Diversos

Mudar meta fiscal para manter Bolsa Família é ‘inconveniente’, diz Levy

O ministro Joaquim Levy (Fazenda) demonstrou discordância com a medida, cogitada pela presidente Dilma Rousseff, de alterar a meta de superavit primário do ano que vem para preservar o programa Bolsa Família.

“Eu acho inconveniente”, disse Levy ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de o governo alterar a meta fiscal do ano que vem.

“Acho um equívoco achar que essa mistura de que a meta [fiscal de 2016] por causa da Bolsa Família não fica de pé. A meta é a meta e o Bolsa Família é o Bolsa Família.”

A meta fiscal do ano que vem está fixada em 0,7% do PIB. Para tentar garantir o seu cumprimento, o relator do orçamento no Congresso, deputado Ricardo Barros (PP-PR), propôs um corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família no ano que vem.

Conforme a Folha de S.Paulo noticiou nesta terça-feira (15), para evitar o corte, o governo estuda reduzir a meta. Levy já ameaçou deixar o governo caso houvesse mudança na meta.

“Tem que focar na votação de medidas que são importantes e que foram mandadas há dois ou três meses [para o Congresso], afirmou Levy, ao chegar em evento da Apex (agência de promoção de exportações).

“Ninguém vai querer se esconder atrás do Bolsa Família para não tomar as medidas necessárias para o Brasil ir no rumo correto, de preservação dos empregos e de estabilidade e tranquilidade para as famílias.”

Folha Press

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Economia

Economia pode entrar em recessão no 1º trimestre, diz ministro da Fazenda, Joaquim Levy

negocios-macro-levy-assume-atualizaFoto: Ueslei Marcelino / Reuters

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, admitiu na quarta-feira a possibilidade de o País registrar contração econômica no primeiro trimestre de 2015, mas ponderou que a recessão deve ser momentânea. “Um trimestre de recessão não quer dizer nada em termos de crescimento”, destacou.

Para o ministro, a recuperação da credibilidade e da confiança no País impulsionará o investimento e ajudará a preservar o emprego e o consumo nos meses seguintes. Ele participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e minimizou o impacto das medidas de ajuste fiscal anunciadas na segunda-feira na produção e no consumo em 2015, pois considera que os efeitos dos cortes de gastos e do aumento de tributos devem limitar-se aos primeiros meses de 2015.

Levy também informou que o governo deverá continuar a fazer ajustes para retomar o crescimento. Segundo ele, as medidas de corte de gastos e de aumento de tributos anunciadas nas últimas semanas são apenas o primeiro passo para reequilibrar a economia.

“Para o investidor internacional, é importante saber que não trabalhamos no curtíssimo prazo. Não estamos aqui procurando fazer remendos, estamos arrumando a casa para garantir crescimento sólido”, afirmou o ministro em entrevista a jornalistas brasileiros na Suíça. A gravação da entrevista foi divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda.

Terra, com Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Não sei pq citar banqueiros, sendo o PT o partido com o maior número de doações de Bancos, sem falar as doações de empreiteiras via caixa 1 e 2.

  2. E outra, vamos imaginar um cenário diferente. Se a oposição tivesse ganhado as eleições e tivesse feito tais cortes, ajustes e elevação dos juros, entre outros, era o Mst na rua, centrais sindicais etc. Seria um quebra quebra geral. Ou seja, fica provado que a memória de Brasileiro, principalmente petista, não dura mais que algumas semanas. Quantas vezes, ela, Lula, Guido Mantega disseram em Público que estava tudo bem obrigado. Virou o ano, tudo mudou né. Portanto esse Partido e seus representantes sempre falaram o que o povo quiser ouvir. Tudo pelo poder. Que se lasque o eleitor!

  3. Pois é Nanda, a copa do mundo foi um fiasco para nós dentro e fora dos gramados.
    Todas as obras foram concluídas com valores até 100% a mais que as previstas.
    Sem contar que as cidades não tiveram o legado de desenvolvimento prometido, quase todas isso não chegou a 50% do falado. Por aqui só as obras em volta do arena das dunas.
    Segundo os PeTistas, as ações da petrobras vão muito bem obrigado, de R$ 50,00 em 2008 agora valem a importante quantia de R$ 10,00. Vamos comemorar!
    Todos sabem, menos o PT que podemos entrar em recessão ainda nesse começo de ano, mas para vocês do PT tudo está bem, tudo vai bem, estamos crescendo.
    Crescendo para onde mesmo?

  4. Pois é, né?
    Depois das declarações do banqueiro Roberto Setubal (irmão de Neca do Itaú, a principal assessora para assuntos econômicos de Marina da Silva na campanha eleitoral de 2014) no encontro dos líderes mundiais em Davos, na Suíça, fazendo previsões agourentas, como a desvalorização das moedas dos emergentes, que, até agora, não se materializaram, tivemos, ao contrário, um dia depois da fala do banqueiro, o real se valorizando e as ações brasileiras, em especial da Petrobras e da Vale, sobindo com força. Indicando, ao que parece, que os investidores estão mais interessados nas palavras do ministro Joaquim Levy, da Fazenda, do que no catastrofismo do dono do Itaú Unibanco e na torcida contra o Brasil, apenas para atingir o atual governo petista.
    Não foi assim na Copa do Mundo?

  5. É cada comentário de petista que temos que engolir. Mudanças "gradativas" e "pontuais"??? É muito cara de pau até mesmo um petista falar isso. Vocês realmente acreditam nisso? A doida queimou o que pode para se reeleger. Poderiam ter reajustado energia e combustível ANTES. AÍ sim seria de forma gradativa. Fora isso o Brasil se tornou cabide de empregos para o partido. Pq não fazem redução de ministérios e de cargos comissionados? Claro, é melhor aumentar mais a carga tributária em um país que de longe já tinha a mais alta! E ainda tem gente que defende. Realmente meressemos cada medida negativa que estará por vir! E quem paga a conta somos nós, os otarios!

  6. NANDA, você como todo PeTista tem memória curta, por isso vivem do passado, só sabem olhar para o Brasil antes de 2002. Mas vou ajudar você.
    Campanha eleitoral para Presidente no segundo semestre de 2014, viu 2014, não foi em 1994 não! Veja o que foi dito pela candidata DILMA em tom acusatório:
    "As suas medidas Candidato Aércio Neves, já conhecemos bem, são contra o povo. Serão aquelas do PSDB, o senhor irá aumentar impostos, tirar direitos trabalhistas, cortar verba da educação, e isso EU NÃO FAÇO nem que a faca tussa!"
    Informando devidamente, a vaca não tussiu, mas DILMA em menos de 01 mês de mandato, cortou verba da educação, mexeu nos direitos trabalhistas, aumentou e trouxe de volta novos impostos. Lembra agora?
    Vem por aí inflação, desemprego, queda na economia e muito mais… Nem falei em corrupção!

  7. DILLMA, coração valente, são mais quatro anos, prá lascar com a gente! "O Governo é um coral desafinado" (Frei Beto, fundador e ícone do PT)

  8. Engraçado né?
    Em Davos, presidente do Itau Unibanco, Roberto Setubal, disse que o novo ambiente macroeconômico pode forçar "ajustes drásticos" nas contas correntes e nas moedas de países emergentes; ele acredita ainda que a queda das commodities “é, até agora, parcialmente permanente”.
    Não era isso que todos previam na campanha? O que mudou? E principalmente, qual a diferença de método em relação aos ajustes?
    A diferença é que os ajustes feitos pelo atual governo são gradativos e pontuais sem cortes significativos que inviabilizem os programas sociais de inclusão social e atrapalhem o crescimento o crescimento do país.
    Por que será que em tudo se faz alarde, quando essa era a visão coletiva que seria enfrentada de forma muito mais radical e agressiva com maiores cortes, apertos e arrouxos do que esse que estamos tendo?

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