Polícia

Em 2012, vídeo no YouTube motivou prisão de chefe do Google no Brasil

Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook para a América Latina, não é o primeiro executivo de grande empresa de tecnologia a ser preso no país por causa de conteúdo presente nesses serviços -no caso de Dzodan conversas de WhatsApp.

Em 2012, o diretor-geral do Google Brasil, Fabio José Silva Coelho, foi detido em São Paulo pela Polícia Federal, sob suspeita de crime de desobediência.

Coelho foi levado à sede da PF na capital paulista por ter infringido ordem judicial que determinava a exclusão do YouTube, site de vídeos do Google, de dois vídeos com ataques ao então candidato a prefeito de Campo Grande pelo PP Alcides Bernal.

Na ocasião, o executivo foi ouvido, autuado por crime de desobediência e liberado no mesmo dia, por se tratar de crime de menor potencial ofensivo.

EMBATE

Antes de Coelho ter sido detido, o Google Brasil chegou a recorrer da decisão da Justiça do MS, mas teve o pedido de liminar negado pelo juiz Amaury Kuklinski, relator do caso no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul).

No dia seguinte à prisão de Coelho, a companhia acabou por bloquear um dos vídeos depois que seu último recurso foi negado. O vídeo em questão ligava o então candidato a prefeito a práticas como aborto, violência doméstica e embriaguez, além de mostrar supostas ações judiciais contra ele. A outra publicação foi retirada do ar pelo próprio usuário.

“Estamos profundamente desapontados por não termos tido a oportunidade de debater plenamente na Justiça Eleitoral nossos argumentos de que tais vídeos eram manifestações legítimas da liberdade de expressão e deveriam continuar disponíveis no Brasil”, escreveu Coelho em um comunicado.

OUTRO CASO

Também em setembro de 2012, o juiz Ruy Jander Teixeira, da 17ª Zona Eleitoral de Campina Grande (PB), mandou prender Edmundo Luiz Pinto Balthazar, outro executivo do Google no Brasil, por descumprir ordem judicial.

O magistrado alegou que a empresa desobedeceu a ordem para retirar do YouTube um vídeo que denegria a imagem do candidato à Prefeitura de Campina Grande Romero Rodrigues (PSDB), e para excluir todos os compartilhamentos realizados.

O Google Brasil recorreu e o juiz Miguel de Britto Lyra entendeu que Balthazar não poderia ser responsabilizado pela veiculação do vídeo e suspendeu a prisão.

Em agosto, um juiz eleitoral de Santa Catarina determinou que o Facebook fosse tirado do ar em todo o país. Dois dias depois, o juiz suspendeu a decisão.

Folha Press

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Diversos

SERÍAMOS "DEVOLVIDOS" AO SÉCULO XVIII: Em 2012, Terra se salvou por pouco de forte tempestade solar

Untitled-5Em 2012, uma erupção solar provocou uma poderosa tempestade que passou perto da Terra, mas que era grande o suficiente para “devolver a civilização moderna ao século XVIII”, informou a Nasa.

O fenômeno, que passou perto da órbita terrestre em 23 de julho de 2012, foi a tempestade mais poderosa dos últimos 150 anos, segundo comunicado da agência espacial americana.

Na Terra, no entanto, ninguém se deu conta disso.

“Se a erupção tivesse acontecido uma semana antes, a Terra teria ficado na trajetória”, disse Daniel Baker, professor de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado.

Ao invés disso, a tempestade impactou a nave espacial STEREO-A, um observatório solar equipado “para medir parâmetros de eventos deste tipo”, acrescentou a agência.

Segundo dados analisados por cientistas, a tempestade teria sido comparável à última conhecida com o nome de Carrington e que aconteceu em 1859.

Também teria sido duas vezes mais forte que a tempestade solar que deixou sem energia a província de Quebec, no Canadá, em 1989.

“Com os últimos estudos, me convenci ainda mais de que os habitantes da Terra são incrivelmente sortudos por essa erupção de 2012 ter ocorrido como foi”, disse Baker.

A Academia Nacional de Ciências avaliou que uma tempestade solar como a de 1859 poderia custar hoje 3 bilhões de dólares e poderia levar anos de reparos.

Os especialistas afirmam que as tempestades solares provocam apagões, o que bloqueia qualquer aparelho, de um rádio a um GPS, passando pelo fornecimento de água que depende de bombas elétricas.

As tempestades costumam ser repelidas pelo escudo magnético da Terra, mas um impacto direto poderia ser devastador.

Há 12% de probabilidades de que uma grande tempestade solar como a de Carrington atinja a Terra nos próximos dez anos, segundo o físico Pete Riley, que publicou recentemente um artigo na revista Space Weather sobre esse tema.

Sua pesquisa se baseou em uma análise de registros de tempestades solares nos últimos 50 anos.

UOL

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