O crescimento da candidata Marina Silva (PSB) nas pesquisas eleitorais é símbolo de um sentimento antigoverno que tem agitado os brasileiros, incluindo o cansaço das pessoas com a corrupção na política e o desempenho fraco da economia, destaca o jornal norte-americano The New York Times em uma extensa reportagem sobre as eleições brasileiras publicada na edição desta terça-feira.
Com uma foto da candidata Marina Silva ocupando quase toda a página do início da editoria de “Internacional”, a reportagem, assinada pelo correspondente do jornal no Brasil, Simon Romero, fala do aumento recente da popularidade de Marina e da disputa apertada com a presidente Dilma Rousseff (PT) nas eleições de outubro. Além da crescente insatisfação com a economia e a corrupção, o jornal destaca que Marina vem ganhando espaço na medida em que cresce o número de eleitores evangélicos no Brasil. Outra razão é a insatisfação dos brasileiros, que tiveram aumento de renda nos últimos anos, mas não da qualidade de vida e dos serviços públicos nas grandes cidades.
O Times conta na reportagem a história de Marina, destacando sua infância pobre no Acre, sua alfabetização apenas depois dos 16 anos de idade e fala ainda da sua conversão à igreja evangélica em 1997. A reportagem destaca que Marina não tem dado tanta ênfase, até agora na campanha, para sua origem humilde e sua etnia. “Ao contrário, a candidata optou por uma mensagem difusa de uma ‘nova política’ necessária para barrar o PT e o PSDB, partidos que vêm dominando a política nacional por mais de 20 anos”, diz o texto.
O jornal dos EUA ressalta que tanto Marina como Dilma foram ministras de Luiz Inácio Lula da Silva, mas enquanto ocupavam as pastas divergiam de quase tudo, de usinas nucleares a uma hidrelétrica na Amazônia. Dilma acabou sendo presidente do Brasil e o PT teve que fazer uma aliança com o PMDB para conseguir governar, diz o texto. Já Marina se distanciou do PT a partir de 2009, quando saiu do partido, e tem procurado mostrar que defende uma política econômica mais amigável ao mercado.
Apesar de crescer nas pesquisas, os desafios para Marina persistem, destaca o Times. O jornal cita, por exemplo, que a campanha de Dilma tem um caixa de US$ 55 milhões, cerca de cinco vezes a mais do que a da candidata do PSB. Além disso, ataques à Marina ganharam força nas últimas semanas, barrando o crescimento dela nas pesquisas mais recentes, ressalta o jornal.
A reportagem destaca ainda que Marina falou pouco na campanha de como lidaria com questões diplomáticas mais sensíveis do Brasil, como a aproximação do país com a Venezuela e Cuba durante o governo do PT. O fato, porém, de que a corrida presidencial se estreitou em duas mulheres de esquerda, uma negra, ambas do governo Lula e contrárias ao regime militar, mostra a consolidação da democracia brasileira desde os anos 80, ressalta o texto.
fonte: Estadão Conteúdo
O PT ESTÁ EM PÂNICO !!!
QUEM É A QUERIDINHA DO MERCADO?
A candidata do PSB, Marina Silva, participou ontem de um jantar com banqueiros e investidores nacionais; cada um teve de pagar R$ 100 mil para sentar à mesa com a candidata do PSB, o Partido Socialista Brasileiro; oferecido por Florian Batunek, da empresa de investimentos Constellation, o encontro contou com as presenças de nomes como José Berenguer, do JP Morgan, Luiz Stuhlberger, do Credit Suisse, José Roberto Moraes, do Grupo Votorantim, Ana Maria Diniz, ex-Pão de Açúcar, Tito Alencastro e Anis Chacur do Banco ABC, Andrea Pinheiro, do BR Partners, e Jair Ribeiro, do Indusval.
A reportagem acima diz que Marina se distanciou do PT a partir de 2009, quando saiu do partido, e tem procurado mostrar que defende uma política econômica mais amigável ao mercado.
Ela ainda vai dizer que não é a queridinha do sistema financeiro?
Depois Marina Silva vem chorar, dizendo ser vítima de “boatos e mentiras”, convocando coxinhas para desmenti-los.
Ora, desmentir o que? Seu próprio coordenador de campanha, em discurso a empresários, copia o discurso tucano sobre o pré-sal e fala que o governo Marina mudará o modelo de partilha, para entregar fatias maiores de nosso petróleo a companhias estrangeiras.
A troco de que? Em menos de oito anos, o pré-sal ja está chegando perto de 600 mil barris/ dia! Trata-se de um saldo de produtividade sem comparação em nenhum lugar do mundo.
A dívida da Petrobrás já começou a cair, naturalmente, por causa do aumento da produção de petróleo.
A dívida aumentou porque os primeiros anos do pré-sal foram anos puramente de cultivo. Nada de colheita.
Esse tempo já terminou. O pré-sal já é uma realidade. A partir de agora, a produção só tende a aumentar, rapidamente.
Em cinco ou seis anos, estaremos produzindo quase 6 milhões de barris por dia!
O Brasil perdeu oportunidades com o açúcar, o ouro e o café. Não é possível agora que haja gente defendendo que percamos a chance de usarmos o petróleo para, finalmente, nos tornarmos um país desenvolvido, alegando que não temos competência para explorar essa riqueza.
O modelo de partilha já prevê a participação estrangeira, mas o petróleo permanece nosso, e a maior parte dos recursos fica aqui.
O atual modelo não é nenhum bicho-papão. Não tem nada de “comunista” ou “doutrinário”. É um modelo usado na Noruega, na Rússia, na Arábia Saudita, em quase todos os grandes produtores de petróleo que entendem a importância deste recurso para seu próprio desenvolvimento.
Aliás, “doutrinário” é um eufemismo entreguista para criticar o uso do conceito de nacionalismo.
O leilão de Libra está aí para provar que o entreguismo tucano da campanha de Marina é equivocado. Houve participação estrangeira (China e Espanha) no leilão, houve investimento externo, tudo dentro do modelo de partilha, com a exploração do petróleo continuando sob nosso controle.
O PSB de Marina Silva quer mudar o modelo, para dar mais vantagens a empresas estrangeiras, e acabar com a política de conteúdo nacional, que provocou o ressurgimento da indústria naval, injetando dinheiro e empregos em nossa economia.
Não vale chorar, Marina.
Quem tem de chorar somos nós, ao ler seu programa de governo e escutar as propostas de seu coordenador de campanha.