Não foi sem polêmica que o Maroon 5 lançou seu novo clipe, “Animals”. No ar desde o dia 29, o vídeo está sendo acusado por um grupo americano de combate aos crimes sexuais de “banalizá-los”. O clipe é estrelado pelo vocalista Adam Levine, cujo personagem persegue secretamente uma jovem, coleciona fotos dela em sua privacidade e chega a invadir sua casa.
“O vídeo de ‘Animals’, do Maroon 5, é uma forma perigosa de se mostrar a fantasia de um perseguidor. Ninguém deveriam confundir o ato de perseguir com romance. A banalização deste crimes sérios não deveria ter espaço na indústria do entretenimento”, diz o grupo Rape, Abuse and Incest National Network (‘Rede nacional sobre estrupro, abuso e incesto’, Rainn) em um comunicado enviado à revista Billboard.
No clipe, Levine vive um açougueiro que tem uma obsessão pela jovem que vê em seu local de trabalho (vivida pela mulher do vocalista, a modelo Behati Prinsloo). Além de manter um quarto com dezenas de fotos da moça, ele a procura nas ruas, invade sua casa para fotografá-la dormindo e fantasia ter sexo com ela em uma cena repleta de sangue.
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A canção também tem um tom criticado pelo Rainn. Nela, Levine canta “Você não pode negar essa fera em seu interior”, além de “Vou te caçar esta noite. Somos inimigos, mas nos damos bem quando estou dentro de você”.
A banda, que recentemente lançou “Animals” dentro do álbum “V”, não se pronunciou sobre o caso. Levine, anteriormente, se disse o responsável pela idealização do clipe. Caso semelhante aconteceu com “Blurred lines”, de Robin Thicke, acusada de incitar o estupro por conta de sua letra.
O Globo
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