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Ex-diretor da Petrobras preso tinha cargo em comitê de Pasadena acima do conselho da estatal, revela Graça Foster

graca-fosterQual foi sua reação quando a presidente Dilma disse que a compra da refinaria de Pasadena, em 2006, foi baseada em relatório com falhas?

Eu entendi que a presidenta e o conselho sentiram falta de mais informações. Esse é o ponto. O resumo executivo, que é um resumo para o executivo, ao ser elaborado, a gente deve colocar todos os pontos que são pontos de atenção do processo. E foi sentido falta de mais informações. Não fiquei chateada e não fiquei surpresa. Compreendo que, muitas vezes, a gente demanda mais informações. Foi dessa forma que compreendi a questão. No resumo executivo, não consta a cláusula Marlim, que trata da rentabilidade, e não consta o put option, que trata da saída da outra parte da companhia. Esses resumos executivos ficam anexados à ata. São documentos confidenciais.

E isso seria normal?

Aí, depende do diretor que está elaborando o resumo e de quão relevante é. A cláusula Marlim é relevante, mas não teve a revamp (modernização) da refinaria. E, por isso, não teve efeito. A put option é absolutamente comum, mas distinta para cada ativo. Ela não é igual. É específica. E isso não fez parte do resumo executivo.

Foi uma falha em termos de informação?

Eu não era diretora na época (2006) e não sei quanto falta fez. Mas não pode tratar a put option de forma genérica.

Como é feito hoje?

Da mesma forma que antes. É impossível para a presidente da companhia, ao receber o resumo executivo que se prepara para encaminhar ao CA (conselho de administração), consiguir antever todos os elementos a estarem no resumo executivo. Cabe ao diretor da área tomar posição e colocar ali quais são os pontos relevantes para que o conselho possa se posicionar com conforto e que traga segurança para todos.

O que decidiu sobre Pasadena?

Ontem (segunda-feira), tomamos a decisão de abrir uma comissão de apuração interna na Petrobras sobre Pasadena. Fui eu que abri. Isso é extremamente importante para esse caso. Temos até 45 dias para poder nos manifestar em uma série de processos que já estávamos em avaliação de forma administrativa. Eu já vinha tratando disso, pois sou a diretora da área internacional e fiz várias mudanças na busca de melhorias. Essa comissão não foi aberta para saber se a cláusula devia ou não estar no resumo executivo. Entendo que a demanda do conselho de administração é correta e justa e precisa ter informações. Não é preciso fazer uma comissão de 45 dias para se chegar a conclusão sobre a importância de tê-las no resumo executivo. É muito importante que se saiba que a Petrobras tem comando. A Petrobras é uma empresa de 85 mil funcionários e tem uma presidente. Sou eu. Eu respondo pela Petrobras. Temos uma diretoria colegiada que trabalha pela busca da melhoria. E o que precisa ser investigado é investigado nessa empresa. Esse é o ponto fundamental. Aqui, tem normas, procedimentos e ela investiga.

Qual foi a gota d’água para essa decisão?

Foi um somatório de fatos. As últimas discussões sobre a relação eventual do diretor Paulo Roberto (Costa, ex-diretor) com Pasadena. Eu descobri ontem (segunda-feira), não sabia que existia um Comitê de proprietários de Pasadena no qual o Paulo Roberto era representante da Petrobras. Esse comitê era acima do board (conselho de administração). Depois que entramos em processo arbitral esse comitê deixou de existir.

Qual era a função desse comitê de proprietários?

Não sei ainda e esse é um ponto que a comissão está procurando, quais eram os estatutos, quais eram as atribuições, qual era o poder e onde estão as datas. Eu não sei nada.

Como a senhora reagiu à descoberta da existência desse Comitê de proprietários?

Fui surpreendida com essa informação. Eu tenho sim que buscar a informação.

Ter descoberto a existência desse comitê de proprietários, leva a alguma suspeita de irregularidade?

Nada quer dizer que possa ter havido qualquer ato falho, negativo, prejudicial à companhia. Pelo fato de ter havido esse comitê e o Paulo (Roberto Costa) estar nesse comitê não significa que esse comitê não tenha executado as melhores práticas.

Como a senhora se sentiu ao descobrir esse comitê?

Eu não posso saber disso dois anos depois de estar na presidência da Petrobras. Eu não posso ser surpreendida com informações que me dão o desconforto necessário para que eu busque uma comissão para apuração.

Todas as informações da companhia são registradas?

Os processos da companhia são escritos e temos vindo num processo de melhoria sistemática. Eu tenho na Área Internacional, junto à área de Novos Negócios, um procedimento de rastreabilidade de documentação. São as lições aprendidas, é preciso tropeçar para poder cuidar. Na grande maioria, na totalidade da companhia.

Mas as cláusulas precisavam estar no resumo executivo?

Uma coisa importante é a segurança que o diretor e o presidente passa em relação àquelas pautas. No caso de Pasadena, houve outras questões a posteriori. Então, quando você volta e procura a documentação do resumo e não esta ali, isso causa o desconforto. Eu não estava nessa reunião de diretoria. A forma que nós passamos para o Conselho dá respaldo. É impossível detalhar no resumo dezenas de pontos. Às vezes centenas de observações ficariam algo não operacional.

O caso Pasadena já vinha sendo analisado de forma administrativa. O que mudou agora?

Quando assumi a diretoria internacional de fato, passei a tratar os procedimentos internos. Trouxemos o máximo de discussão para minha mesa e dos gerentes executivos. Mudamos gerências, buscamos informações em relação a Pasadena e trabalhamos o desinvestimento. Com os fatos recentes apresentados na imprensa, eu não posso conduzir mais administrativamente como diretora e com os gerentes executivos a questão. Foi preciso, à luz dos fatos recentes, que buscássemos a comissão para que apurasse internamente todos os pontos, documentais inclusive.

Em 2008, o conselho não recomendou comprar os 50% restantes e o caso foi para arbitragem…

O conselho remeteu o assunto para a diretoria executiva, que tomou a decisão de não aprovar e entrar na arbitragem. E entendo que foi uma decisão correta entrar na arbitragem. Eu tinha entrado na diretoria em setembro e essa decisão foi em outubro de 2008. Foi na sequência.

Mas Pasadena foi um erro?

Eu preciso da comissão de avaliação. Quando você faz uma fotografia da relação que se buscou com a Astra de parceria numa refinaria no Golfo e o que tenho de informação antes de fechar a comissão, espero poder continuar afirmando que foi um negócio potencialmente adequado para a companhia. Não tenho bola de cristal para saber como será a economia. Cláusulas contratuais precisam ser avaliadas sim e explicitadas em algum nível ao conselho. Quando se trata da aquisição de 50%, pois foi uma parceria entre Petrobras e Astra, com valores da época e projeções da margem da época, foi um negócio que se mostrava potencialmente atraente. Com a mudança da economia e das aplicações das fórmulas de put option, da negociação, dos valores que se apresentaram e com a queda absurda de margem, não seria um projeto que a gente repetiria.

Como viu a prisão de Paulo Roberto Costa, investigado por envolvimento com lavagem de dinheiro. E as suspeitas de superfaturamento em Abreu e Lima?

Tudo é surpreendente. E nos deixa muito reativos no sentido de que somos uma empresa de 85 mil empregados. De uma empresa que tem uma dedicação inquestionável às causas da companhia. E estamos em pé e trabalhando dedicadamente independentemente de questões que nos entristecem e que nos deixam tão apreensivos. Num caso desse que entendo que vai ser julgado, e não sei qual é a situação do ex-diretor, um caso desse não representa a Petrobras, definitivamente. Então, a gente espera como vai ser o desdobramento. O ex-diretor, quando julgado, não representa a Petrobras. Com certeza, me surpreendi. E tenho dito à companhia que estamos em pé trabalhando fortemente num ano de prosperidade da Petrobras, pois o ano de 2014 é o ano de prosperidade. Trabalhamos tanto para o aumento de produção, para que a Rnest (Refinaria Abreu e Lima) tenha os custos controlados. Há dois anos que a gente segura a Rnest para controlar os custos. No Comperj, fizemos dezenas de simplificações para que coloque o Comperj em pé. É algo que emociona.

Terá auditoria em Abreu e Lima?

Não fizemos auditoria na Rnest. Do que acompanhamos, temos respondido aos órgãos de controle. E não há materialidade hoje que justifique auditoria na Rnest. Há uma semana vínhamos conduzindo Pasadena administrativamente. E decidimos ontem criar uma comissão. Tenho que ter absoluta segurança no que falo. E, quando eu não tenho a segurança do que estou falando, eu não posso mais usar os processos que vinha usando.

Essas questões afetam o corpo técnico da companhia?

Há que se respeitar o corpo técnico da Petrobras. Tem que apurar tudo que é pratica que ocasiona questionamentos. É uma empresa que busca a verdade. E é isso que vemos nessa discussão toda nesse momento. E estamos disciplinadamente respondendo a todos e a tudo. Estamos falando de processos que estão sendo investigados. Quando a gente vê a presidenta Dilma e essa questão em relação a Pasadena, é um processo em que se fez o questionamento de uma documentação. Mas quantos processos adequados a companhia tem? Milhares de processos. Por isso há que se respeitar a Petrobras, há que se reconhecer a força da corporação e a sua organização.

Até o momento nada indica irregularidades em Pasadena?

Nada. Mas eu não posso não saber de alguma coisa nesse momento em relação a Pasadena. Eu não aceito, e daí vem minha indignação.

A senhora está indignada por descobrir desconhecer várias coisas no caso de Pasadena?

Eu sou a presidente da companhia em cima de um caso que é delicado. Não aceito descobrir que estou falando um número e o número correto é outro (valor pago nos 50% iniciais), e nem aceito tratar um assunto em que me venha um comitê, um board de representantes das partes (Petrobras e Astra) que eu não saiba. E eu não aceito isso de jeito nenhum. E não fica pedra sobre pedra, não fica. Mas não fica, não fica. Pode ficar incomodado.

Todas essas denúncias estão atrapalhando o dia a dia da companhia?

O dia a dia da empresa é de crescimento da produção. Estamos trabalhando para que a auto-estima esteja lá em cima. Mas sem fantasia, dentro da realidade da vida. Não fantasie porque o mundo é duro. Estamos trabalhando firmemente na empresa, tocando todas suas atividades. A gente trabalha loucamente. Mas meu grande propósito é que o corpo técnico da Petrobras saiba que nós estamos trabalhando fortemente para que eles tenham orgulho da nossa empresa. Eventos ruins não significam a empresa. E ainda mais estão sendo tratados, não tem nada adormecido.

A senhora acha que tantas denúncias têm algum fundo político?

Eu me abstenho disso. Não tenho elementos para dialogar sobre esse assunto. Leio sobre isso, mas eu não posso entrar num mundo que não é meu.

O momento é delicado?

Reconheço que é um momento delicado politicamente. Mas a Petrobras tem que se abstrair disso, ela precisa continuar sua luta diária para produzir mais óleo, mais derivados, para motivar a equipe, para viver no mundo real, para não falar o que não vai fazer.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Desse ponto e nessa perspectiva, concordo com a senhora, as bravatas e promessas se revelaram inúteis diante do realismo palaciano que expõe a lógica de poder e requer o pragmatismo como ferramenta de sobrevivência e continuidade. O PT chegou ao poder como esperança que venceu o medo em direção a mudanças fundamentais e estruturais e apesar de ter avançado em algumas coisas, conservou muitas outras e até inaugurou umas inaceitáveis.

  2. Muito bem colocado senhor Marcos Aurélio.
    Vocês justificam as situações adotadas pelo PT mostrando que outros partidos, outros países, outros, outros e outros fizeram ou fazem.
    O ponto CHAVE disso está no FATO do PT usar o palanque político, por mais de 20 anos para CRITICAR e DESQUALIFICAR ações, atitudes, conchavos, uso do dinheiro público, aparelhamento das empresas estatais, uso das medidas provisórias, falta de reajustes salariais, por não terem feito as reformas que o Brasil precisa, pela falta da qualidade do ensino público, não disponibilidade da saúde pública digna, etc… Ter assumido o "poder" e depois de 11 anos se mostrou ser o CONTINUÍSMO POLÍTICO TÃO CRITICADO, TER NOS DADO MAIS DO MESMO DE SEMPRE!!! TUDO QUE FOI CRITICADO DOS "OUTROS" PASSOU A SER USADO POR AQUELES QUE DIZIAM REPRESENTAR A MUDANÇA, A EVOLUÇÃO, O DIFERENCIAL!!!!
    Teve tempo suficiente para fazer a diferença, e o que vemos???? Infelizmente estamos ainda piores e a coisa começa a sair do controle, até mesmo na economia.
    Honestamente, como trabalhador, qual melhoria houve na política salarial? Cadê as reformas tributárias e políticas tão atacadas no passado? Como estão nossas escolas e hospitais, diferentes de 11 anos atrás?
    Minha mudança começa pelo meu voto, que não mais será do PT, já teve a oportunidade e, infelizmente, se mostrou IGUAL AOS OUTROS!!!!

    1. A Sra Dora Romão deve ter vivido na em algum lugar do espaço e deve ter voltado pra terra há pouco tempo, ou seja, nao tem como camparar nada…..Dizer que os país que temos hoje é o mesmo de há 11 é má fé, revolta ideológica ou sei lá o que…..Além de tudo é cega…..Será q ela sabe que hoje pelo sertão existem dezenas de escolas técnicas que nao foram constrúidas há 12 anos? Será que ela sabe que hoje nao há mais saques no sertão por causa de secas? Será que ela sabe que hoje o desemprego é de 6%? Será que ela sabe que o salário mínimo hoje é relativamente muito maior que o de 12 anos atrás? Será que ela saber que em presídio Federal nao foge bandidos? Será que ela sabe que o Brasil de hoje nao é mais capaho de nenhum outro no mundo?……….
      No fundo ela sabe de tudo….mas a cegueira ideológica é maior.

  3. realmente tudo está errado, inclusive confundir fazer um comentário e uma apresentação de um dossiê.

  4. Dnª Dora, embora também esteja decepcionado com a Gestão Petista/Pmdebista e deseje que muitas dessas coisas que a senhora descreve não aconteçam, sou forçado a reconhecer que:
    1 – Alianças esdrúxulas tipo a realizada com Lula, Sarney, Collor e Maluf, são a regra na política brasileira e não sua exceção. Pois mesmo nos períodos das ditaduras de Vargas e dos Generais, ficamos completamente imunes as “ALIANÇAS ESPÚRIAS”. E isso se deve ao modelo Republicano Presidencialista de coalizão, onde a “GOVERNABILIDADE” só é conquistada com maioria no congresso, e essa realidade transforma qualquer partido no centro do Poder em refém desse lógica em prol da estabilidade do sistema e relativo funcionamento da máquina político-administrativa. De maneira que sempre foi assim e não foi os Petistas no Poder que conseguiram mudar isso, apena aderiram ao pragmatismo vigente e foram bem sucedidos nisso, pois garantiram a sobrevivência de seu partido por três mandatos seguidos (primeira vez que se conquista isso no regime democrático brasileiro de maneira ininterrupta);

    2 – Apoiar Ditaduras sangrentas é uma incógnita, pois várias nações poderosas admiradas e exaltadas no cenário internacional, possuem em seus currículos histórias de relações com “ditaduras sangrentas” (principalmente com países mega produtores de petróleo: Iraque, Afeganistão, Síria, Líbia, etc) e heranças bem nefastas de destruição de países escravizados como colônias e genocídios de seus povos primitivos. Assim, nações consideradas guardiãs da Justiça, da Liberdade e da Democracia, como os EUA, a Inglaterra, a França, entre outros, são na verdade jogadores expertos, num jogo em que: “O MUNDO É DOS MAIS ESPERTOS”, “O IMPORTANTE É LEVAR VANTAGEM”, e “FAÇA O QUE DIGO, MAS NÃO FAÇA O QUE FAÇO.” Pois eles (nações citadas), podem tudo (negociam com todos e se relacionam com todos que lhes podem auferir lucros) e depois querem interferir nas autonomia e soberanias dos outros países determinando com quem podem e devem se relacionar ou não. Nesse sentido, acho importante registrar que defendo que o Brasil deve permanecer neutro nessa briga de cachorros grandes (EUA X RUSSIA) e continue se relacionando com todas as nações do mundo civilizado dentro de princípios e valores insculpidos na nossa Constituição federal, preservando a opção pela PAZ, LIBERDADE, JUSTIÇA SOCIAL E RESPEITO MÚTUO entre as partes envolvidas em negócios ou litígios;

    3 – Falhas políticas, administrativas e financeiras de gestão, aparelhamento de estatais pelos partidos da aliança situacionista da vez, mudança de discursos quando descem do palanque vitoriosos e chegam ao poder, comportamento diferente quando se é oposição e governo, acusação a oposição e/ou aos adversários, CORRUPÇÃO E CONTINUÍSMO, Dnª Dora, essas são as mazelas do sistema político brasileiro, e sobretudo de nossa CULTURA fruto de uma Educação que tem endeusado muito mais o “MALANDRO QUE SE DÁ BEM”, do que o homem de bem que vence pelo seu trabalho. Uma cultura que diz que devemos agir na base do “CADA UM POR SI E DEUS POR TODOS”, e que “FAÇAM O QUE DIGO, MAS NÃO FAÇAM O QUE FAÇO”.

    Essa é a nossa realidade CULTURAL e EDUCACIONAL. Somos em sua ampla maioria, como bem disse um manifestante nesse blog, dias atrás, “SOMOS UM POVO EM SUA MAIORIA DESONESTOS EM BUSCA DE POLÍTICOS HONESTOS.” Pois se estivéssemos no lugar deles provavelmente faríamos a mesma coisa, senão pior, pois muitos de nós não somos do ramo e não sabemos jogar o jogo do Poder. Bem vinda a realidade. Essa tem sido a nossa cara internamente e para o exterior: um povo corrupto, desonesto, malandro (adeptos do jeitinho brasileiro) e que quer se dar bem a qualquer custo, passando por cima de qualquer um, de preferência sem fazer esforço (tal como a febre do TELEXFREE, explicando-se a forma como se expandiu rapidamente em nosso país).

    4 – Por último, em relação as nomeações para o STF, destaco apenas que as regras, essas ditas regras que permitem que os Ministros possam se aposentar e outros devem ser nomeados para substituí-los, não foram criadas pelos Petistas. Estes apenas se beneficiaram da oportunidade em que estavam no governo se aposentaram vários Ministros e coube a eles a nomeação de substitutos obedecendo-se as regras existentes e válidas para tal competência. Pois se não fosse assim teriam sido anuladas. E, todos os governos antes e depois seguiram fazendo a mesma coisa dentro de suas prerrogativas e oportunidades.

    Nesse sentido o que deveríamos questionar é se as regras para a progressão da carreira dos Magistrados (Juízes) é boa, correta, justa e digna. Pois se não forem devemos questioná-las e exigir mudança para que o Mérito substitua as indicações políticas.

    No mais, sua indignação me deixa a me perguntar porque tanta energia dedicada a atacar coisas que são mais ou menos comuns a toda a classe política e a cultura destrutiva de nossa nação e nenhuma linha para se indignar contra a aposentadorias de ex-governadores e ex-presidentes da República depois de apenas um mandato, deixando pensões vitalícias para suas consortes? Porque nenhuma indignação com a efetivação de dezenas de pessoas na Assembleia Legislativa do estado do RN sem concurso num atentado frontal a Constituição Federal? Porque nenhuma palavra contra a Gratificação de 100% que somente os servidores do TJRN possuem em detrimento dos demais funcionários públicos do Estado? Porque os processos relacionados aos grandes políticos do Estado e do Brasil não andam e não são julgados com celeridade e efetividade pelo nosso judiciário? Porque os deputados tem que ter tantas regalias e verbas extras para tudo quanto é coisa? Porque as delegacias de polícia, postos de saúde e escolas do nosso Estado estão se transformando em escombros enquanto o Governo devolve recursos a União? Porque…?

    Finalmente, digo que precisamos mudar o mundo, mas como diz o filosofo,”O MUNDO COMEÇA EM MIM”, se não mudo e continuo sendo egoísta, consumista, hipócrita, metido a esperto, falso, oportunista, interesseiro, preguiçoso, analfabeto e um mero crítico de blog e bar…

  5. É muita roupa suja a ser lavada, acredito que a petrobras seja apenas o início. Como falei antes e vou repetir:
    FEDE ver aliança de Lula com SARNEY, COLLOR e MALUF;
    FEDE ver o apoio IRRESTRITO as ditaduras sangrentas de CUBA e VENEZUELA;
    FEDE ver o MENSALÃO;
    FEDE ver a Petrobras ser sacrificada em mais de R$ 10 BILHÕES por que o ex-Presidente simplesmente “esqueceu” de fazer o contrato para construção da refinaria em Pernambuco;
    FEDE ver o aparelhamento de empresas estatais que davam lucro e hoje são desacreditadas, expostas a escândalos como a Petrobrás e os correios;
    FEDE ver o STF ser aparelhado pelo PT;
    FEDE ver que depois de 20 anos de discursos todas as críticas foram esquecidas quando se chegou ao “poder”, não houve combate aos super salários, não há combate a corrupção, não houve as reformas prometidas, a saúde pública piorou, a educação continua sem qualidade, a segurança pública foi a falência;
    FEDE ver um porto em CUBA ser financiado com recursos públicos brasileiro;
    FEDE ver a Venezuela tomar uma refinaria brasileira e ficar por isso mesmo;
    FEDE ver um mar de denúncias e seu enorme caderno de provas, a exemplo do caso Rosymare e ficar por isso mesmo;
    FEDE ver um partido dito dos trabalhadores e não existir mudanças nas políticas salarias, que garantam pelo menos a reposição da inflação oficial aos salários dos trabalhadores;
    FEDE ver o Governo não dar os aumentos salariais devido aos servidores federais;
    FEDE ver que o PT é um partido no palanque e outro no “poder”;
    FEDE ver os companheiros passarem a vida olhando no retrovisor querendo justificar com o passado os descaminhos e desvios injustificados realizados hoje.
    FEDE ver a cara de pau dos corruptos de plantão se justificar dizendo: “eu não sabia de nada!”;
    FEDE ver pessoas que passam pelo “poder” e em 08 anos se tornarem, do nada, milionários!!!
    FEDE ver os diretórios estudantis CALADOS, OMISSOS;
    FEDE ver as Centrais SINDICAIS aparelhadas pelo governo, aceitando tudo e balançando a cabeça positivamente;
    FEDE ver a população acuada sem segurança, sem opção, oprimida e presa, tendo a certeza que a esperança de mudança que o PT TANTO FALOU E PARECIA REPRESENTAR, VIROU ESSE CONTINUÍSMO POLÍTICO, ou seja, virou MAIS DO MESMO.

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