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Com reforma, dívida pública deve parar de crescer em 2020

Se o texto da reforma da Previdência passar pelo plenário da Câmara dos Deputados e pelo Senado como está, a mudança no sistema de aposentadoria deve fazer com que a relação entre a dívida pública e o tamanho da economia se estabilize entre 2020 e 2021. A avaliação é de interlocutores do presidente Michel Temer, ouvidos pelo GLOBO.

As apostas governistas são um pouco mais otimistas que as do mercado financeiro. Os analistas preveem que as contas públicas ficarão no azul — ou seja, o Brasil gastará menos do que o dinheiro que arrecada — somente em 2021. Apenas com o equilíbrio das contas anuais, a equipe econômica conseguirá fazer com que a dívida pública pare de subir.

Ouvidos numa pesquisa feita pelo Banco Central, os economistas do mercado financeiro acreditam em uma melhora progressiva das contas públicas. Estimam que o país saia de um rombo de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano para um superávit primário de 0,35% do PIB em 2021.

Até lá, a dívida bruta do país não para de crescer. Alcançou R$ 4,5 trilhões em março, o que representa 71,6% do PIB.

VELOCIDADE DE CRESCIMENTO DA DÍVIDA

Segundo especialistas, o problema não é apenas o tamanho do endividamento do Brasil, mas, principalmente, sua dinâmica. A velocidade com que a dívida cresce é o que mais chama a atenção dos investidores. Somente no mês passado, a alta foi de um ponto percentual na relação com o PIB.

Tanto para o governo quanto para economistas, a aprovação da reforma é o sinal mais importante pela ancoragem das expectativas dos investidores num futuro mais equilibrado para o endividamento.

— Nas nossas contas, a reforma só deve estabilizar a dívida em 2023 ou até mesmo em 2025 — disse o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, levando em consideração a aprovação da reforma da Previdência como ela está na Câmara.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Não questão de 20 anos para ajeitar as contas e sim, 20 anos para sustentar as aposentadorias milionárias dos nossos políticos e magistrados, pois esse negocio de teto é apenas para nós, meros mortais…

  2. E se a oi pagar a dívida dela?
    E se os bancos pagarem a dívida deles?
    Se as outras centenas de empresas fizeram o mesmo?
    Será que a dívida não acabaria na hora?
    Sempre a corda arrebenta do lado mais fraco.

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Política

Aécio diz que Dilma ‘apequena’ o país com reforma; Caiado chama presidente de ‘viúva Porcina’

2015-853913517-2015092903034.jpg_20150929Foto: Ailton de Freitas / 29-09-2015 / Agência O Globo

A oposição acusou a presidente Dilma Rousseff de realizar a reforma ministerial para ampliar sua base de apoio no Congresso e evitar um processo de impeachment. O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB), disse que a reforma anunciada hoje “apequena ainda mais” o governo Dilma. Para Aécio, a economia anunciada é uma “maquiagem”. Em nota, o senador disse que a distribuição de cargos não tem o objetivo de melhorar a qualidade do serviço público. Nesta sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff anunciou a redução de oito ministérios e, na nova estrutura, privilegiou o PMDB, do vice-presidente Michel Temer.

“A chamada reforma administrativa anunciada hoje apequena ainda mais o governo Dilma. Apequena o governo pela forma como a presidente Dilma age para se manter no cargo: distribuindo espaços relevantes de poder não em busca da melhoria da qualidade do governo, mas para garantir votos que impeçam o seu afastamento. Os efeitos dessas mudanças serão efêmeros e a presidente da República continuará precisando mostrar ao país que tem condições de tirá-lo da gravíssima crise na qual seu governo nos mergulhou”, disse Aécio, na nota.

Aécio citou ainda as recentes declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a crise do governo Dilma.

“O que traduz de forma mais eloquente a situação da presidente é a frase dita esta semana pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e que merece ser repetida: ´A presidente não governa. Ela é governada´”, disse o tucano.

Para o presidente do PSDB, a reforma administrativa ficou aquém do esperado pela população. O governo anunciou corte de 3 mil cargos comissionados e redução de 10% nos salários dos ministros, por exemplo.

“Os cortes são pouco expressivos frente ao aumento excessivo de gastos do governo nos últimos anos. Se assemelha na verdade a uma maquiagem. Uma reforma que fica a léguas de distância do que seria necessário para sinalizar o início de uma nova fase para o país”, argumentou Aécio.

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), foi mais incisivo ao destacar o objetivo político da reforma.

— Pela primeira vez na História, estamos assistindo a um presidencialismo figurativo. A presidente Dilma entregou todo o governo ao PMDB com o objetivo único de retardar a votação do processo de impeachment. Ela foi totalmente excluída do processo de comando, é a viúva porcina: foi sem ter sido. Nosso papel no Congresso será levar a adiante o processo de impeachment e encerrar de vez esse ciclo nefasto de corrupção, barganha e péssima gestão que tomou conta do Executivo federal — disse Caiado.

Para Caiado, a reforma “expõe o balcão de negócios” e não resolver o problema de falta de credibilidade de Dilma para enfrentar a crise fiscal _ Ela não tem nenhuma credibilidade para fazer ajuste fiscal. Então, essa reforma, que expõe o balcão de negócios do governo petista, é apenas uma forma de a presidente se manter mais algum tempo no poder — disse Caiado.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Os dois doidinhos pra mamar nas tetinhas do governo, sujinho e sujesta….oposicao de nada!!!!sera que sao oposicao ao PMDB tambem??? acorda!!!!

  2. Esse é sem dúvidas o retrato falado do PT. Não tem jeito, nós vamos continuar apanhando. A presidenta cortou R$3 contos do seu salário e do vice. Piada de mal gosto, isso é coisa, ação de trambiqueiros mesmos. Me engana que eu gosto.

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