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Pelo quarto mês seguido, União gasta acima da arrecadação e afunda contas

A despeito das receitas extraordinárias obtidas em agosto, o governo Dilma Rousseff gastou acima da arrecadação pelo quarto mês consecutivo e afundou as contas deste ano eleitoral.

No mês passado, as despesas com pessoal, programas sociais, custeio administrativo e programas sociais superaram as receitas em R$ 10,4 bilhões, no pior resultado para o período desde o Plano Real.

Houve o que os economistas chamam de déficit primário: o Tesouro Nacional teve de se endividar para bancar suas despesas cotidianas e as obras públicas.

No início do ano, o governo havia se comprometido a obter um saldo em suas contas, ou superavit primário, de R$ 39 bilhões de janeiro a agosto. Com a derrocada do mês passado, a poupança acumulada caiu para R$ 4,7 bilhões, o que, em termos orçamentários, é praticamente nada.

Nem o recurso a fontes pouco usuais de receitas evitou o rombo de agosto. A principal delas foi a reabertura do programa que oferece descontos de multas e juros para o pagamento de tributos em atraso, que rendeu R$ 7,1 bilhões.

Além disso, o Tesouro extraiu R$ 5,4 bilhões em dividendos -ou seja, parcelas dos lucros- das empresas estatais.

Até dezembro, a meta é uma poupança de R$ 80,8 bilhões, virtualmente impossível -a menos que o Tesouro adote em proporções inéditas  manobras de contabilidade e adiamento de despesas para o próximo governo.

Expedientes do gênero se tornaram recorrentes nos últimos anos, para viabilizar a expansão generalizada das despesas públicas com a qual a administração petista procurou estimular a economia.

A política fiscal deste ano é a mais frouxa desde 1999, quando o governo FHC iniciou a política de metas de superavit primário. A escalada dos gastos, especialmente na área social, não acelerou o crescimento econômico, mas contribuiu para preservar o emprego e o consumo das famílias -o que também ajuda a explicar a inflação elevada.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. A partir dos anos 80, a reestruturação da economia vai se dar através da revolução tecnológica e organizacional na produção –reestruturação produtiva – corrida tecnológica em busca do diferencial de produtividade do trabalho, como fonte de super lucro, a globalização da economia e o retorno dos ideais liberais, através do neoliberalismo no tocante ao papel do Estado na proteção social.
    O neoliberalismo consiste na sustentação da tese segundo a qual o mercado é o principal e insubstituível mecanismo de regulação social, onde a sua enfática defesa do Estado mínimo. O propósito do neoliberalismo é combater as políticas macroeconômicas de matriz keynesiana e o combate à garantia dos direitos sociais, defendendo como meta a estabilidade monetária.
    A reestruturação produtiva vem sendo conduzida com o ajuste neoliberal, que implica a desregulamentação de direitos sociais, no corte dos gastos sociais e apelo ao mérito individual. A palavra de ordem da reestruturação produtiva é flexibilidade – acumulação flexível – para alcançar o máximo de produtividade da força de trabalho com o mínimo de custo.

  2. Deixe de ser alienado Silvio. Historicamente a cidadania, conceito onde encontra-se inserida a seguridade social e consequentemente as políticas e programas sociais, entre os fins dos anos 60 e 70, juntamente com o capitalismo, experimentou um padrão de desenvolvimento, sendo denominada por alguns estudiosos como a “idade de ouro do capitalismo”.
    Contudo, este padrão de desenvolvimento do capitalismo começou a dar sinais de crise a partir do “final da década de 60, quando as economias centrais começam a apresentar sinais de declínio do crescimento econômico, evidenciando o início da saturação daquele padrão de acumulação. A queda das taxas de lucro, as variações da produtividade, o endividamento internacional e o desemprego são indícios desse processo” .
    Trata-se de uma crise global de um modelo social de acumulação, cujas tentativas de resolução têm produzido transformações estruturais que dão lugar a um modelo diferente, denominado de neoliberal que tem por base a informalidade no trabalho, o desemprego, a desproteção trabalhista e, conseqüentemente, uma nova pobreza.
    Finda a onda longa expansiva do capitalismo, baseada no crescimento econômico e intervenção do Estado se inicia uma onda longa recessiva, caracterizada por uma taxa de crescimento médio inferior à alcançada nas décadas de 50 e 60.
    Os impactos e conseqüências da crise, bem como as soluções para o seu combate, diferenciam-se entre os países pela inserção internacional de suas economias e pelos particulares estágios de desenvolvimento histórico, que determinam respostas sociais e políticas específicas.
    Quais serão as respostas do capital às baixas taxas de lucro?

  3. Rodrigo, não seja tão simplório na explicação quando o assunto é contra seu partido.
    A situação é muito mais complexa que essa sua colocação primária e não tem nenhum outro candidato, com chance de chegar ao segundo turno, falando em cortar os programas sociais.
    SÓ A DIFAMAÇÃO PETISTA FALA QUE OS OUTROS IRÃO CORTAR OS PROGRAMAS SOCIAIS. O QUE É MAIS UM MENTIRA ATIRADA AO OUTROS, SEM QUALQUER POSSIBILIDADE DE SER VERDADE.

  4. A escalada dos gastos, especialmente na área social, não acelerou o crescimento econômico, mas contribuiu para preservar o emprego e o consumo das famílias -o que também ajuda a explicar a inflação elevada.
    Essa talvez seja a resposta: entender a diferença entre GASTO e INVESTIMENTO!
    Depois disso, perceber a escolha prioritária que precisamos fazer:
    O que é mais importante? Preservar o emprego e o consumo das famílias ou cortar "gastos" cortando os programas sociais e desempregando as famílias?
    Essa é a verdadeira escolha que estamos fazendo a cada eleição: NEOLIBERALISMO ECONÔMICO COM ESTADO MÍNIMO ou ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL com forte presença do estado para reduzir a miséria, melhorar o nível de escolaridade, consumo e emprego de milhões de brasileiros que vivem na linha da pobreza e acabar com a fome.

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