Polícia

STF abre ação penal contra Paulinho da Força por suspeita de desvios

1517898Foto: Sergio Lima – 12.mar.2015/Folhapress

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta terça-feira (8) abrir uma ação penal e transformou em réu o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), presidente do Solidariedade, que responderá por lavagem de dinheiro, crime contra sistema financeiro e formação de quadrilha.

A decisão foi da Segunda Turma do Supremo. Votaram nesse sentido os ministros Teori Zavascki, relator do caso, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Paulinho, que é presidente licenciado da Força Sindical, é acusado de integrar um esquema de desvio de parte de recursos emprestados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a prefeituras e empresas. O caso foi alvo da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, deflagrada em 2007.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o deputado, em troca de favores políticos para êxito de atividades junto ao BNDES, recebia parte das comissões da quadrilha, beneficiária do financiamento. O nome de Paulinho surgiu no esquema a partir de interceptações telefônicas.

Um dos presos na operação, João Pedro de Moura integrou conselho de administração do BNDES em vaga da Força Sindical. Na casa e no escritório de João Pedro, foram encontradas provas que deputado recebia valores do esquema. O grupo é suspeito de desviar entre 3% e 4% dos valores obtidos em financiamento.

Após o empréstimo ser autorizado pelo BNDES, integrantes do grupo apresentavam notas fiscais falsas para comprovar o gasto e maquiar os desvios. Cheques eram depositados inclusive pelos membros da quadrilha, numa ONG, chamada de Meu Guri, localizada no mesmo prédio em que funciona a Força Sindical.

Com a abertura da ação penal, Paulinho terá que apresentar defesa e haverá ainda espaço para o depoimento de testemunhas e produção de provas a favor do acusado. Ao final da instrução do processo, o Supremo decidirá se condena ou absolve, mas não há prazo para isso.

OUTRO LADO

Advogado de Paulinho, Marcelo Leal negou o envolvimento do deputado com o esquema e afirmou que ele foi vítima do grupo. Segundo a defesa, criou-se uma “fixação” de que algumas pessoas, entre elas Paulo Pereira da Silva, receberia um valor dos desvios.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Esse aí não faz parte da turma que prega o afastamento de DILMA? essa cambada não tem moral pra nada. Deviam ficar calados e tentar ajudar o pais, mas ao contrário só pensam nos seus próprios interesses.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *