Na mais rigorosa punição da história do atletismo, o conselho da Iaaf (entidade máxima da modalidade) decidiu, nesta sexta-feira (17), deixar a Rússia fora dos Jogos Olímpicos do Rio, de 5 a 21 de agosto.
O anúncio oficial será feito em Viena, capital da Áustria, após reunião da cúpula da associação, da qual faz parte o brasileiro Roberto Gesta de Melo, ex-presidente da Confederação Brasileira de Atletismo. Mas a federação russa de atletismo já confirmou a extensão da pena.
Trata-se da maior restrição de uma nação em um só esporte em razão de casos sistemáticos de dopagem. A Iaaf passou a definir e reconhecer doping em 1928, à ocasião da Olimpíada de Amsterdã. Em Jogos Olímpicos, a primeira edição a ter testes foi em Grenoble-1968, de Inverno, na França.
A Rússia é uma potência olímpica do atletismo. São 77 medalhas conquistadas. Se somadas às da antiga União Soviética, o montante total é superado apenas pelo dos Estados Unidos.
Em novembro passado, uma comissão independente instituída pela Wada (Agência Mundial Antidoping, na sigla em inglês) revelou um amplo esquema estatal de dopagem, centrado principalmente no atletismo.
O sistema, em vigor por anos, envolvia atletas, técnicos, dirigentes médicos, o laboratório certificado pela Wada e até mesmo o serviço secreto do país. O relatório indicou, também, anuência do governo russo, que negou enfaticamente as acusações.
A base da investigação foi um documentário levado ao ar pelo canal alemão ARD, com delação de uma atleta e um ex-funcionário da agência antidoping nacional.
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