, em uma das últimas semanas foram registrados 474 casos de dengue. “Esse cenário é justificado, pois de maneira geral no país, a sazonalidade da doença é de outubro a maio”, enfatizou Dinara.

Desde o início do ano até o dia 30 de maio, um total de 81 municípios – em dados cumulativos – está com incidência alta de dengue, ou seja, notificaram mais de 300 casos da doença por 100.000 habitantes. Porém no cenário atual, nas últimas seis semanas epidemiológicas (de 19 de abril a 30 de maio), esse número diminuiu para 20 municípios com incidência alta da doença, dos quais os principais são: Caiçara do Rio dos Ventos, São João do Sabugi, Timbaúba dos Batistas, Lagoa de Velhos, Lucrécia, Barcelona, Pedra Preta, Caraúbas, Cruzeta e Lajes Pintadas.

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