Saúde

ESPERANÇA: Remédio experimental contra ebola cura macacos em testes

O medicamento experimental contra o ebola ZMapp curou todos os 18 macacos infectados com o vírus mortífero em uma pesquisa, o que alimenta esperanças de que o tratamento permita combater o surto que está devastando países da África Ocidental.

Os cientistas administraram o fármaco ZMapp de três a cinco dias depois de infectar os animais em um laboratório. A maioria dos animais manifestou sintomas, mas se recuperou completamente. Outros três macacos que não receberam a droga morreram.

No atual surto de ebola, sete pessoas receberam tratamento com ZMapp, das quais duas morreram. Os médicos, porém, não sabem se o remédio ajudou os sobreviventes. A oferta do Zmapp é limitada e demorará vários meses para que se produza o suficiente para iniciar estudos em seres humanos. O relatório foi publicado nesta sexta-feira, 29, no site da revista Nature. Fonte: Associated Press.

fonte: Estadão Conteúdo

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Diversos

Brasil estuda adquirir droga experimental contra ebola

Apesar de considerar baixo o risco de o ebola desembarcar no Brasil, o Ministério da Saúde está em contato com o fabricante americano da droga experimental usada no tratamento de dois americanos e um espanhol infectados pelo vírus na África.

Se, por um lado, a pasta avalia se há disponibilidade internacional da droga, por outro o ministério ainda vai discutir com especialistas brasileiros se seria o caso de usar o soro em eventuais pacientes brasileiros infectados.

Segundo Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde da pasta, não há estudos que comprovem eficiência e segurança do soro ZMapp. “Não há uma recomendação de uso [da Organização Mundial da Saúde], mas [orientações sobre] em que condições a droga é usada”, disse o secretário nesta terça-feira (12).

Barbosa reforçou que não há “nenhum remédio milagroso” e que o Brasil já adotou as medidas de vigilância em aeroportos e serviços médicos para identificar potenciais casos suspeitos da doença. Até o momento, nenhum foi registrado –apenas boatos, diz ele.

“Estamos conversando [com o produtor] e, ao mesmo tempo, avaliando tecnicamente se vamos adquirir ou não.”

A disponibilidade da droga experimental, porém, pode não existir a curto prazo. A Mapp Biopharmaceutical, produtora da droga, colocou em seu site, nesta terça, que os estoques disponíveis estão esgotados, após o atendimento de algumas demandas. E que estão cooperando com outros parceiros para ampliar a produção.

Barbosa diz que a avaliação é sobre adquirir um “pequeno estoque” do produto e reforçou que o principal, no momento, é disponibilizar o soro aos países africanos diretamente afetados.

Folha Press

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