Foto: Michel Filho / Agência O Globo
Em nota divulgada na tarde desta terça-feira, o PT se disse “indignado” com a carta escrita pela senadora Marta Suplicy para deixar o partido. Assinado pelos presidentes das três instâncias da legenda, o documento afirma que Marta faltou com a ética e fez “acusações infundadas” contra o PT. Pela manhã, a senadora havia entregue sua carta de desfiliação, na qual afirmava que tinha sido cerceada pelo partido e que o PT protagonizava um dos maiores escândalos de corrupção do país.
“O PT recebe com indignação a carta da senadora Marta Suplicy oficializando sua desfiliação do PT. Apesar dos motivos enunciados, entendemos que as razões reais da saída se devem à ambição eleitoral da senadora e a um personalismo desmedido que não pôde mais ser satisfeito dentro de nossas fileiras. Por isso, resolveu buscar espaços em outros partidos”, diz o texto do PT.
Desde o final da eleição presidencial, Marta vinha em rota de colisão com a direção do PT e com a própria presidente Dilma Rousseff, de quem foi ministra da Cultura. O único nome poupado vinha sendo o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem Marta foi alinhada desde o início de sua militância no partido, 33 anos atrás. Na carta de desfiliação, a ex-petista se queixa de falta de espaço e de cerceamento. O PT, por sua vez, desde o início da crise com a senadora, evitava dar declarações de crítica à ex-ministra, com o temor de isso ser usado como argumento de cerceamento à Justiça Eleitoral.
“Ao contrário de suas alegações, nunca o PT cerceou suas atividades partidárias ou parlamentares. Sucessivamente prestigiada, com o apoio da militância e das direções, Marta Suplicy foi deputada federal, prefeita, senadora e duas vezes ministra. Lamentavelmente, a senadora retribui, com falta de ética e acusações infundadas, a confiança que o PT lhe conferiu ao longo dos anos”, diz o texto assinado pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão, e por Emídio de Souza e Paulo Fiorilo, presidentes estadual e municipal do partido em São Paulo.
O PT já informou ao GLOBO que vai recorrer à Justiça para tentar ficar com o mandato de Marta no Senado, mas a nota não trata desse assunto. Os dirigentes, na verdade, ainda não sabem qual instância do partido vai entrar com a representação no tribunal.
“Ao renegar a própria história e desonrar o mandato, Marta Suplicy desrespeita a militância que sempre a apoiou e destila ódio por não ter sido indicada candidata à Prefeitura de São Paulo em 2012. Finalmente, é triste ver que a senadora jogue fora a coerência cultivada como militante do PT e passe a se alinhar, de forma oportunista, com aqueles que sempre combateu e que sempre a atacaram”, finaliza o texto dos dirigentes petistas.
O Globo
Esse partido está muito perto de desaparecer, a nova legenda vai se chamar PPD "partido dos políticos desonestos". Crédito já não tem mais, quero saber o que esse cúmplice do João Vacari vai dizer.
Este cidadão, não tem moral nenhuma pra falar de alguém.
Cara de farofeiro. Eu quero ver no dia em que Lula Cachaceiro da Silva resolver deixar o PT só par ver o que esse cidadão despudorado moralmente terá a dizer.