Política

Comissão reduz prazos, e votação do impeachment pode ocorrer em julho

A comissão especial do impeachment no Senado reduziu em vinte dias o prazo para a tramitação do processo contra a presidente afastada Dilma Rousseff. Dessa forma, a votação final do caso pode acontecer em meados de julho(data provável dia 12). A defesa da petista irá recorrer da decisão ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Na semana passada, o relator do processo, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), havia apresentado um cronograma em que o processo seria encerrado em 2 de agosto. Ele havia concedido 15 dias para as alegações finais da acusação e o mesmo prazo para as alegações finais da defesa.

Uma questão de ordem apresentada pela senadora Simone Tebet (PMDB-MS), no entanto, alegou que o prazo estabelecido pelo Código de Processo Penal é de cinco dias para cada uma das partes. O presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), acatou a questão.

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa de Dilma, argumentou que a comissão deve usar o rito estabelecido em 1992 no processo que levou ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Na época, foram concedidos 15 dias para as alegações finais.

“É uma violação ao que foi decidido pelo STF e violação ao direito de defesa da presidente. É uma profunda irrazoabilidade porque nos deram 20 dias para a apresentação da defesa. Há que se ter, racionalmente, mais prazo para as alegações finais. É a parte mais importante para a defesa porque se dá após a produção de provas”, argumentou.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou um recurso à decisão. Ele será dirigido ao presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, porque, pelas regras do processo, ele é quem preside o julgamento e, dessa forma, responde a todos os questionamentos apresentados.

Cardozo informou também que irá recorrer ao Supremo e propôs que a própria comissão e a defesa da presidente se reunissem com o ministro para evitar que a questão seja judicializada.

A decisão de Lira gerou um bate-boca no plenário da comissão. “Vossa Excelência rasgou toda a discussão que estávamos fazendo. O que está havendo aqui é uma pressão desse presidente interino [Michel Temer], que já perdeu dois ministros, que está fazendo pressão sobre essa comissão. É insegurança desse presidente biônico”, esbravejou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

“Não estou sendo pressionado por ninguém até porque não aceito nenhum tipo de pressão. Não vou desonrar a minha história, a minha vida aceitando algum tipo de pressão. Eu consultei diversos consultores para tomar a minha decisão”, se defendeu Lira.

A comissão está reunida nesta manhã para votar o calendário apresentado por Anastasia. Nele, a previsão é de que Dilma seja interrogada pela comissão em 20 de junho.

Segundo Lira, Dilma só deverá falar uma vez conforme o rito seguido no processo do ex-presidente de Fernando Collor, em 1992.

Desde a apresentação do calendário, houve reclamação por parte dos senadores do PT pela celeridade prevista no calendário de Anastasia. Dilma está afastada do cargo por até 180 dias.

Caso o Senado julgue que as acusações contra ela não procedem, ela pode retornar à Presidência. Ela também poderá retomar o cargo se a comissão não encerrar os trabalhos neste período. O Senado não tem prazo para concluir o julgamento.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. O Brasil tá lascado, o doidinho tá dizendo que o país precisa da maluca que não sabe o que fala! kkkkkkkkkkkkkAgora lascou tudo! Só rindo muuuuuuuuito!

  2. Rapaz quem é esse Lindbergh prá falar em legalidade, qdo o MP investiga corrupção na gestão desse "cara de pau" qdo Prefeito de Nova Iguaçu/RJ, sem falar na "Lava Jato" onde já foi citado como beneficiado do esquema…

    1. Lembrando…
      O prazo é de "ATÉ" 180 dias,
      portanto não pode passar do tempo determinado,
      porém nada impede q não termine antes…

    1. E fica com a cambada do PSDB/PMDB e calado. Hipócrita!

    2. Maluco! roubo tu vais ver agora quando o filho de Sergio Machado entregar a lava jato, os relatórios das contas de 300 corruptos cujos os quais ele era o LARANJA EM LONDRES só pra movimentar um pequena besteira de 700 MILHÕES DE EUROS. Dar pra tu Maluco………..kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Maluco pensa bem abestado cego dos sói

  3. Tem que apressar, senão a Lavajato ou as besteiras e constantes erros e recuos de um governo indeciso e vacilante que volta a trás toda hora, pode inviabilizar o projeto de afastamento definitivo de Dilma e impedir a operação abafa da própria lavajato, a entrega da Petrobras e do Pré Sal as mega-petrolíferas americanas defendidas pelo escritório que a a esposa do Juiz Moro é sócia (EXXO, CHEVRON, ESSO, ETC).
    E O POVO QUE LUTAVA CONTRA A CORRUPÇÃO?
    O SOM DO SILÊNCIO E DA OMISSÃO SÃO ENSURDECEDORES!!!

    1. Tem q privatizar tudo (Correios, Petrobras, Eletrobras e a bexiga taboca que terminar com "bras" !!!
      Governo é prá arrecadar impostos e aplicá-los em benefício do contribuinte nas áreas de educação, saúde e segurança….
      Deixe o setor produtivo nas mãos da iniciativa privada… Esse é o caminho do desenvolvimento sócioeconômico…
      Viva o capitalismo!!!!

    2. "elles" querem estatais que é para colocar os PELEGOS e acabarem com tudo como fizeram com o postalis dos Correios. Fora pt e sua MAFIA.

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