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Dilma diz que demitiu ex-diretor da Petrobras por falta de 'afinidade'

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, voltou a dizer nesta sexta-feira (12) que não sabia de nenhum esquema de corrupção na Petrobras. Ela afirmou ainda que demitiu o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, preso por envolvimento em um esquema de desvio de recursos, por falta de afinidade.

“Se eu tivesse sabido qualquer coisa sobre o Paulo Roberto, ele teria sido demitido e investigado. Não deixei ele lá. Eu tirei com 1 ano e 4 meses. Primeiro, eu não sabia o que ele estava fazendo. Ele não era uma pessoa da minha confiança. Não é nem confiança. Ele não tinha afinidade”, disse, em sabatina feita pelo jornal “O Globo” realizada na manhã desta sexta no Palácio da Alvorada.

Apesar de ser funcionário de carreira da Petrobras, Costa foi indicado para a diretoria de Abastecimento pelo PP, partido da base aliada do governo. Segundo Dilma, em todos os partidos há gente corrupta, inclusive dentro do PT, mas que nem por isso o partido precisa ser “apedrejado”.

“Em todos os partidos tem gente corrupta, tem gente que não é corrupta. E os partidos têm seus compromissos históricos. O democrata tem o seu, o republicano americano representa sua trajetória de luta… Se tem equívocos, o meu partido, o PT, tem história de lutas, de militância. Tem pessoas que se equivocaram no PT, mas nem por isso apedreja-se o partido”, disse.

Questionada durante a sabatina sobre pontos que ainda a deixam insatisfeita no governo, Dilma afirmou que ainda quer melhorar o atendimento especializado na saúde e quer garantir mais investimentos na educação. Pergunta se tinha um arrependimento, Dilma apenas disse que “todo mundo erra, mas é preciso tentar”.

ECONOMIA

Dilma também defendeu a política adotada por seu governo na área econômica durante a crise internacional. Para Dilma, o Brasil não pode enfrentar a crise adotando um “modelito” de falta de investimento e de medidas de austeridade, como países europeus fizeram.

“Eu vivenciei a falta absoluta de solução de austeridade que levou o mundo à um crise. Tivemos uma geração de jovens sem trabalho. Política defensiva para enfrentar a crise, onde você constrói o alicerce da retomada. Onde se formem técnicos de nível médio e ensino fundamental”, disse.

Para Dilma, a estratégia defensiva adotada por seu governo para lidar com a crise financeira internacional foi mais eficaz porque priorizou a criação de empregos e garantiu aumentos de salários. Segundo Dilma, isso não foi feito em governos anteriores.

“Reagimos garantindo elevação salarial. Reagimos garantindo investimentos em infraestrutura no país. No passado, quando havia crise, se cortava salário, cortava emprego, diminuía o ritmo de investimento”, afirmou.

Por isso, quando foi questionada sobre se manteria sua estratégia de condução da economia da mesma forma em um eventual segundo mandato, Dilma alegou que é preciso “mudar com a realidade”.

A candidata destacou ainda que no G-20 há 100 milhões de desempregados. “Eles calculam que até 2030 serão 600 milhões de desempregados. […] O que não é possível no Brasil é olhar só para nós e querer que tenhamos uma retomada que o mundo não está tendo e não tem indício disso ainda”, afirmou.

Folha Press

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