O presidente Michel Temer e a primeira-dama Marcela Temer (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Livre e leve Silvonei José de Jesus Souza, o homem que clonou o celular da primeira-dama Marcela Temer, deixou o presídio de Tremembé.
Deixe-o A Justiça de São Paulo acatou em abril pedido de condicional da defesa do hacker. A juíza afirmou em sua decisão que a conduta carcerária de Silvonei foi classificada como ótima e que, preso desde 2016, ele já havia cumprido mais de um terço da pena.
O.J. Simpson durante a audiência em frente comissão do Centro de Detençao de Lovelock (Foto: France Presse)
A comissão do Centro de Detençao de Lovelock, no estado de Nevada, decidiu nesta quinta-feira (20) conceder a liberdade condicional para o ex-jogador de futebol americano O.J. Simpson.
Simpson está preso desde 2008 por assalto a mão armada e sequestro, em uma tentativa de roubar artigos esportivos que ele alegava serem de sua propriedade em uma loja de Las Vegas. Ele foi condenado a uma pena de 33 anos por 12 acusações de crimes cometidos. Se a liberdade condicional for concedida, o ex-jogador poderá sair já em outubro.
Uma nova polêmica arriscou complicar sua saída da prisão: segundo o jornal “The Daily Mail”, durante uma inspeção em sua cela feita por mulheres, O.J. Simpson foi encontrado se masturbando. Isso poderia provocar complicações para a tentativa de deixar a cadeia.
Em 2003 o governo americano criou o Ato Eliminatório de Estupro na Prisão (PREA, na sigla em inglês), para combater os crimes sexuais cometidos nas cadeias dos Estados Unidos. Embora a masturbação não esteja explicitamente mencionada no texto, o ato é considerado em muitos estados como um crime sexual.
Entretanto, esse novo caso não impediu que a comissão decidisse liberar Simpson. Além disso, segundo o site de notícias de celebridades “TMZ” a notícia sobre a suposta masturbação de Simpson seria falsa. “É contrário à política do departamento de prisão de Nevada divulgar ao uma questão disciplinar pública relacionada com um preso. E nenhum oficial do nosso departamento iria liberar uma informação como essa”, aparece em um comunicado do Centro de Detençao de Lovelock publicado pelo TMZ.
Julgamento do século
Há vinte anos, O.J. Simpson protagonizou o mais longo julgamento da história do estado da Califórnia, no chamado “julgamento do século”. A ex-estrela do futebol americano foi acusado de ter assassinado sua ex-esposa Nicole Brown e o garçom Ronald Goldman, considerado seu amante, em junho do ano de 1994. O delito catalisou as atenções da mídia e da opinião pública norte-americanas. A perseguição policial atrás de O.J. Simpson chegou inclusive a interromper a transmissão da final da NBA.
Entretanto, mesmo sendo o principal suspeito da morte das vítimas, o ex-jogador foi absolvido de todas as acusações durante o julgamento, transmitido nos principais canais de televisão dos EUA. O processo deu lugar, em 2016, a uma série de televisão intitulada ‘The People v. O.J. Simpson: American Crime Story’ que ganhou vários Globos de Ouro e Emmys.
Agora, com 70 anos de idade e com um histórico de bom comportamento na prisão, o ex-jogador da NFL enquadra-se nos critérios para pedir liberdade condicional, após cumprir o tempo mínimo de pena.
O ministro sul-africano da Justiça concedeu nesta sexta-feira liberdade condicional a Eugene de Kock, um coronel sul-africano da polícia do apartheid conhecido como o “assassino número um” do regime, responsável por sequestros, torturas e assassinatos de opositores – reporta a rede BBC. “No interesse da reconciliação nacional, decidi colocar De Kock em liberdade condicional”, declarou o ministro Michael Masutha, acrescentando que as condições para sua libertação não serão divulgadas.
De Kock foi condenado em 1996 a duas penas de prisão perpétua e a 212 anos de prisão por seu trabalho no comando de uma unidade antiterrorista da polícia, que reprimia os ativistas contrários ao regime segregacionista da África do Sul. O ex-coronel reconheceu mais de 100 atos de assassinato, tortura e fraude diante da Comissão para a Verdade e a Reconciliação (TRC, na sigla em inglês), que se estabeleceu em 1995 para esclarecer e, em alguns casos, perdoar os que confessaram crimes durante o apartheid, um regime que durou entre 1948 e 1994.
A TRC concedeu a ele anistia por muitos de seus crimes, incluindo os atentados com bomba e doze assassinatos de militantes contrários à segregação, mas a negou pelo assassinato de cinco homens em 1992, ao considerar que as vítimas não tinham nenhuma relação com a guerrilha antiapartheid e que os atos não tinham, portanto, nenhuma justificativa política.
Assim, De Kock continuou na prisão. Durante seu julgamento, classificou a si mesmo como um “assassino de Estado” e forneceu muitos detalhes sobre muitas atrocidades cometidas por sua unidade secreta, justificando seus atos no fato de que cumpria ordens políticas.
O debate sobre os crimes do regime do apartheid se reavivou nos últimos dias na África do Sul, à espera da decisão do ministro da Justiça. Para muitos, os assassinatos, sequestros e torturas de De Kock eram crimes muito odiosos para ser perdoados. Outros opinavam, no entanto, que o ex-oficial da polícia era, além de um prisioneiro arrependido, um bode expiatório para os muitos criminosos do apartheid que nunca foram punidos.
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