O secretário de Estado do Planejamento e das Finanças Gustavo Nogueira voltou a falar sobre os efeitos da crise econômica do país no Rio Grande do Norte em entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (6) ao programa Jornal 96, apresentado pelo jornalista Diógenes Dantas. Fechado o mês de junho, a frustração de receitas já chega a R$ 253 milhões em comparação ao mesmo período de 2015. “Tivemos uma queda de 10,3% no Fundo de Participação dos Estados (FPE) em relação ao orçado. É muita coisa, especialmente porque o FPE representa 40% das nossas transferências federais”, explicou.
O titular da SEPLAN também falou sobre o novo decreto publicado terça-feira pelo Governo do Estado determinando contenção de despesas em contratos com empresas de terceirização de mão de obra, locação de veículos, equipamentos, imóveis e combustível . E lembrou que os cortes no custeio vêm sendo feitos sistematicamente desde o início da gestão. “Em 2015, a redução no custeio foi de 13% e, nos primeiros cinco meses de 2016, esse corte já chegou a 22%. Já cortamos na carne e agora estamos cortando no osso”, comparou o gestor.
O grande desafio do Governo na área econômica, segundo Gustavo Nogueira, está no aumento da arrecadação. “Nosso problema não é mais despesa, uma vez que já cortamos aonde poderíamos cortar. Temos uma das menores máquinas do país, com cargos comissionados chegando a apenas 0,7% da folha. O desafio do Governo é aumentar sua base arrecadação e torcer para que o país volte a crescer para equilibrar a relação entre despesas e receitas”, afirmou.
O pagamento do funcionalismo também foi abordado no programa. O titular da SEPLAN ressaltou as dificuldades em virtude das frustrações de receitas e do déficit previdenciário, hoje na casa dos R$ 100 milhões por mês. Por conta disso, o Governo se viu obrigado a transferir a folha de pessoal para os primeiros dias do mês subsequente.
O jornalista Diógenes Dantas lembrou que há estados do país em que o Governo tem parcelado o salário dos servidores em até 9 vezes no mesmo mês. E questionou o secretário sobre a possibilidade desse parcelamento vir a acontecer no Rio Grande do Norte. “Temos dificuldades, como todos os Estados estão enfrentando, mas o Rio Grande do Norte tem suas contas sob controle e acompanhadas diariamente. Acreditamos numa reação da economia do país e estamos trabalhando para ampliar nossa base de arrecadação”, disse.
A coisa nao é tao grave assim. Houve sim queda de receita. Mas nao tao grave. O problema é q superestimam asreceitas no orcamento. Mas se compararmos com as receitas do ano passado, a queda nao é tao significativa. Incham o orcamento.
Dado a explanação do secretário é melhor apagar as luzes e fechar todas as portas.Com a palavra o governador.
Dia 09, 10, 11 e 12, não são começo de mês. Já é quase meio de mês e para muitos representa pagar compromissos com juros sobre juros. Quanto a atrasar aposentados, que arrombou a previdência foi o Estado, usou esse dinheiro para pagar outras coisas. Não existe justificativa
A cantiga da perua deste secretário já está se tornando insuportável para quem realmente trabalha ganhando marrecas (hospitais públicos).Por que não fala nos imorais auxílios, servidores fantasmas, etc.Ora, pede para sair para não desmoralizar ainda mais o governador.