Criada com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a CPI dos Fundos de Pensão aprovou nesta quinta-feira (24) a convocação como testemunhas do doleiro Alberto Yousseff e do empresário Eike Batista.
Na investigação da Operação Lava Jato, a Polícia Federal encontrou indício de que o doleiro reproduziu nos fundos de pensão o esquema de lavagem de dinheiro realizado na Petrobras.
Em depoimento, o advogado Carlos Alberto Costa, apontado como laranja do doleiro, disse que o ex-tesoureiro nacional do PT João Vaccari Neto era um dos contatos de fundos de pensão com a CSA Project Finance Consultoria.
A empresa teria sido usada pelo doleiro para lavar R$1,16 milhão do esquema do mensalão.
“Convocar o Alberto Yousseff é extremamente necessário, já que nos parece que ele está ligado a todas as grandes operações financeiras que envolveram o governo federal”, afirmou o relator da comissão de inquérito, Sérgio Souza (PMDB-PR).
Em relação a Eike Batista, o requerimento que pediu sua convocação ressalta que o Grupo EBX do empresário recebeu recursos dos fundos de pensão investigados pela comissão de inquérito.
Folha Press
Só agora estão descobrindo a modinha que já nem tem mais graça: advogados e seus pomposos escritórios fazendo parte de quadrilhas organizadas. Não é de se espantar,afinal,em cada esquina hoje se pode conseguir um diploma de Direito. Com tanta falta de critério,qualidade e ética,casos como esse só aumentam a certeza de que a Justiça no Brasil não só não é cega,como enxerga muito bem(sempre que lhe convém,claro!).