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Consumo excessivo de carne está devastando o planeta, diz relatório

As plantações de soja exigem áreas enormes e impactam negativamente recursos naturarias, aponta documento – Gabriel de Paiva / Agência O Globo

O contínuo e crescente consumo de carne vêm causando impacto devastador no meio ambiente, alerta novo relatório da ONG WWF. Os danos são resultado da plantação para alimentar os animais, aponta o documento. A vasta escala de crescimento na colheita de produtos como soja para alimentar frangos, porcos e outros animais causa uma forte pressão em cima dos recursos naturais, levando a perda em grande escala de terra e espécies, de acordo com o estudo.

A agricultura intensa e industrial também resulta em comida menos nutritiva, revela o documento, destacando que seis frangos criados hoje para consumo humano têm o mesmo percentual de ômega 3 encontrado em apenas um na década de 1970.

O estudo “Apetite por destruição”, divulgado nesta quinta-feira, em uma conferência em Londres, alerta para a grande quantidade de terra necessária para o cultivo usado para alimentar animais e cita algumas das áreas mais vulneráveis, como Amazônia, a bacia do Congo e os Himalaias.

A produção de soja atual está em tão alta escala que a média europeia de consumo é de cerca de 61kg por dia, consumidos indiretamente graças a ingestão da carne de animais como de frango, salmão e produtos como queijo, leite e ovos. Se a demanda por carne aumentar como o esperado, o documento diz, a produção de soja cresceria, até 2050, algo perto de 80%.

“O mundo está consumindo mais proteína animal do que precisa e isso está causando um efeito devastador na vida selvagem”, disse Duncan Williamson, gerente de políticas alimentares da WWF.

“Um assombroso índice de 60% de perda da diversidade global é graças a comida que comemos. Sabemos que muitas pessoas estão conscientes que uma dieta baseada em carne tem um impacto em água e terra, assim como causando aumento da emissão de gases de efeito estufa, mas poucos sabem que a maior questão vem da plantação baseada na alimentação desses animais”, acrescentou ele.

O Globo

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INSS gastou R$ 1,1 bilhão em benefícios pagos a mortos, diz relatório; rombo pode ser ainda maior

Foto: Almeida Rocha/Folhapress

O INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) registrou, em 2016, um rombo de pelo menos R$ 1,1 bilhão em aposentadorias e pensões pagas a beneficiários mortos –o deficit previdenciário fechou 2016 em R$ 149,73 bilhões, pior patamar desde 1995. A informação consta de um relatório elaborado por técnicos do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União ao qual o UOL obteve acesso. O documento indica que o rombo pode ser ainda maior e que há casos em que benefícios foram pagos em nome de pessoas mortas em 2005.

A constatação dos gastos irregulares surge em meio às tentativas do governo federal de aprovar no Congresso Nacional sua proposta de Reforma da Previdência. Entre os principais argumentos a favor das mudanças, está o deficit nas contas previdenciárias, que estaria orçado em R$ 184 bilhões em 2017, segundo o próprio governo.

O governo começou, no segundo semestre do ano passado, uma revisão nos benefícios de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez.

O relatório do Ministério da Transparência explica a origem do rombo de R$ 1,1 bilhão no ano passado. Ela pode ser dividida em duas partes.

A primeira é o pagamento indevido a beneficiários mortos. Os beneficiários do INSS, na sua grande maioria, recebem suas aposentadorias e pensões por meio de bancos cadastrados. O dinheiro é depositado diretamente na conta dos titulares.

Quando um beneficiário morre, os cartórios têm até o dia 10 do mês seguinte ao ocorrido para informar ao INSS sobre o óbito. Pelas normas técnicas, após receber a informação, cabe ao órgão suspender o envio do dinheiro ao morto.

O problema, segundo os técnicos, é que nem sempre a suspensão dos benefícios acontece de forma automática. Eles destacam que a demora para a suspensão dos benefícios é resultado de uma conjunção de fatores que vai desde a falta de infraestrutura adequada para o processamento das informações até a diminuição do quadro de pessoal do órgão.

Um levantamento feito entre janeiro e agosto de 2016 detectou que o INSS pagou benefícios a 101.414 pessoas que constavam como mortos no SISOBI (Sistema Informatizado de Óbito), operado pela Secretaria de Previdência Social. Esse mesmo levantamento identificou 1.256 beneficiários cujas mortes tinham sido constatadas em 2005, mas que recebiam benefícios em 2016.

Em média, segundo esse estudo, o INSS levou quatro meses para suspender o benefício. O prejuízo apenas nesse período dos oito primeiros meses de 2016 foi de R$ 460 milhões. Em dezembro de 2016, o rombo totalizou R$ 1,134 bilhão.

A segunda parte da explicação desse prejuízo é, segundo os técnicos, resultado da dificuldade do INSS em reaver os valores depois que eles já foram depositados. Do R$ 1,134 bilhão pago a mortos constatado em 2016, apenas R$ 119,1 milhões foram recuperados, em torno de 10,4% do total.

Essa dificuldade, diz o documento, decorre de uma série de fatores, como o entrave imposto pelos bancos onde os beneficiários mortos mantinham suas contas para devolver os recursos.

O relatório diz que os bancos alegam, em muitos casos, que não podem simplesmente devolver os recursos por conta do sigilo bancário.

Outro fator, diz o documento, é a fragilidade dos controles internos no processo de cobrança administrativa, evidenciada pela incapacidade da entidade de fornecer respostas aos auditores. O relatório diz, por exemplo, que o INSS não conseguiu nem sequer informar ao Ministério da Transparência a quantidade de processos que o órgão já moveu para reaver recursos pagos indevidamente a beneficiários mortos.

Além disso, os técnicos do Ministério da Transparência constataram que “há progressiva perda da capacidade de governança do INSS, que não dispõe de informações e meios para aprimorar a prevenção às fraudes na concessão e manutenção de benefícios”.

Segundo o órgão, o INSS não tem formas “efetivas de recuperar os valores pagos indevidamente”.

Com informações do UOL

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Lei vaga facilita prisão de usuário de drogas e amplia lotação de presídios, diz ONG

Detentos denunciam torturas cometidas por agentes do Estado no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA)

O número de adultos presos no Brasil aumentou 85% em dez anos, segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Justiça e compilados na edição de 2017 do relatório global da ONG Humans Right Watch. Passou de pouco mais de 336 mil, em 2004, para 622 mil detentos, em 2014.

No documento, divulgado nesta quinta-feira (12), a organização associa o crescimento da população carcerária à vigência da Lei de Drogas, que aumentou as penas para traficantes.

Para os responsáveis pela pesquisa, a “linguagem vaga” do dispositivo penal acaba criando distorções. “Embora a lei tenha substituído a pena de prisão para usuários de drogas por medidas alternativas como o serviço comunitário –o que deveria ter reduzido a população carcerária–, sua linguagem vaga possibilita que usuários sejam tratados como traficantes”, narra o texto.

Dados do governo federal indicam que, em 2005, um ano antes de a lei entrar em vigor, 9% do total de presos no país estavam nessa condição por crimes associados às drogas (32.880 pessoas). Já em 2014, eram 28% (174.160 pessoas), de acordo com o Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias). Somente entre as mulheres, o número foi estimado em 64% (cerca de 23 mil) do total da população carcerária feminina (36.495 detentas).

O estudo elaborado pela Humans Right Watch está em sua 27ª edição e tem como objetivo analisar práticas de direitos humanos em mais de 90 países. Os pesquisadores utilizam dados oficiais relacionados à defesa de direitos e violência urbana e, a cada versão do relatório, buscam compilar os dados mais recentes disponíveis. São diversas fontes de informação, como governos, ONGs e outras instituições.

Superlotação e casos de tortura

De acordo com o Ministério da Justiça, até 2014, o número de detentos adultos ultrapassava a marca de 622 mil pessoas, o que representava 67% a mais do que a capacidade suportada pelo sistema carcerário no Brasil, que é de 371.884. Os dados são do Infopen.

A ONG cita no documento os massacres ocorridos neste mês em presídios do Amazonas, de Roraima e da Paraíba, onde 99 detentos foram assassinados em uma guerra que envolve as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e FDN (Família do Norte).

Também menciona 22 mortes de presos que ocorreram em outubro do ano passado em Roraima, em Rondônia e no Acre.

“Superlotação e falta de agentes penitenciários e técnicos tornam impossível às autoridades manter o controle nos estabelecimentos prisionais, deixando detentos vulneráveis à violência e às atividades de facções criminosas”, afirma a Humans Right Watch.

De abril de 2015 a março do ano passado, equipes do MNPCT (Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura) –cujos membros são nomeados pelo governo federal– fizeram uma vistoria em 17 presídios de seis Estados e ouviram relatos de “casos de tortura” e de “tratamento cruel, desumano ou degradante” em praticamente todas as unidades verificadas. Somente no Centro de Detenção de Sorocaba, em São Paulo, foram encontradas 50 pessoas em celas com capacidade para até nove detentos.

Entre as unidades que receberam os membros do MNPCT está a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus, onde 56 presos foram assassinados no começo do ano. Antes da chacina, os fiscais que estiveram no presídio alertaram para a existência de rígidas “regras de conduta” entre os detentos, que eram separados por facção. Os que não pertenciam ao grupo dominante, a Família do Norte, ficavam em celas isoladas para que não fossem assassinados. Havia ainda, de acordo com o MNPCT, as “celas cativeiros”, onde ocorriam “sanções disciplinares” paralelas à legislação, incluindo-se “punições por morte”.

Unidades socioeducativas

Dados do Conselho Nacional do Ministério Público mostravam que, em 2014, quase 22 mil crianças e adolescentes estavam em unidades socioeducativas, de acordo com o relatório do Humans Right Watch. Assim como no sistema prisional, há evidências de superlotação. O dado representa 24% a mais do que a capacidade máxima da rede destinada a jovens infratores (que é de 18 mil).

Na maioria dos locais vistoriados pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, os internos passavam mais de 20 horas por dia trancados em seus alojamentos.”Em vez de promover a educação e a reabilitação das crianças e adolescentes, os centros serviam como locais de punição e isolamento”, analisa o documento da Humans Right Watch.

Os piores cenários foram observados no Ceará, onde o número de jovens infratores em janeiro de 2016 era maior do que o dobro da capacidade de algumas instalações, segundo a ONG Cedeca Ceará.

Algumas crianças relataram que eram agredidas por funcionários dos centros socioeducativos e que eram mantidas “em unidades infestadas de ratos e baratas e sem as condições sanitárias adequadas, ventilação, colchões e produtos de higiene básicos.”

Segurança pública e conduta policial

O relatório da Humans Right Watch diz ainda que, em 2015, pelo menos 3.345 pessoas foram mortas por policiais no país, o que representa aumento de 6% em relação ao ano anterior e de 52% na comparação com 2013.

O dado foi calculado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e contempla tanto os policiais que estavam de serviço quanto os que estavam de folga.

“Embora algumas das mortes causadas pela polícia resultem do uso legítimo da força, outras são execuções extrajudiciais”, analisa o relatório do Humans Right Watch.

Após duplicar em 2014, o número de mortes causadas por ação policial em serviço caiu 17% em São Paulo (Estado mais populoso do país) em 2015, e teve nova queda de 19% no período de janeiro a setembro de 2016.

Já no Rio, o segundo Estado brasileiro com maior taxa de homicídios cometidos por policiais, o indicador aumentou 11% em 2015 e subiu 23% nos primeiros nove meses do ano passado.

Por outro lado, em 2015, 393 policiais foram mortos no país, de acordo com os dados mais recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

UOL

 

Opinião dos leitores

  1. Vão soltar os presos, agora vocês vão ver violência se guerra nas ruas. Era para tocar fogo José presídios com os bandidos dentro. Por que eu te estou preso? Porque tenho o livre arbítrio de não cometer crimes.

  2. Os usuarios de qualquer tipo de droga, independente da classe social sao piores que os traficantes. Nao haveriam traficantes sem usuarios. E nem venham com o mimimi que os usuarios sao "doentes". Poupem a minha inteligencia. Nunca vi um canceroso assaltando para comprar quimioterapicos e nem depressivos assaltando para comprar Lexotan. E tem mais maconha é droga sim, o usuario é um drogado lixo e finaciador de traficantes. Cadeia nesses safados todos, ja que aqui infelizmente nao ha trabalhos forçados e nem pena de morte…

  3. Evidente que nem sempre há vida inteligente nessas ONGs. Aliás, a vida existente em muitas delas só age para captar recursos públicos em benefício de seus integrantes.
    A lei de drogas nunca previu, deveria, mas como maconha agora chegou na classe média e média alta essa lei acho melhor "punir" os maconheiros com essas penas:
    Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, PARA CONSUMO pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:
    I – advertência sobre os efeitos das drogas;
    II – prestação de serviços à comunidade;
    III – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
    Então cadê a pena de prisão?
    Dizem isso apenas para estarem na moda, afinal defender vagabundo é símbolo de intelectualidade no Brasil.

  4. essas mazelas que fazem parte dessa ONG, vão atrás das famílias que esses bandidos mataram,estupraram, torturaram. vão procurar o quê fazer bando de desocupados.

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