Clima

“DILÚVIO” EM SP: Evitamos uma nova tragédia de Mariana, diz presidente da Sabesp

O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, disse à reportagem na tarde desta sexta-feira (11) que, após as fortes chuvas das últimas horas, a empresa paulista de água teve que agir para garantir a segurança da barragem da represa Paiva Castro, em Mairiporã.

A represa representa 6% do sistema Cantareira e é a mais próxima da Grande São Paulo.

Com as chuvas da última noite, a represa encheu de forma muito rápida e, por volta das 4h30 da madrugada, as comportas foram abertas pela Sabesp para evitar que a barragem se rompesse.

“Há um protocolo de ação. Avisa-se a Defesa Civil e o prefeito (…) e depois, caso a represa continue enchendo, abre-se as comportas”. Para o presidente da Sabesp, a ideia era “evitar Mariana”, em referência ao rompimento da barragem da Samarco em Minas Gerais, no final do ano passado, com um mar de lama que deixou 19 mortos -sendo um deles ainda desaparecido.

Kelman, que é especialista em hidrologia e controle de enchentes, diz que, se não fosse pela represa, o efeito das enchentes sobre as cidades de Franco da Rocha e Caieiras seriam muito maiores.

VOLUME

Para se ter uma ideia, das 18h da última quinta-feira (12) até as 6h desta sexta, a represa recebeu 125 mil litros de água por segundo, devido às chuvas.

O pico foi à 1h, quando o fluxo de entrada de água na represa chegou aos 239 mil litros por segundo. Para efeito de comparação, isso é quatro vezes o volume de água consumido pela Grande São Paulo.

Por isso, a comporta da represa teve que ser aberta. A Sabesp passou a liberar água ao ritmo de 20 mil litros por segundo, em média (o pico do escoamento foi por volta das 13h desta sexta, quando a empresa liberou 50 mil litros por segundo). A água escoou em direção às cidades de Franco da Rocha e Caieiras, que sofreram enchentes.

“A enchente é causada pela chuva, e não pela represa. Se fosse culpa da represa, Francisco Morato não teria os problemas que está tendo.”

A represa funcionou como uma esponja e absorveu 5 bilhões de litros da água que desceu pela serra da Cantareira. Antes das chuvas, a represa Paiva Castro tinha 35% de sua capacidade. Mas, na última madrugada, chegou próxima a seu nível máximo. Às 9h desta sexta (11), a represa tinha 99,4% de sua capacidade.

Na tarde desta sexta-feira, a Sabesp continuará com comportas abertas para aliviar o nível da represa, já que há expectativas de novas chuvas nos próximos dias.

Folha Press

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Diversos

SÃO PAULO: Água pode acabar em novembro, diz presidente da Sabesp

A presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Dilma Pena, afirmou na manhã desta quarta-feira, 15, em depoimento na Câmara Municipal, que a água vai acabar na cidade de São Paulo “em meados de novembro” caso o regime de falta de chuvas se mantenha na região. Ela disse contar, no entanto, com a volta das chuvas após o dia 20 e com obras para a captação da segunda cota do volume morto no Sistema Cantareira para evitar o desabastecimento generalizado.

A afirmação foi feita após críticas dos vereadores Nelo Rodolfo (PT) e Ricardo Tripoli (PV) de que Dilma não fazia afirmações claras e objetivas sobre as perguntas feitas pelos vereadores, durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta para investigar a falta de água.

Pena também foi criticada pela falta de transparência da empresa perante a população diante da crise. Ela argumentou que algumas peças publicitárias haviam sido barradas pela Justiça Eleitoral. “Não podíamos falar a palavra ‘seca’. Só alertar para a economia. Não podíamos falar da gravidade da situação”, argumentou.

“Não estamos falando de publicidade de massa, mas de comunicação avisando bairro que ficaria sem água, por qualquer motivo, para que possa se programar”, disse o vereador José Police Neto (PSD).

Pena disse que os problemas têm sido informados. E atribuiu a falta de água espalhada pela cidade a dois problemas técnicos de grandes proporções no último fim de semana, na região de Americanópolis, na zona sul, e da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na região central.

A comissão continuava em andamento até o meio-dia desta quarta-feira.

fonte: Estadão Conteúdo

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