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Dívidas de água, luz e gás atrasadas batem recorde, diz Serasa

Por interino

CimOQcsXIAA_TGDO volume de dívidas de água, luz e gás atrasadas bateu recorde em março, ao atingir 17,9% dos R$ 239 milhões (cerca de R$ 42,8 milhões) de pendências financeiras no país, de acordo com dados do birô de crédito Serasa Experian divulgados nesta segunda-feira (16).

É o maior nível registrado pelo segmento desde junho de 2014, quando o levantamento começou a ser feito. Em março do ano passado, essas contas somavam 15,1% das dívidas em atraso.

O aumento do atraso dessas dívidas reflete o agravamento da crise econômica, de acordo com Luiz Rabi, economista da Serasa. Isso porque o consumidor costuma pagar essas contas em dia para não ter o serviço suspenso.

“Os mais afetados com a situação econômica atual são aqueles que vivem daquilo que recebem e não fazem nenhum tipo de reserva ou poupança financeira”, diz. “Ao perderem o emprego, essas pessoas não conseguem honrar os compromissos financeiros e caem na inadimplência.”

O segmento com mais atrasos em março foi o de bancos e cartão de crédito, que respondeu por 27,2% do valor total da inadimplência no mês. No mesmo mês de 2015, o percentual era de 30,7%.

A terceira colocação das dívidas atrasadas ficou com o setor de telefonia, com 15,1% do total. Em março de 2015, esse segmento respondia por 16,5% das pendências financeiras.

Folha Press

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Comércio no Dia dos Pais tem primeira queda desde 2005, diz Serasa

As vendas do comércio varejista na semana do Dia dos Pais tiveram a primeira queda anual desde que o indicador foi criado, em 2005, informou nesta segunda-feira (10) a empresa de análise de informações de crédito Serasa Experian.

Segundo a companhia, as vendas no período caíram 5,1% entre 3 e 9 de agosto sobre um ano antes. Considerando somente o fim de semana, de 7 a 9 de agosto deste ano, houve queda de 1,4% na comparação com o fim de semana equivalente do ano anterior (9 e 10 de agosto).

“A crise econômica pela qual atravessa o país, marcada pela alta da inflação, dos juros no crediário, pelo aumento do desemprego e pela queda da confiança dos consumidores, afetou negativamente o desempenho do varejo neste Dia dos Pais”, disse a Serasa em comunicado.

Na cidade de São Paulo, as vendas na semana do Dia dos Pais caíram 4,7% ante semana equivalente no ano passado. Já no fim de semana, a baixa foi de 3,9% na mesma base de comparação.

FECOMERCIO

A Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) estima que o faturamento total no varejo registrou baixa de 4,5% em relação a 2014 (descontada a inflação), ou aproximadamente R$ 1,8 bilhão a menos do que no ano passado.

O cálculo foi feito com base na projeção de uma nova queda real no faturamento do comércio varejista brasileiro em agosto, na participação das vendas do período do Dia dos Pais em relação ao total do mês e no resultado de queda de 0,8% no número de consultas da base de dados da Boa Vista SCPC em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com a Fecomercio-SP, a inflação elevada, os juros altos e a piora no mercado de trabalho derrubaram a confiança do consumidor para o menor nível em 12 anos.

A desconfiança vem se traduzindo em um comportamento mais cauteloso por parte do consumidor, que compra menos e evita novas dívidas. Com isso, a queda das vendas no Dia dos Pais em 2015 segue os resultados obtidos nas datas comemorativas anteriores e acompanha o declínio das vendas do varejo como um todo.

Folha Press

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Comércio tem menor crescimento para o primeiro semestre desde 2002, diz Serasa

O comércio teve o menor crescimento no primeiro semestre do ano desde 2002, segundo levantamento divulgado hoje (7) pela Serasa Experian. O movimento do varejo registrou expansão de 2,6% de janeiro a junho de 2015, em comparação com o mesmo período do ano passado. “É resultado da conjuntura econômica que começou a se deteriorar no ano passado, com aumento de inflação, de taxa de juros e, agora, mais recentemente, aumento de desemprego”, enfatizou o economista da consultoria, Luiz Rabi.

O setor de veículos teve o pior resultado no acumulado do primeiro semestre, com retração de 12,5%. Em seguida, vem o ramo de material de construção, que teve queda de 7,1% no movimento. De acordo com Rabi, o consumidor está “menos propenso a comprar veículos e materiais de construção, que são gastos de médio prazo, normalmente financiados”.

Impactados pela inflação dos alimentos, os supermercados também tiveram desempenho fraco de janeiro a junho (2% de crescimento). “Tivemos uma inflação de alimentos muito forte nesse início de ano. O que acaba atingindo o desempenho do setor”, enfatizou o economista.

Os melhores resultados foram dos setores de vestuário, com expansão de 5,8%, e móveis e eletroeletrônicos (5,2%). “No setor de vestuário, o desempenho positivo é um pouco o deslocamento de consumo. As pessoas, em vez de gastar com material de construção ou prestação de carros, estão deslocando o consumo para outros segmentos”, explicou Rabi.

Para os próximos meses, o economista acredita que o desempenho do varejo ainda está sujeito a uma ligeira piora. “Acho que não chega a ficar negativo, como foi em 2002. Naquela época estávamos no auge da crise do apagão”, disse, sobre a queda de 6,9% que o comércio registrou no primeiro semestre.

Porém, com inflação alta e desemprego aumentando, Rabi avalia que o resultado do segundo semestre será um pouco menor do que o verificado nos últimos seis meses. “O aumento do dólar e da energia, combinado com o choque dos alimentos, ainda continuam produzindo efeitos na inflação que vão demorar para se dissiparem”, ressaltou.

Agência Brasil

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