O advogado Eros Grau (foto), ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, assinou um manifesto de apoio à eleição do tucano Aécio Neves à Presidência da República.
Professor aposentado da Faculdade de Direito da USP, Grau tornou-se uma referência para a esquerda no pensamento jurídico após a redemocratização. Ele foi filiado ao Partido Comunista Brasileiro e chegou a ser preso na ditadura. Em junho de 2004, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva o nomeou para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
“É uma coisa muito engraçada. A maioria das pessoas acha que pelo fato de o presidente Lula ter indicado a mim, ao Joaquim Barbosa e ao Cezar Peluso ao Supremo, nós seríamos ligado ao PT. Mas nenhum de nós é. Eu sempre fui ligado ao PSDB e minha origem lá atrás é sabida”, diz Eros.
Aos 74 anos, ele afirma que pretende colaborar com o governo Aécio se o tucano for eleito. “Sem nenhum cargo, porque não tenho idade, mas certamente serei um soldado”, diz. Ele exalta sua proximidade histórica com o senador Aloysio Nunes Ferreira, candidato a vice de Aécio e também ex-militante do Partido Comunista Brasileiro.
O manifesto intitulado “Esquerda democrática com Aécio Neves” foi redigido pelo sociólogo Marco Aurélio Nogueira, professor da Universidade Estadual Paulista, segundo Eros. O texto afirma que os signatários se decepcionaram com o PT no primeiro turno. A campanha petista, diz a carta, “caluniou, difamou e agrediu moralmente a candidatura de Marina Silva” e “atropelou regras procedimentais e parâmetros éticos preciosos para a esquerda e a democracia”.
Os signatários defendem a manutenção e ampliação do Bolsa Família, do Mais Médicos e do Minha Casa, Minha Vida, programas sociais que se tornaram vitrine da administração petista, e criticam a polarização entre pobres e ricos ao longo da campanha. “Não aceitamos que se aprisione a sociedade num maniqueísmo “povo” x “elite”, que leva os cidadãos a simplificar o que não pode ser simplificado”, diz o manifesto, subscrito por 772 pessoas até a manhã desta 2ª feira (20.out.2014).
Eros Grau foi ministro do Supremo por 6 anos e deixou a Corte em agosto de 2010. Sua decisão de maior impacto político ocorreu no julgamento de uma ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil que pretendia revogar a Lei da Anistia. O objetivo da ação era abrir caminho para punir criminalmente agentes do Estado envolvidos em torturas e mortes durante o regime militar. Grau era relator da ação, votou pela manutenção da Lei da Anistia e seu entendimento foi acompanhado pela maioria dos ministros, derrubando a iniciativa da OAB.
Blog Fernando Rodrigues(UOL), via (Bruno Lupion)
Capiturado", como vc diz, ou não, o fato é que as informações e argumentos que trás são incontestáveis, não? Pois do contrario vc se preocuparia em rebatê-las ou contestá-las e não tentar desqualificar atacando o manifestante e suas fontes. Pois tanto faz se a informação é proveniente de Control C e Control V, se esta informação é verdadeira e pode nos esclarecer. O debate deve ser de ideias. Se foi produzido pela IN-VEJA, FALHA DE SÃO PAULO, O GO-LOBO ou a CARTA CAPITAL, pouco importa. A parcialidade existe e do lado de vcs ela é estrondosamente maior e mais descarada, tal o descompromisso com a verdade e parcialidade nas análises.
Cardoso, ou vc não quer ver ou realmente não consegue. Realmente conheço muita gente que tem o rei na barriga e pensa apenas em si mesmo, que tem o mesmo sentimento que vc.
Pense num comentario capiturado do "dr google" esse desse Julio Cesar. Onde que um governo que atua no separar para dominar pode ser democrático? Ou pior. Deseja esconder os crimes atuais nos remotos passados? Na exime ou diminui a culpa (lato senso) do PT. Vejam os presos do partido. Julgados e condenados e, se real as ações dos outros, porque se manteve inerte e não provocou as apurações? Rabo preso? Faça-nos o favor: leia menos o "dr. Google", ou "Carta Capital", ventriloco de partifo.
O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER!
Pois o que está em jogo nessa disputa eleitoral são dois projetos antagônicos. Não enxergar isso é ingenuidade ou má-fé, pra dizer o mínimo.
Os casos de corrupção, essa praga que infelizmente ocorre aqui e alhures, inclusive nos tempos dos governos do PT (que ingenuamente tinha como fundamento o discurso da tal "ética na política", sem compreender que a corrupção, em especial no sistema capitalista, não será estancada num passe de mágica) não foram maiores do que os ocorridos durante os governos passados, sejam os das colônias, os do império, os dos militares, os dos neoliberais do tucano Fernando Henrique Cardoso e de seus correligionários, a exemplo dos casos SIVAM, Pasta Rosa, aprovação da reeleição de FHC, entrega do patrimônio nacional (tais como a Vale do Rio Doce, o sistema de telefonia, etc.), o "Mensalão tucano-mineiro", os escândalos do Metrô de São Paulo e Brasília, entre outros.
No entanto, a verdade é que há duas grandes diferenças entres eles: a) os valores envolvidos são infinitamente maiores nos escândalos ligados ao tucanato; b) somente houveram apurações, julgamentos, condenações e prisões nos casos ligados aos governos de Lula e Dilma. É como a presidenta Dilma costuma dizer:"na época dos tucanos, os malfeitos eram escondidos debaixo do tapete ou engavetados pelo Engavetador-Geral da República da época".
Já em relação ao outro projeto, diferentemente da época do tucanato que criminalizava os movimentos sociais, entidades como o MST (Movimento dos Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores), UNE (União Nacional dos Estudantes), UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CONAN (Confederação Nacional das Associações de Moradores) MPL (Movimento Passe Livre), CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura), entidades ligadas às mulheres, ao movimento negro, aos quilombolas, aos índios, ao seguimento LGBT, e muitas outras, frequentam, desde o começo dos governos democráticos e populares de Lula e Dilma, é o salão nobre do Gabinete Presidencial. Espaço que historicamente sempre fora freqüentado somente pelas entidades patronais, por banqueiros, latifundiários, representantes de corporações internacionais, etc.
Lula nomeou um Ministro para o STF notadamente ligado ao PSDB como o próprio afirma.
As poucos a verdade vai aparecendo e desmontando a falácia que o PT partidarizou o Supremo.
Nem partidarizou o Supremo nem nomeou um Engavetador Geral da República para blindar o governo federal.
depois de apanhar de tudo que é lado, se o pt vencer, das duas, uma: ou os artífices de sua campanha conseguiram iludir mais da metade da população do país, ou os caras são muito bons mesmo.