Diversos

FOTO: Justiça aceita denúncia contra doleiro e mais seis por evasão de R$ 989 milhões

2014-705551363-2014041040068.jpg_20140410-2
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Justiça Federal aceitou nesta quarta-feira denúncia contra o doleiro Alberto Youssef e outras seis pessoas por crime financeiro e lavagem de dinheiro. Eles são acusados pelo Ministério Público Federal, com base nas investigações da Operação Lava-Jato da Polícia Federal, de terem promovido a evasão fraudulenta de US$ 444,6 milhões (cerca de R$ 989 milhões) entre julho de 2011 a março de 2014. Foram denunciados também Leonardo Meirelles, Leandro Meirelles, Pedro Argese Junior, Esdra de Arantes Ferreira, Raphael Flores Rodriguez e Carlos Alberto Pereira da Costa.

As operações foram feitas com base em contratos de câmbio fraudulentos, para pagamentos de importações fictícias. Várias empresas foram utilizadas, entre elas a Labogen Química Fina e Biotecnologia, a Labogen SA e a Piroquímica Comercial. A Labogen chegou a firmar convênio com o Ministério da Saúde em dezembro passado, que foi desfeito após o nome da empresa ter sido divulgado nas investigações da Operação Lava-Jato.

Segundo o MPF, Alberto Youssef e Carlos Alberto Pereira da Costa teriam internalizado no país US$ 3,135 milhões entre agosto de 2010 e maio de 2011. A operação foi feita por meio de quatro contratos de câmbio a título de investimento na GFD investimento, como título de capitais estrangeiros a longo prazo.

De acordo com as investigações, Youssef comprou em 2009 um apartamento no Condomínio Edifício Walk Vila Nova, na Vila Nova Conceição, bairro nobre paulista, com recursos da GFD, o que caracteriza lavagem de dinheiro. O apartamento vale hoje R$ 3.727.733,56.

Também foram utilizadas as empresas de fachada, ou em nome de laranjas, Bosred Serviços de Informática, HMAR Consultoria em Informática, Labogen S/A Química Fina e Biotecnologia, Indústria e Comércio de Medicamentos Labogen S/A, Piroquímica Comercial, e RMV & CVV Consultoria em Informática Ltda.

Fora do país o doleiro utilizou as offshores DGX Limited e RFY.

O MPF afirma que Alberto Youssef é o líder do grupo criminoso, mandante e executor dos crimes. Os demais, a mando do doleiro, atuaram em gestão de empresas e na execução dos crimes de evasão.

De acordo com a denúncia, Carlos Alberto Pereira da Costa, era usado como gestor nas empresas de propriedade e controladas por Alberto Youssef, como GFD Investimentos, Expandir Participações, Mala Engenharia, Viagens Marsans, Web Hotéis, CSA Project Finance. Ele era o responsável pela administração das empresas, com envolvimento direto na ocultação e dissimulação dos investimentos realizados pelo grupo criminoso e na titularidade das empresas.

Os demais envolvidos eram remunerados com percentuais sobre os contratos de câmbio fraudulentos.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Desejo saber se ficaram impunes os montantes das empresas..q por sinal ainda estaum pela sociedade praticando ainda lavagem de dinheiro..pois usam nomes dos pais..irma..e ainda se favorecendo c suposta comissao comprandi aptis..casa litoral norte e acreditem ate carros importados novalor de 700.000..sabem o q eh isto????? O Brasil precisa mudar …e ainda chegara o momento destes corruptos n existerem mais…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *