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Com “interrupção” do impeachment, dólar sobe forte e volta a passar de R$ 3,60, e Bolsa de SP passa a cair mais de 3%

O dólar opera em alta nesta segunda-feira (9), em linha com os mercados no exterior e à espera de desdobramentos da crise política no Brasil. Mais uma vez, o Banco Central não anunciou intervenção no câmbio. A alta ganhou força após a notícia de que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, anulou a votação de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Às 12h20, a moeda norte-americana subia 3,08% em relação ao real, cotada a R$ 3,6107 na venda. Veja a cotação do dólar hoje.

Acompanhe as cotações ao longo do dia:

Às 9h10, alta de 0,12%, a R$ 3,5074
Às 10h40, alta de 0,35%, a R4 3,5151
Às 11h30, alta de 0,47%, a R$ 3,5196
Às 12h, alta de 1,77%, a R$ 3,565
Às 12h10, alta de 3%, a R$ 3,6082
“Dólar sobe com a notícia que o presidente interino da câmara, Waldir Maranhão, atende o pedido da AGU e suspende o processo de impeachment”, escreveram operadores a corretora Correparti em nota a clientes, segundo a Reuters.

No exterior, o dólar avançava em relação a moedas de outros países emergentes após dados da China mostrarem que aexportações e importações caíram mais do que o esperado em abril, esfriando expectativas de recuperação da economia chinesa, de acordo com informações da Reuters.

“Dados fracos da China ainda têm a capacidade de mexer com os mercados, especialmente na ausência de outros fatores relevantes”, disseram os analistas do banco Brown Brothers Harriman (BBH), em nota a clientes, segundo a Reuters.

No Brasil

O Senado vota na quarta-feira (11) o afastamento temporário de Dilma Rousseff que, se confirmado, levará o vice Michel Temer à presidência. Temer já indicou o ex-presidente do BC Henrique Meirelles como seu ministro da Fazenda, o que tem agradado o mercado.

“Para o mercado, a saída de Dilma é certa e a questão agora é se Temer conseguirá ser bem-sucedido”, disse à Reuters o economista da consultoria 4Cast Pedro Tuesta.

Mais uma vez, o Banco Central não anunciou leilão de swap cambial reverso, equivalente a compra futura de dólares, apesar de a moeda norte-americana ter voltado ao patamar de R$ 3,50, considerado por muitos operadores como o piso que o BC tentaria defender. O BC atuou no início da semana passada, mas está ausente do mercado desde quarta-feira.

Entenda como funciona a intervenção do BC no câmbio.

Semana passada

O dólar fechou em queda na sexta-feira (6), voltando a ser cotado abaixo de R$ 3,50, após o mercado alimentar expectativas de que os juros nos Estados Unidos vão demorar mais para subir diante da divulgação de dados ruins sobre o mercado de trabalho na maior economia do mundo.

A moeda dos EUA caiu 1,04% em relação ao real, cotada a R$ 3,503 na venda. Na semana passada, porém, o dólar acumulou alta de 1,83%. No ano, a moeda tem queda de 11,27% frente ao real.

Bovespa passa a cair mais de 3% com cena política

A Bovespa intensificou o movimento de queda nesta terça-feira (9), passando a cair mais de 3%, após a notícia de que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, anulou a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A bolsa também refletia o recuo no preço das commodities após dados fracos sobre comércio exterior na China no fim de semana.

Às 12h15, o Ibovespa, índice que reúne as principais ações da bolsa, caía 3,07%, aos 50.128 pontos. Veja a cotação.

Já o dólar operava em alta, acima de R$ 3,60.

Perto do mesmo horário, a Vale perdia mais de 9% nas ações ordinárias (que dão direito a voto em assembleias da empresa), e mais de 7% nas preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos).

A queda refletia o movimento de ações de outras mineradoras no exterior, com dados ruins sobre o comércio na China preocupando o mercado. CSN e Usiminas também eram afetadas pelos dados sobre o país asiático.

Entenda por que dados sobre a China afetam as bolsas pelo mundo.

Já os papéis da Petrobras caíam mais de 8%, com o recuo dos preços do petróleo e a anulação da votação do impeachment.

Cenário interno e externo

O mercado segue acompanhando os desdobramentos do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Até então a votação do afastamento temporário da presidente Dilma estava agendada para esta quarta-feira.

No exterior, preocupações sobre a economia da China influenciavam o mercado. No fim de semana, foram divulgados dados mais fracos que o esperado sobre o comércio de abril no país, com queda tanto das importações quanto das exportações.

Na sexta-feira, a bolsa fechou em alta de 0,09%, aos 51.717 pontos. Na semana e no mês, a bolsa perdeu de 4,07%. Em 2016, o índice tem valorização de 19,3%.

G1

Opinião dos leitores

  1. O desespero da globo volta com tudo. kkkkkkkk ninguém esta sabendo de nada apenas a tv dos coxinhas. Tudo mentira. Valeu!!!!

  2. ESSE IMBECIL NÃO TEM CONDIÇÕES NENHUMA DE PRESIDIR A CAMARA QUANTO MAIS ANULAR , DEVE ESTAR A SERVIÇO DO PLANALTO , AGORA VAMOS VER A GUERRA QUEK VAI COMEÇAR

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