Finanças

Governo cobra R$ 11 bilhões de empresas envolvidas na Lava-Jato

Por interino

A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressa hoje na Justiça Federal com duas ações de improbidade administrativa para cobrar R$ 11 bilhões de empresas e pessoas investigadas na Lava-Jato, operação que apura principalmente irregularidades em contratos da Petrobras. Entre os alvos da AGU estão empreiteiras como Odebrecht, OAS, UTC e Queiroz Galvão, executivos e ex-funcionários da estatal.

Também serão processados Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, que foi o primeiro a firmar um acordo de delação premiada para colaborar com a Justiça em troca da redução da pena; e Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal.

As novas ações são baseadas em documentos de vários órgãos, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Tribunal de Contas da União (TCU). A AGU sustenta que conseguiu comprovar a formação de cartel com base em manifestações do Cade e provas colhidas em ações penais. As empresas se organizariam para fraudar licitações de grandes obras da Petrobras, eliminando a concorrência e elevando artificialmente os preços cobrados.

17% DO VALOR DOS CONTRATOS

O foco das ações está no superfaturamento e nos lucros resultantes das contratações. Segundo a AGU, como as propinas cobradas nesses contratos já são alvo de ações do Ministério Público Federal, a atuação dos dois órgãos será complementar. Dos R$ 11 bilhões que a AGU vai cobrar, R$ 3 bilhões se referem a valores que deverão ser ressarcidos aos cofres públicos. A cifra foi calculada com base em laudo aprovado pelo TCU e equivale a 17% do valor dos contratos considerados fraudulentos. Segundo a AGU, o Tribunal de Contas da União calculou a diferença entre os preços cobrados pelas empreiteiras, organizadas em cartel, e os que deveriam ter sido praticados num mercado competitivo.

Caso esse pedido não seja aceito pela Justiça, a AGU solicita, como alternativa, que os lucros obtidos pelas empresas sejam devolvidos. Não foi divulgada uma estimativa do valor, mas ele deve ser alcançado subtraindo-se do montante do contrato os custos lícitos. Segundo a AGU, esse tipo de punição é aplicado em vários países, como os Estados Unidos e a Itália, e está amparado pela Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, da qual o Brasil é signatário.

Os outros R$ 8 bilhões são de multas que poderão ser aplicadas às empresas e pessoas envolvidas nas irregularidades. Nas ações, a AGU também pede a proibição de fazer contratos com o poder público e, no caso das pessoas físicas, a suspensão de direitos políticos por até dez anos.

As ações que serão apresentadas hoje são assinadas pelo advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, e por mais outros seis profissionais da AGU: Eduardo Alonso Olmos, Julio Cesar Bertuzzi, Lisiane Ferazzo Ribeiro, Rodrigo Becker, Rogério Pereira e Vitor Piarrentoni Campos. O ajuizamento delas deverá levar o dia inteiro, em razão do volume de documentos eletrônicos que serão protocolados.

Em uma das ações, os alvos são seis pessoas jurídicas, entre elas Odebrecht, OAS e UTC. Também estão na mira cinco ex-executivos da construtora OAS, incluindo o ex-presidente Leo Pinheiro, cujas mensagens de celular, tornadas públicas em janeiro, expuseram vários políticos. Completam a lista o doleiro Alberto Youssef e três ex-funcionários da Petrobras: Paulo Roberto Costa, Renato Duque e o ex-gerente de Serviços Pedro Barusco. Costa e Barusco colaboram atualmente com as investigações. Duque é um dos presos da Lava-Jato.

A outra ação a ser apresentada pela AGU também tem Duque, Costa e Youssef como alvos. Além deles, há dois ex-executivos da Galvão Engenharia e Eduardo de Queiroz Galvão Filho, um dos donos da Queiroz Galvão. A ação é direcionada também contra dez empreiteiras, entre elas Odebrecht, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia.

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Opinião dos leitores

    1. Os sem noção de plantão realmente sabem montar uma linha comparativa sem qualquer conexão. Usa a chamada de lógica da seita petista, quando de novo, novamente, mais uma vez e de costume, distorce e inverte os fatos. Criam aberrações para encobrir a corrupção, a ilegalidade a farsa.

      Se não, responda: Quem corrompeu tinha legitimidade para tal? Corromper é legal? Onde está descrito a legalidade para corromper? Onde está determinado nas leis vigentes que ao nomear e ser nomeado a ordem é corromper, desviar recursos?

      Mas a PF, A AGU, o MPF, a Justiça Federal órgãos previstos, constituídos e legitimados em nosso ordenamento jurídico desde sempre, de acordo com os revoltados petistas, são odiosamente, irresponsavelmente e imoralmente comparados as ações ilegais da cúpula e seguidores do PT.

      A cada situação dessas, demonstram o nível de desespero que toma conta dos petista e com tendência forte de aumentar, assim que sejam revelada a deleção premiada do pessoal da Odebrecht.
      Para não esquecerem: Ainda vem por aí as investigações do BNDES.

    2. Isso mesmo caro Pedro, ainda não sabemos 1% do que realmente foi roubado pela quadrilha do PT nesses 13 anos de farra com o dinheiro público. Graças a Deus nos livramos dessa praga e agora aguardamos somente a prisão do líder maior para termos a certeza de a justiça fez o certo.

    3. Quem é mais cara de PAU é Você Cabral, que deveria mudar-se para Venezuela, lá sim você estaria entre seus amados.

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