Finanças

Planalto estranha ausência de petistas na delação de Claudio Melo Filho

O Palácio do Planalto estranhou em conversas com interlocutores algumas ausências na delação de Claudio Melo Filho, o lobista da Odebrecht. Eis duas:

*José Sarney e Edison Lobão, arrecadadores tradicionais do PMDB.

*Apenas dois petistas aparecem: Jaques Wagner e Lindbergh Farias. “Como o período da delação começa em 2005, portanto, já na era PT, aparentemente está faltando gente”, diz um assessor de Michel Temer.

Faz sentido, mas de qualquer modo faltam surgir mais de 70 delações.

Uma possível explicação para as ausências de petistas: na Odebrecht, os contatos eram compartimentados.

Ou seja, se um executivo tinha um bom contato com um político, ele cuidava deste político.

Isso funcionava para as relalões da Odebrecht com jornalistas, e gente em postos chaves nas diversas esferas de governos estadual, municpal e federal.

Lauro Jardim, O Globo

 

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