Se Anderson Silva, astro brasileiro do MMA, levar adiante a ideia de se transferir para o taekwondo, com o objetivo de tentar disputar as Olimpíadas de 2016 no Rio, ele não terá vaga assegurada na equipe brasileira. Mesmo sendo o maior nome do país no UFC e tendo enviado uma carta à Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) pedindo para ser acolhido nesta modalidade, o Spider, faixa preta e embaixador do taekwondo desde 2003, terá de suar o quimono por um lugar na seleção.
— Não tem cadeira cativa. Ele vai ter chance igual a todos. Nem Guilherme Dias, considerado o nosso top de linha, nem Diogo Silva (que já foi a Olimpídas e Pan-Americanos), ninguém tem lugares cativos. Se o Anderson vier mesmo para o taekwondo, vai ter de lutar pela vaga, igual a todos os outros. A CBTKD trabalha assim há vários anos — enfatizou Fernando Madureira, técnico-chefe da equipe brasileira, por telefone, do Paraná.
A comissão técnica vai se reunir na próxima semana, sobre o assunto. Já o presidente da CBTKD, Carlos Fernandes, que deve encontrar Anderson ainda esta semana, só deverá se pronunciar, a partir do que ficar decidido na reunião dos treinadores. No taekwondo, o Spider entrará como pesado, em que atuam hoje Guilherme Félix, Maicon Siqueira, Lucas Oliveira e John Lee.
Tendo contra si duas acusações de doping por uso de anabolizantes, Anderson está em situação delicada perante a Comissão Médica de Nevada, nos EUA, que irá julgá-lo por tais acusações. Em 2012, após os Jogos de Londres, ele já manifestara o desejo de competir na Rio-2016.
Em relação às Olimpíadas, faltando ainda mais de um ano, Anderson teria de toma parte nas principais competições nacionais para 2016. Madureira não soube dizer se caso Anderson seja condenado e suspenso em Nevada, no UFC, se tal punição se estenderia a outro esporte.
Na carta à CBTKD, Anderson escreveu: “Todos sabem que para um atleta de alto rendimento, os Jogos Olímpicos são o sonho de todo atleta e assim, não seria diferente comigo. Quando ganhei o título de embaixador do esporte pelo presidente Carlos Fernandes, esse sentimento passou a ficar ainda mais forte e, sendo em meu país, esse espírito olímpico me deixou muito motivado. Será um imenso prazer fazer parte desse time de ouro e que tem uma instituição séria, comandada pelo presidente Carlos Fernandes que muito nos honra, juntamente com toda sua equipe. Sendo assim, deixo aqui registrada a minha vontade de representar o taekwondo e o Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Com toda minha estima, força e honra.”
Em janeiro deste ano, em Orlando, nos EUA, o taekwondo brasileiro obteve no US Open, duas pratas e quatro bronzes, e pela primeira vez em 20 anos, conquisotu o direito de enviar a equipe completa aos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Em maio, o país irá ao Mundial da Rússia, e depois deste evento, a comissão técnica vai formar a equipe para o Pan.
O Globo
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