O executivo Julio Camargo, da empresa Toyo Setal, fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal para colaborar nas investigações de desvio de dinheiro de obras da Petrobras para partidos políticos, como PT, PP e PMDB. A empresa, que tem capital japonês, foi citada em depoimento do doleiro Alberto Youssef, prestado à Justiça Federal de Curitiba, como uma das duas fornecedoras da estatal que realizaram pagamento de propina no exterior. A outra empresa citada foi a Odebrecht.
Youssef, que também se beneficia da delação premiada, contou que o dinheiro foi pago com depósitos no exterior e que coube a ele internalizar no Brasil, para que a distribuição do dinheiro fosse feita no país.
O acordo de delação premiada de empresas é esperado pelo MPF, que acena a elas com abrandamento de punições em troca de assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual se comprometam a cessar a prática e adotar regras de governança corporativa em suas relações com o setor público.
Procurada, a Toyo Setal ainda não se manifestou.
O Globo
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