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FOTO: Condenado no mensalão é punido por ida ao bar

O ex-deputado do PTB Romeu Queiroz, condenado no processo do mensalão, perdeu o direito de trabalho externo e saída temporárias da prisão após ser flagrado frequentando um bar em Belo Horizonte. O direito ao regime semiaberto, que já estava suspenso desde janeiro, foi revogado após a divulgação de um vídeo no qual o ex-deputado supostamente aparece bebendo cerveja no bar durante o horário que deveria estar trabalhando. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

ex-deputado-romeu-queirozFoto: Wilson Dias / Agência Brasil

A defesa de Queiroz alegou que ele estava almoçando no restaurante e que não bebeu nenhum tipo de bebida alcoólica.

Romeu Queiroz foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro a seis anos e seis meses de prisão em regime semiaberto e trabalhava em sua própria empresa, a RQ Participações S/A, em Belo Horizonte.

Terra

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Condenado no mensalão, Dirceu ganha R$ 4 mil em escritório de advocacia

B9rXx0yIIAASL-cO ex-ministro da Casa Civil José Dirceu está de emprego novo. Em 26 de janeiro, o escritório de advocacia Tessele e Madalena assinou a carteira de trabalho do petista, que exerce a função de assistente administrativo. O expediente é de 44 horas semanais e a remuneração, R$ 4 mil por mês. O contrato de experiência tem validade de 45 dias e, conforme o desempenho do empregado, pode ser efetivado após o período. À noite, Dirceu precisa voltar direto para casa, onde cumpre a pena à qual foi condenado no processo do mensalão.

Dirceu é velho conhecido do escritório Tessele e Madalena. Em agosto de 2011, um ano antes de começar o julgamento do mensalão, a revista “Veja” publicou que o petista mantinha uma espécie de gabinete em um apartamento alugado em um hotel de Brasília. No local, ele receberia em audiência ministros e parlamentares. À época, o Tessele e Madalena divulgou nota à imprensa dizendo que a locação era para uso privativo do escritório.

A nota explicava que os advogados mantinham um “acordo de cooperação técnica” com o escritório Oliveira e Silva Advogados, do qual José Dirceu era sócio. Ainda segundo o texto, o contrato previa o “uso comum de instalações, estrutura, logística, recursos humanos e técnicos, aos advogados associados a ambos os escritórios, em trânsito em São Paulo e Brasília”.

O escritório ainda esclareceu que a relação era “legal e transparente”, sem nada de “misterioso ou suspeito”. O GLOBO telefonou para o Tessele e Madalena na tarde desta quinta-feira, mas ninguém atendeu. Na portaria do prédio onde o escritório funciona, a recepcionista confirmou o endereço, mas disse que não tinha ninguém na sala naquele momento.

O petista estava no regime semiaberto e migrou para o domiciliar em 4 de novembro do ano passado, depois de cumprir um sexto da pena. Ele precisava “comprovar que exerce trabalho honesto no prazo de três meses, ou justificar suas atividades”, conforme determinação da Vara de Execuções Penais (VEP) de Brasília. No último dia 29, a defesa de Dirceu comunicou oficialmente o novo emprego à Justiça, com cópia da carteira de trabalho e do contrato com o escritório.

Enquanto estava no regime semiaberto, Dirceu trabalhava no escritório de José Gerardo Grossi, criminalista renomado na capital federal. Lá, ele também exercia a atividade de assistente administrativo. Em novembro, com a mudança do detendo para o regime domiciliar, terminou o vínculo empregatício.

O Globo

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