Um grupo de astrônomos franco-canadenses afirma que um número considerável de estrelas está enviando mensagens a partir de estranhas modulações. Alguns já alegam que estes sinais podem ser uma tentativa de comunicação extraterrestre.
Os cientistas franco-canadenses analisaram espectros de 2,5 milhões estrelas catalogadas na base de dados do Sloan Digital Sky Survey. Dessas, 234 estão emitindo pulsos de luz separadas por um intervalo de tempo constante.
Segundo os pesquisadores, esse sinal tem exatamente a forma de um sinal ETI (sigla em inglês para inteligência extraterrestre) previsto por Ermanno Borra, um dos autores da pesquisa atual, em um artigo publicado em 2012.
Apesar da confirmação da previsão de Borra, os astrônomos admitem no estudo que os sinais podem não ser enviados por alienígenas. “Embora improvável, há também a chance de que os sinais são devido a composições químicas altamente peculiares em uma pequena fração de estrelas halo galácticas.”
Além dessa similaridade com o sinal predito por Borra, a maioria das 234 estrelas foi encontrada entre a faixa espectral F2 e K1, de acordo com o estudo. Isso significa que esse pequeno intervalo está centrado em torno do espectro do Sol. O nosso Sol é o único que sabemos que tem uma espécie inteligente que vive perto dele. Assim, é de se esperar que outros tipos de vida também precisem estar ao seu redor para sobreviver.
No entanto, muitos cientistas estão com um pé atrás em relação a esse estudo. O Breakthrough Listen, uma iniciativa para procurar vida alienígena e que conta com apoio de Mark Zuckerberg e Stephen Hawking, afirmou em um comunicado publicado pela Astronomy Magazine que a mensagem era promissora. Porém, ela deve ser profundamente analisada antes que seja atribuída a ETs.
“Um trabalho cuidadoso deve ser feito para determinar taxas de falsos positivos, para descartar explicações naturais e instrumentais, e mais importante, para confirmar as detecções usando dois ou telescópios mais independentes”, diz o comunicado.
Como tudo que já foi descoberto até agora, desde sinais promissores até megaestruturas alienígenas, é muito cedo para dizer que os alienígenas estão tentando se comunicar com outras civilizações. O que parece desse estudo é que – infelizmente – é bem improvável que os ETs queiram levar um papo com os humanos.
De tempos em tempos, a corrente do “Eu não autorizo” embala novamente e surge no Facebook, convidando usuários da rede social a postar em seus perfis um texto afirmando que não autorizam o uso de suas informações pessoais e fotos a partir de uma determinada data. O texto original da corrente que surgiu em 2012 e ganhou apenas alguns ajustes, mas continua insistindo no mesmo tom de “proibir o Facebook” de utilizar dados dos usuário, usando um argumento falso de que, agora, a rede é uma “entidade pública”. Entenda por que o boato é completamente falso e saiba como controlar sua privacidade na rede social.
Olha o boato! Facebook não precisa da sua autorização e post não funciona (Foto: Melissa Cruz/TechTudo)
O boato
O texto integral da corrente é:
EU TAMBÉM NÃO AUTORIZO !!!
A partir de “X” de junho de 2016, não dou permissão ao Facebook ou às entidades associadas ao Facebook para usar minhas imagens, informação ou publicações, tanto do passado como do futuro. Por esta declaração, dou aviso ao facebook que é estritamente proibido divulgar, copiar, distribuir ou tomar qualquer outra ação contra mim com base neste perfil e / ou seu conteúdo. O conteúdo deste perfil é informação privada e confidencial.
Nota:
O Facebook é agora uma entidade pública. Todos os membros devem publicar uma nota como esta. Se preferir, pode copiar e colar esta versão. Se não publicar uma declaração pelo menos uma vez, estará permitindo o uso de suas fotos, bem como a informação contida nas atualizações de status do perfil. Não compartilhe. Você tem que copiar e colar.
Não caia nessa
Entramos em contato com o Facebook e um porta voz da rede social no Brasil confirmou o que sabemos: “sempre circulam rumores de que o Facebook está fazendo mudanças relacionadas a propriedade da informação e do conteúdo que as pessoas postam na plataforma”. Entretanto, conforme explica, é tudo mentira.
“Isto é falso. Qualquer um que utilize o Facebook é dono de seu conteúdo e controla a informação que posta, como deixamos claro em nossos termos de serviço. Toda pessoa na plataforma controla como seu conteúdo e sua informação é compartilhada. Esta é e sempre foi a nossa política”, afirma.
Além do desmentido oficial, é interessante analisar o que o texto da corrente diz. A mensagem define que o usuário está proibindo o Facebook de usar suas informações, mas não esclarece para o quê.
Essa omissão já é um indicativo de que copiar e colar a corrente não surte efeito nenhum em relação às políticas de privacidade da rede. Existem termos de uso já preestabelecidos com efeitos legais ao criar uma conta e uma postagem no perfil não vai anular o acordo.
Na dúvida, consulte as políticas de privacidade e os termos de uso da rede (Foto: Reprodução/Filipe Garrett)
Para visualizar as políticas de privacidade e termos de uso do Facebook é bem fácil. Basta acessar as Configurações de conta. Na página que será aberta haverá links para os dois conteúdos no rodapé, conforme mostra a imagem (acima).
Saiba usar o controle de privacidade
Infelizmente, o boato funciona. O post se espalha porque as pessoas se preocupam com a proteção da sua privacidade e zelam pela sua intimidade. Entretanto, é preciso reconhecer que o simples fato de fazer parte do Facebook torna seus dados visíveis por desconhecidos. A menos que, claro, você tenha consciência disso e configure seu uso da rede social para evitar isso.
A única forma segura de evitar que seus dados possam ser visualizados por terceiros (publicamente), de uma forma que você considere agressiva à sua privacidade, é certificando-se de que seus posts são visíveis apenas para as pessoas que você deseja. É fácil configurar o Facebook para se comportar dessa forma, conforme mostra o nosso tutorial.
O Facebook é uma “entidade pública”?
A corrente ainda usa o argumento de que, agora, o Facebook é uma “entidade pública” e que para prevenir que essa mudança dê o direito à rede de acessar a sua privacidade é importante copiar e colar o texto.
Boato antigo ganha nova fórmula e volta a se espalhar pelo Facebook; evite (Foto: Reprodução/Filipe Garrett)
Entretanto, o Facebook é mesmo uma “entidade pública”? Não. O Facebook é uma corporação de capital aberto, cujas ações são negociadas na bolsa de valores (NASDAQ), mas não existe nenhuma ligação entre o caráter da organização e sua postura enquanto rede social na Internet. O termo “entidade pública” é vago e não tem ligação real com o modelo de capital aberto da empresa, usado apenas para dar um “ar de legitimidade” à falsa corrente.
Outra interpretação para esse termo é a ideia de que o Facebook é um espaço público, o que torna as informações que circulam na rede públicas. Embora isso seja verdade (em parte), não é copiando e colando um texto também público que vai tornar suas informações ocultas e privadas. Como mencionado, a única forma de fazer isso é usar as configurações de privacidade ao seu favor.
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