Judiciário

Ex-governador Fernando Freire é citado em delação da Lava Jato

O ex-governador do Rio Grande do Norte, Fernando Freire, foi citado em depoimentos da operação Lava Jato (veja aqui matéria exibida pela Inter TV Cabugi). Nesta quinta-feira (11), o Supremo Tribunal Federal derrubou o sigilo das delações premiadas do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, investigados por receberem dinheiro de caixa dois de campanhas eleitorais.

O nome de Fernando Freire apareceu quando Mônica Moura deu detalhes sobre pagamentos ilícitos de serviços de publicidade e marketing contratados para a campanha do ex-governador, pelo PMDB, em 2002. A marqueteira disse que recebeu parte dos pagamentos em Natal, e que Freire assinou uma nota promissória que nunca foi paga. Mônica também contou que tem, até os dias de hoje, documentos que comprovam esses encontros, além da referida nota promissória.

Fernando Freire está preso há dois anos na capital potiguar. Ele foi condenado a seis anos de prisão por envolvimento no esquema fraudulento que ficou conhecido como ‘Máfia dos Gafanhotos’, e teve uma nova condenação, de 13 anos e 7 meses, pelo crime de peculato.

Com informações da InterTV Cabugi e G1-RN

Opinião dos leitores

  1. Os citados são muitos, o que tá faltando agora é quem julgue e puna exemplarmente. Não agrega peso institucional, tantos acusados e tão poucos condenados

  2. E ainda tem gente defendendo esse camarada! na epoca que ele cometeu corrupção os valores eram altos e prejudicou muita gente, portanto tem que ficar preso pois o valor da corrupção é o mesmo.

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Finanças

STF nega a Lulinha acesso à delação da Lava-jato

LulinhaO ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acesso à integra dos depoimentos prestados pelo lobista Fernando Baiano em delação premiada. Segundo o pedido da defesa, o filho do ex-presidente Lula queria examinar o material para “obstar a divulgação de outras notícias falsas” envolvendo o nome dele e, se for o caso, processar supostos caluniadores.

Zavascki explicou em sua decisão que os depoimentos de Baiano estão mantidos em segredo de justiça — e, por isso, não poderiam ser divulgados. “Enquanto não instaurado formalmente o inquérito, o acordo de colaboração e os correspondentes depoimentos estão sujeitos à tramitação sigilosa”, escreveu o ministro. Outro problema é que Lulinha não figura formalmente como investigado da Lava-Jato. Por isso, não poderia ter acesso às peças.

No pedido, a defesa reclama de nota publicada pelo colunista Lauro Jardim, do GLOBO, que afirma que Baiano contou em depoimento ter pago despesas pessoais do primogênito de Lula no valor de R$ 2 milhões. Os advogados contaram ter divulgado nota negando o recebimento do dinheiro. “Inobstante, o jornal O GLOBO, bem como outros veículos, continuaram, de forma irresponsável, a insistir naquela versão”, reclamou a defesa.

“Diante das notícias mentirosas envolvendo o nome do peticionário (Lulinha), não lhe resta outra alternativa senão a propositura das ações cabíveis para a proteção de sua imagem e de sua honra, sendo relevante, para tanto, o acesso à integra dos termos de colaboração premiada do Sr. Fernando Soares”, argumentaram os advogados.

O Globo

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