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INJUSTIÇA NO BRASIL: Equívoco mantém preso há uma semana homem que foi absolvido de acusação há 12 anos

Por um descuido, um mandado de prisão preventiva, emitido há 12 anos, levou para a cadeia Joelson Nascimento, absolvido em 2001. Ele foi detido, no último dia 7, por policiais da 22ª DP, que usaram a medida judicial para mantê-lo preso. De nada adiantou Joelson explicar que já tinha provado sua inocência e nada devia à Justiça. A história, que começou errada, continuou a se revelar desastrosa.

A Defensoria Pública entrou com um pedido para libertar Joelson mas, na última terça-feira, a desembargadora Maria de Freitas Carvalho, que estava no plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Rio, negou pedido de liminar, por considerar que o serviço somente serve para “ações e medidas de caráter urgente, que tenham referência a situações que ponham em risco direito relevante”.

DEFENSOR CRITICA DECISÃO

O resultado é que Joelson está há uma semana na cadeia pública José Frederico Marques. O defensor público Leonardo Meriguetti criticou a decisão da desembargadora:

— Se não tem caráter urgente o fato de uma pessoa estar presa ilegalmente por conta de um mandado de prisão que não foi recolhido, então eu não sei mais o que é importante — disse Meriguetti, coordenador do Núcleo de Cadeias Públicas e Apoio ao Preso Provisório da Defensoria.

No argumento em que negou o pedido, a desembargadora ponderou que Joelson foi preso no dia 7 e que, no dia seguinte, o defensor Leonardo Meriguetti deu entrada em uma petição no juízo onde o processo foi julgado. Como o dia 8 caiu numa sexta-feira, Maria de Freitas Carvalho observa que, nesse caso, ele poderia ter pedido a urgência naquele momento, quando havia expediente normal no fórum. Mas o defensor garante que só tomou conhecimento do caso no dia 12 e que, provavelmente, a petição mencionada nada mais era do que a informação policial sobre a prisão de Joelson.

Meriguetti afirmou ainda que, no dia 12, ao procurar a vara onde correu o processo de Joelson, foi informado que precisaria fazer um pedido de desarquivamento da ação antes de tomar qualquer medida:

— Eles me informaram que o pedido demoraria pelo menos uma semana. O fato é que houve uma decisão burocrática, e a desembargadora não tomou conhecimento da situação tão grave que estava sendo colocada.

Segundo Meriguetti, além do juízo de origem, que não recolheu o mandado de prisão à época, a polícia também falhou porque não checou se a medida ainda estava em vigor. Procurada, a desembargadora não quis se pronunciar.

— Nada tenho a acrescentar além do que já constou da aludida decisão — disse, por meio da assessoria de imprensa do TJ.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Enquanto isto esta semana o assassino confesso de 16 crimes foi preso mais saiu livremente da cadeia por ordem da justiça, vai entender essa justiça brasileira!!!!

  2. Isso acontece todo dia. Tem centenas de pressos detidos depois que passou o período da pena. Cadê os recursos humanos? Deveriam fazer uma grande cobertura, a nível nacional, vendo esses casos no lugar de ficarem preocupados em soltar bandido que acabou de ser preso. Vão se ocupar com coisa justas!

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