Finanças

Temer assinou projeto que libera R$ 2 bilhões para prefeituras, diz Eunício

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), informou nesta sexta-feira (9) que o presidente Michel Temer assinou projeto de lei que garante a abertura do Orçamento para liberação de auxílio de R$ 2 bilhões para as prefeituras. Depois de se reunir com Temer, nesta sexta-feira, o senador comunicou pelas redes sociais que vai pautar a votação do projeto para o dia 20 de fevereiro, em sessão do Congresso Nacional.

“Acabo de sair do Palácio do Planalto com uma grande notícia para os municípios de todo o país. Conseguimos, junto à Presidência da República, a assinatura do PLN [Projeto de Lei do Congresso Nacional] que prevê a liberação R$ 2 bilhões em auxílio financeiro para as prefeituras. Conforme me comprometi com os prefeitos, o projeto será votado no próximo dia 20, em sessão do Congresso Nacional”, disse.

O projeto prevê a destinação de R$ 2 bilhões para as áreas de saúde, educação e desenvolvimento social.O repasse do dinheiro deverá ser feito conforme critérios do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que considera o número de habitantes da cidade.

A data marcada por Eunício para que o projeto seja votado coincide com o dia previsto pela base governista para início da votação da reforma da Previdência na Câmara. O anúncio da liberação dos recursos para auxiliar alguns municípios foi feito pela presidência no fim do ano passado, no âmbito das negociações pela aprovação da emenda que altera as regras de acesso à aposentadoria.

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Os deputados do RN que votarem a favor dessa reforma têm que ser banidos da vida pública. Figuras venais e desonestas.

  2. Tentativa descarada de compra de votos, com vistas à aprovação da MALDITA REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Que vergonha. Um presidente descarado que se aposentou aos 55 anos e recebe a bagatela de R$ 68.000,00. Bando de indecentes.

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Política

Senado aprovará reforma política a tempo de valer para 2018, diz Eunício

O presidente do Senado Federal, senador Eunicio Oliveira (PMDB/CE) durante entrevista sobre Reforma Política e Meta Fiscal no Senado – 16/06/2017 – Ailton de Freitas / Agência O Globo

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse nesta quinta-feira que ainda que a votação da reforma política só seja concluída pelo plenário da Câmara na terça-feira que vem, haverá tempo hábil para que os senadores aprovem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com as coligações partidárias para deputados e vereadores a partir 2020 e cria a cláusula de barreira no ano que vem. O texto já foi praticamente concluído na sessão da Câmara de ontem.

Segundo Eunício, no Senado a contribuição, além de concluir a votação da PEC que virá da Câmara, será tentar fechar um texto para resolver a questão do financiamento de campanha. Na Câmara fracassou a tentativa de criar o chamado fundão – um fundo público para bancar as campanhas.

Ele afirmou que também pretende discutir a mudança do sistema eleitoral, para o distrital misto, a partir de 2022. Isso foi derrotado na Câmara, mas Eunício quer tentar aprovar no Senado por meio de um projeto de lei. A iniciativa discutida e derrotada na Câmara era uma PEC e por isso precisava de 308 votos.

— Dá tempo sem problema. Se a Câmara aprovar hoje os destaques ou na próxima terça-feira e mandar para o Senado eu vou conversar com as lideranças para nós quebrarmos o interstício, já que essa matéria foi encaminhada do Senado para a Câmara dos deputados. E se não houver consenso para a quebra de interstício eu vou fazer sessões sobre sessões para que a gente aprove até o dia 7 — disse Eunício em referência à data limite para que as mudanças valham para as eleições do ano que vem.

Embora o fim das coligações esteja previsto somente para 2020 em diante, a cláusula de barreira de 1,5% está prevista para 2018. Esse é o percentual mínimo que os partidos terão que obter dos votos nacionais para terem direito a recursos do fundo partidário e tempo de TV. Perguntado sobre os ataques desferidos publicamente pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao PMDB, Eunício procurou botar panos quentes. Ontem, Maia disse que não pode ficar levando “facada nas costas do PMDB”.

A irritação é com o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), e com o próprio Temer e começou há cerca de duas semanas quando o partido do presidente conseguiu levar o senador Fernando Bezerra Coelho e Fernando Bezerra Filho (ministro de Minas e Energia) então no PSB para o PMDB, apesar de o DEM já estar em conversas avançadas para conquistar a adesão de ambos. Para Eunício, isso “é do jogo”.

— Eu não tenho nenhum desentendimento com o DEM, pelo contrário. Tenho uma relação muito afável com o presidente do DEM, senador José Agripino. E tenho uma relação muito afável com o presidente da Câmara. O PMDB vai fazer coligações nos Estados livremente com quem achar conveniente. Existem localidades em que (PMDB e DEM) são aliados, é conveniente a ambos, e em outros lugares são adversários. É do jogo — argumentou o presidente do Senado.

Na noite de ontem Eunício e Maia estiveram juntos em um jantar.

O Globo

 

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Política

Projeto no Senado pode alterar terceirização aprovada, diz Eunício

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou nesta quinta-feira (23) que vai colocar para votação o projeto sobre terceirização atualmente em tramitação na Casa, o que pode levar a alterações nas regras aprovadas ontem na Câmara dos Deputados.

A Câmara aprovou um projeto de lei que permite a contratação terceirizada de trabalhadores em qualquer ramo de atividade econômica e em parte do setor público. O projeto aprovado, porém, é de 1998 e foi aprovado pelo Senado em 2002.

O projeto ao qual Eunício se referia é outro projeto de lei que tramita atualmente no Senado e que foi aprovado pela Câmara em 2015. Este texto tramitou lentamente no Senado, já que o ex-presidente da Casa, Renan Calheiros PMDB-AL), dizia ver riscos ao trabalhador.

O texto aprovado ontem na Câmara, que agora vai à sanção do presidente Michel Temer (PMDB), autoriza a chamada terceirização da atividade-fim, prática atualmente proibida pela Justiça do Trabalho.

Como é agora, uma fábrica de parafusos, por exemplo, não pode terceirizar trabalhadores de sua linha de produção, mas poderia contratar dessa forma serviços de limpeza ou alimentação. Com a mudança, toda a linha de produção poderá ser terceirizada.

Na avaliação de deputados da oposição e das centrais sindicais, a proposta que está no Senado oferece mais salvaguardas aos trabalhadores do que a aprovada ontem.

Em protesto contra a aprovação, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e outras centrais convocam uma “greve geral” para o dia 31 de março.

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho disse, em nota, que o texto aprovado ontem “acarretará para milhões de trabalhadores no Brasil o rebaixamento de salários e de suas condições de trabalho”.

Segundo Eunício, o projeto em tramitação no Senado pode revisar pontos aprovados pela Câmara. Mas, como o texto ainda em tramitação foi apresentado por um deputado federal, se forem feitas alterações pelo Senado o projeto passa por uma nova votação na Câmara.

A palavra final cabe ao presidente Temer, a quem cabe sancionar a lei, podendo vetar pontos do texto.

“Até porque o Senado é a Casa revisora. É preciso que a gente atualize esse projeto que foi aprovado, através de outro projeto que está tramitando no Senado”, disse Eunício.

“Os projetos podem ser complementares. O projeto da Câmara, se tiver alguma desatualização, se for analisado que tiver alguma desatualização, obviamente que esse projeto que está sendo discutido no Senado preencherá uma possível lacuna”, afirmou o senador.

Eunício, no entanto, disse estar falando “em tese” e não fazendo críticas sobre o texto aprovado na Câmara. “Estou falando em tese. Essa questão [terceirização] é real, existe no mundo inteiro”, afirmou.

O presidente do Senado disse ter pedido ao relator do texto, senador Paulo Paim (PT-RS), que apresente seu parecer sobre o projeto para que ele possa ir à votação. “O projeto vai para pauta, pelo pedido que fiz ao senador Paim, que estava com relatório pronto, mas não havia entregue”, disse.

Paim diz que senadores discordam de projeto da Câmara

Já Paim pediu na manhã de hoje que o presidente Temer vete o texto aprovado na Câmara e aguarde a aprovação do projeto que está no Senado. Segundo Paim, o texto proposto por ele estabelece garantias para os direitos dos trabalhadores terceirizados.

“Faço mais um apelo ao presidente da República no sentido de que ele vete esse projeto. Foi um equívoco a votação dele. Um atraso total para o país”, disse.

Uma das principais diferenças do texto proposto por Paim é a proibição de terceirizar a atividade-fim da empresa, além de estabelecer que terceirizados e funcionários da empresa contratante tenham os mesmos direitos e fixar regras para garantir o pagamento dos direitos trabalhistas dos terceirizados.

“Nenhum senador até hoje me disse que é favorável a permitir terceirização na atividade-fim”, disse.

O texto de Paim precisa ser aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e depois pelo plenário do Senado. Em seguida, ele é remetido de volta à Câmara.

Segundo Paim, a terceirização da atividade-fim leva à redução da qualidade dos empregos.

“Se você escancarar que pode terceirizar tudo nesse país, você não vai ter mais ninguém contratado pela empresa matriz”, disse.

“Os dados são assustadores: a cada 100 ações na Justiça [do Trabalho], 80 são em cima de empresas terceirizadas. A cada cinco acidentes com morte numa empresa, quatro são de empresas terceirizadas. Em média o trabalhador ganha 40% a menos do que aquele que está na empresa matriz”, afirmou.

UOL

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