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Coreia do Norte faz grandes cortes em alimentos fornecidos à população; ONU informa que metade sofre com severa escassez de comida

Coreia do Norte: as doações de alimentos feitas pela Rússia, Canadá, França, Suécia e Suíça não foram o suficiente para suprir a demanda de alimentos do país (Danish Siddiqui/Reuters)

Aproximadamente 10,1 milhões de pessoas na Coreia do Norte, quase metade da população, sofrem com a “severa falta de alimentos” depois que o governo reduziu as porções de comida distribuídas à população para um nível jamais visto para esta época do ano, revelou nesta sexta-feira a ONU.

Uma avaliação da situação alimentícia no país, a pedido do Programa Mundial de Alimentos (PMA), a maior agência de ajuda humanitária das Nações Unidas, descobriu que o consumo de alimentos no país asiático foi bastante reduzido, que sua diversidade é mínima e que as famílias se viram forçadas a reduzir o número de refeições por dia ou a quantidade de comida nas mesmas.

A razão para os cortes é que a Coreia do Norte teve sua pior safra na última década, explicou o porta-voz do PMA em Genebra, Herve Verhoosel.

“Sem apoio humanitário, milhões podem sofrer com a fome”, advertiu Verhoosel em entrevista coletiva.

Especialistas do PMA e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) visitaram a Coreia do Norte de 29 de março a 12 de abril a pedido do regime de Kim Jong-un para realizar a avaliação.

A missão estabeleceu que a produção agrícola no país no último ano foi de 4,9 milhões de toneladas, o pior número desde 2008-2009 e que representa um déficit de 1,36 milhão de toneladas (incluindo as importações) em relação à quantidade mínima necessária.

Apesar das doações de alimentos de Rússia, Canadá, França, Suécia e Suíça ao país através do PMA, isto está longe de cobrir as necessidades mais vitais da população norte-coreana.

“Tememos que, diante da ausência de uma assistência externa significativa, as porções de alimentos distribuídas pelo governo sofram ainda mais cortes nos meses críticos, que vão de julho a outubro, o período entre safras na Coreia do Norte”, segundo o PMA.

A Coreia do Norte sofreu uma das piores crises de fome na década de 1990 como consequência de safras ruins, o que coincidiu com a desintegração da União Soviética, um dos seus principais apoios econômicos naquela época.

Essa situação gerou uma escassez de alimentos que, segundo alguns especialistas, provocou a morte de aproximadamente 3,5 milhões de pessoas.

Nas últimas décadas, a China foi um dos principais fornecedores de ajuda humanitária à Coreia do Norte, mas esta geralmente foi direta, sem passar por órgãos da ONU.

Exame, com EFE

 

Opinião dos leitores

  1. Mas dinheiro para se armar não falta, ainda tem gente que defende essas ditaduras onde quem sofre é a população, vejam a Venezuela hoje!!!

  2. Nosso governo junto com o americano tem de intervir na política da Coreia, afinal o povo também está passando fome e é uma ditadura.

    1. Falácia da falsa analogia. Pergunte aos roraimenses (por enquanto, só a eles) o que acham do êxodo de venezuelanos por lá. A situação da Venezuela atual teve uma boa culpa de seus simpatizantes por aqui.

    2. Petróleo+ ditadura não alinhada= guerra
      Ditadura não alinhada= deixa quieto

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