Diversos

Desembolsos do BNDES encolhem 28% em 2015, pior desempenho desde 1996

Os desembolsos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) encolheram em 28% no ano passado, para R$ 135,9 bilhões -o pior desempenho desde 1996, o primeiro ano com as variações disponíveis.

Com o maior custo do crédito em meio ao ajuste do governo e a menor demanda por financiamento dos empresários, os desembolsos do BNDES no ano passado foram os menores desde 2008 (R$ 90,9 bilhões).

Os dados foram divulgados pelo banco nesta segunda-feira (25).

Considerados os dados da série histórica deflacionados, ou seja, corrigidos com a inflação pelo IPCA (índice oficial do país), os valores desembolsados pelo banco no ano passado retrocederiam ainda mais. Seriam os menores desde 2007 (R$ 107,5 bilhões).

Naquele ano, o banco acelerava seus financiamentos a grandes empresas após a posse de Luciano Coutinho na presidência da instituição, em abril de 2007. Era o início de uma fase de forte expansão do banco e da política de “campeões nacionais”.

PSI

Um dos responsáveis pela queda dos desembolsos foi o PSI (Programa de Sustentação do Investimento), programa lançado na crise de 2009 e que sofreu cortes de orçamento no ano passado por causa do ajuste fiscal do governo.

Segundo o banco, os desembolsos do PSI recuaram 56% em 2015, para R$ 33,2 bilhões. O programa financiava compra de máquinas e equipamentos, caminhões e ônibus. O programa foi extinto pelo governo em 31 de dezembro do ano passado.

SETORES

Considerando os diferentes setores da economia, a maior queda percentual foi nos desembolsos para o setor de comércio e serviços com recuo de 41%, para R$ 30,5 bilhões no ano passado.

Com maior peso na carteira do banco, os desembolsos para o setor de infraestrutura (o que inclui desde energia a rodovias, passando por telecomunicações e ferrovias) encolheram em 20%, para R$ 54,9 bilhões.

O setor de energia elétrica, neste caso, ainda cresceu, em 15% em 2015, para R$ 21,9 bilhões. O ramo de construção, contudo, encolheu em 18%, para R$ 2,2 bilhões. Telecomunicações caiu 60%, recuando para R$ 2,1 bilhões em 2015.

CONSULTAS

Um dos números que chamam atenção no resultado do banco é a linha de consultas de novos financiamentos, que serve como um termômetro dos futuros desembolsos do BNDES.

As consultas ao banco –primeira etapa do processo de pedido de empréstimo– tiveram queda de 47% no ano passado, para R$ 124,6 bilhões.

Jás os empréstimos aprovados pelo banco tiveram uma queda semelhante, de 47%, para R$ 109 bilhões. Considerado o pesos dos diferentes setores, o destaque, neste caso, foi o setor de infraestrutura, com uma queda de 48% (R$ 22,.75 bilhões).

Nesta segunda-feira, o presidente do banco, Luciano Coutinho, disse à Folha que a expectativa é que os empréstimos para os setores de infraestrutura e energia cresçam 10% em 2016, na comparação ao ano passado.

O BNDES recebeu em dezembro uma parcela de equalização de atrasados do PSI, em valores de cerca de R$ 23 bilhões. Na entrevista, Coutinho disse que com essa parcela o banco poderá ter “uma política um pouco mais ativa para olhar as necessidade reais da economia”.

Folha Press

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Finanças

Desembolsos do BNDES encolhem 24% no primeiro trimestre

BNDES-Banco-inicia-programação-de-novo-concurso-públicoDe janeiro a março deste ano, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) desembolsou R$ 33,3 bilhões em empréstimos, uma retração de 24% frente ao mesmo período de 2014.

Nesses três meses, todos os setores apoiados pelo banco de fomento tiveram baixa nos valores desembolsados: agropecuária (-13%), indústria (-17%), infraestrutura (-25%) e comércio e serviços (34%).

As aprovações para financiamento a novos projetos também encolheram drasticamente: 46% de janeiro a março, para R$ 21 bilhões no acumulado do período, informou o banco estatal nesta quinta-feira (14).

Já as consultas (pedidos de crédito) recuaram 47% nos três meses.

Os dois indicadores (de aprovações e de pedidos de crédito) são uma espécie de termômetro para o futuro. O fraco desempenho aponta, portanto, para desembolsos mais escassos para frente.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, já havia alertado em audiência pública no Senado que os desembolsos do banco seriam menores neste ano em comparação a 2014 -quando somaram R$ 188 bilhões.

Isso porque o banco se ajusta atualmente à nova política econômica, comandada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Nos últimos anos, o BNDES recebeu aportes bilionários do Tesouro para financiar o setor privado.

Com o ajuste das contas públicas, o BNDES tem desacelerado e buscado novas fontes de recursos. O banco precisará neste ano de R$ 30 bilhões para fazer todos os desembolsos que já estavam programados.

O banco também atribui a queda das liberações de recursos ao Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI). Essa linha de crédito voltada para bens de capital teve suas taxas aumentadas.

“O banco vem reduzindo os níveis de participação máxima em TJLP nos seus financiamentos, abrindo mais espaço para a presença do mercado de capitais no financiamento de longo prazo”, informou o banco em nota nesta quinta-feira (15).

Folha Press

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