Polêmica

‘Estou com ele para o que der e vier’, diz Paulinho da Força sobre Cunha

Um dos principais articuladores da abertura de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), decidiu sair em defesa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Num momento em que dirigentes dos principais partidos de oposição tentam se afastar do peemedebista, Paulinho rema na direção oposta e diz que está “com ele para o que der e vier” e que as novas descobertas sobre as contas de Cunha na Suíça “não mudam em nada” sua posição pessoal de apoio ao presidente da Câmara.

“O nosso negócio é derrubar a Dilma. Nada nos tira desse rumo”, disse Paulinho à reportagem.

O deputado, dirigente do Solidariedade e da Força Sindical, afirma que as sucessivas revelações sobre a existência de contas secretas de Cunha no exterior só mostram que “o governo não cumpre o que fala”.

Sem meias palavras, o discurso de Paulinho é uma referência às notícias de que, nos últimos dias, petistas e até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam trabalhado para firmar um acordo com Cunha para enterrar as chances de o peemedebista dar início a um processo de afastamento de Dilma.

“O governo bate nele porque sem ele não tem impeachment”, afirma Paulinho. “E isso só me faz ficar onde estou. Nada muda ou nos tira desse rumo”, concluiu.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Vão morrer abraçados e de quebra levam juntos Collor, Renan Calheiros, Dilma e Lulalá

  2. Esse Paulinho é o maior pelego que já deu na classe sindical. Farinha do mesmo saco. Se apertar o caldo aparece contas no exterior.

  3. É isso que chamam de combate a corrupção?
    Youssef: corrupção na Copel pagou R$ 20 milhões para deputados no Paraná.
    Mais de 20 deputados estaduais receberam R$ 20 milhões em mensalão pagos com dinheiro desviado do caso Copel/Olvepar, no final de 2002, no apagar das luzes do governo Jaime Lerner; a Assembleia Legislativa do Paraná tem 54 cadeiras; a denúncia acima é do doleiro Alberto Youssef, delator na investigação do escândalo envolvendo o governo do Paraná; segundo ele, que prestou depoimento ao MPF, o dinheiro era repassado ao então deputado Durval Amaral, atual conselheiro do TCE, que fazia o repasse do mensalão à bancada governista.

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