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Por que num País com tanta miséria empresas doam bilhões a políticos?, questiona Joaquim Barbosa

ADJO977    BSB -  01/07/2014  - STF / JOAQUIM  - POLITICA -  Ministro presidente Joaquim Barbosa preside sua ultima sessão plenária do STF pois o Supremo entra em férias e só volta a contar prazos em agosto. O STF deve decidir sobre a “modulação” dos efeitos da decisão que julgou inconstitucional a resolução do TSE que pretendia mudar o tamanho das bancadas dos Estados e do Distrito Federal na Câmara dos Deputados para as eleições de 2014, nio plenario do STF em Brasilia.   FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO
FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO

O ex-ministro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, comemorou nas redes sociais a rejeição do Senado ao financiamento de campanhas eleitorais por empresas. “Por que num país com tanta miséria, onde os salários são tão baixos, empresas encontram meios de doar bilhões a políticos e a partidos?”, postou Barbosa no dia 3, quando, por 36 votos contra 31, o Plenário do Senado passou emenda ao projeto de lei da Câmara vetando doações de pessoas jurídicas a candidatos e a partidos.

barbosa-doacao-campanha“Uma boa notícia: o Senado rechaçou projeto sobre financiamento de partidos e de campanhas políticas por empresas privadas. Alvíssaras!”, escreveu o ex-ministro que, na presidência da Corte máxima, em 2012, conduziu o histórico julgamento do Mensalão.

“Doação a partidos é escolha que deve ficar circunscrita à esfera individual: é expressão das preferências político-ideológicas do cidadão”, tuitou Joaquim Barbosa.

Fausto Macedo – Estadão

Opinião dos leitores

  1. Quem não comunga na política inquisitória do PT usa da transparência de opinião e não proíbe nem manipula as ideias e pensamentos, mesmo os divergentes. Não existe moral quando se oprime e oculta as divergências que fortalece a democracia e dignifica as situações divergentes.
    O PT só admite a exposição de ideias se forem favoráveis ao partido, manipulando os fatos e isso tem acabado com a credibilidade do partido que hoje é visto como sinônimo de mentiras e enrolação.
    O PT vive numa democracia onde os fatos, ideias, notícias e vivência só é tolerada se for em prol do partido, ou seja, é uma ditadura de pensamentos, situações e vivência.

  2. Até me causou estranheza ver essa notícia aqui! O "cavaleiro das trevas", idolatrado pelos anti-petistas "apartidários" dessa vez saiu do ostracismo para falar algo que preste, e que deve ter sido escondido pelos movimentos direitistas, que rejeitam cegamente o fim do financiamento privado de campanhas! Esses movimentos querem que os políticos continuem de "rabo preso" a quem os financiam, que pagam bilhões para campanhas e propinas, porque sabem que vão ganhar ainda mais bilhões em contratos superfaturados com os governos municipais, estaduais e federal. Já passou da hora desse círculo vicioso ser quebrado!

  3. Nenhum comentário a respeito do DEM/PSDB votar SEMPRE contra a proibição ao financiamento empresarial de campanhas?
    Algum indignado com o PT, que votou maciçamente a favor da proibição, pode me responder?

  4. UNS QUEREM O FIM DO FINANCIAMENTO PROVADO DE CAMPANHA´, PRINCIPALMENTE AQUELES QUE TEM O DOMÍNIO DOS RECURSOS PÚBLICOS E FAZEM DISSO UMA MÁQUINA DE FINANCIAMENTO DE CAMPANHA.
    JOAQUIM BARBOSA TEM RAZÃO QUANTO QUESTIONA O DESTINO DE TANTO DINHEIRO, ESQUECE QUE ISSO É UMA PRÁTICA QUE VEM COM A FAMÍLIA REAL DE PORTUGAL.
    SE HOUVESSE AGILIDADE NA CONDENAÇÃO DOS DESVIOS PÚBLICOS E FINANCIAMENTOS IMORAIS DE CAMPANHA, COM PENAS QUE RETIRASSE DEFINITIVAMENTE DA VIDA PÚBLICA OS CONDENADOS E OS FIZESSEM PAGAR EM TRIPLO O VALOR DESVIADO E RECEBIDO, TALVEZ ASSIM EXISTISSE ALGUMA ESPERANÇA EM MELHORIA FINANCEIRA DAS CAMPANHAS POLÍTICAS.

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