Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress
A série de problemas enfrentados pela presidente Dilma Rousseff neste início de segundo mandato já foi indicada por alguns como sinal de ameaça ao seu governo.
Na semana passada, um blog publicado no site do jornal britânico “Financial Times” listou 10 motivos para acreditar que Dilma poderia sofrer impeachment, entre eles as investigações de corrupção na Petrobras, a economia em baixa, a crise no abastecimento de água e energia e o menor apoio no Congresso.
No entanto, para cientistas políticos consultados pela BBC Brasil, esse não é um cenário realista e, apesar dos problemas, no momento não há razão para considerar a possibilidade de que Dilma não termine seu mandato.
Abaixo, cinco motivos pelos quais os brasilianistas consideram improvável um processo de impeachment no Brasil:
1 – Até o momento, não há base para impeachment
Para os analistas entrevistados pela BBC Brasil, apesar dos graves problemas enfrentados pelo governo, não está claro qual seria a base para um processo de impeachment.
“Há tensões dentro do governo, tensão entre Lula [o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] e Dilma, entre o PT e [o novo ministro da Fazenda] Joaquim Levy. A polarização no Brasil está ficando muito forte, entre o PT e a oposição, entre o Congresso e a presidente”, enumera Peter Hakim, presidente emérito do instituto de análise política Inter-American Dialogue, em Washington.
“Mas a pergunta que eu tenho é como o processo de impeachment seria iniciado, qual seria a base para impeachment”, questiona.
Segundo Hakim, até o momento não parece haver nada que possa desencadear um processo de impeachment. Ele ressalta que acusações de “incompetência”, por si só, não são motivo para impeachment.
O cientista político Riordan Roett, diretor do programa de estudos da América Latina da Universidade Johns Hopkins, em Washington, lembra que nos Estados Unidos a ameaça de impeachment também costuma ser mencionada com frequência.
“O impeachment nunca está fora de questão. Os conservadores do Tea Party estão sempre falando em impeachment no Congresso americano, mas obviamente isso não vai acontecer”, compara.
“[No caso do Brasil] penso que é muito cedo para sequer pensar sobre a possibilidade de um processo sério de impeachment.”
2 – Não há evidências de envolvimento de Dilma no escândalo da Petrobras
O escândalo de corrupção na Petrobras, que já provocou o rebaixamento da nota da empresa pela agência de classificação de risco Moody’s, é considerado por Hakim o principal problema enfrentado por Dilma no momento.
Mas ele e outros analistas ressaltam que nada indica que a presidente –que esteve à frente do Conselho de Administração da empresa entre 2003 e 2010– tenha tido algum tipo de envolvimento ou soubesse dos casos de corrupção.
“Até o momento, não há evidência de que Dilma seja culpada de nada além de má administração [no caso da Petrobras]”, diz o cientista político Matthew Taylor, pesquisador do Brazil Institute, órgão do Woodrow Wilson Center e professor da American University, em Washington.
Taylor observa que, assim como no escândalo do Mensalão muitos dos membros mais céticos da oposição diziam na época que o então presidente Lula deveria saber do que ocorria, no caso da Petrobras é possível que muitos digam o mesmo de Dilma, que seus laços com a empresa eram tão estreitos que ela deveria saber do esquema de corrupção.
“Mas em uma grande organização como essa, é bem plausível que ela simplesmente não tenha investigado mais profundamente o que poderia estar ocorrendo”, afirma.
“Até agora não há qualquer sugestão nos documentos que se conhece de que Dilma seja culpada de qualquer comportamento criminoso”, diz Taylor.
3 – A oposição não tem interesse em um processo de impeachment
Segundo os analistas ouvidos pela BBC Brasil, a oposição não teria condições e nem tem interesse em levar adiante um processo de impeachment.
“Não acho que o PSDB teria muito a ganhar. Além disso, precisaria do apoio do PMDB e de outros partidos na coalizão do governo. E, francamente, nenhum desses partidos gostaria de ver Dilma sofrendo um impeachment”, afirma Taylor.
“Eles têm muito a ganhar com uma Dilma enfraquecida”, observa. “Talvez seja melhor para a oposição simplesmente deixar Dilma mergulhada na crise e deixar que ela tome as difíceis medidas de austeridade e ser responsabilizada por elas.”
Zé mane, o q Ives Granda fez foi uma interpretacao conjunta de dispositivos legais. É o entendimento de. Interpretação dele. Não é consenso geral. Depois nós petralhas é que ficamos plantando factoides.
Os donos do poder e senhores da casa grande, cegos e surdos pela dominação, nada percebem: os pretextos para o golpe em favor dos interesses dos Estados Unidos só tendem e crescer.
Há poucos dias, foi mostrado pelo Jornalista DOM ORVANDIL, com fotos de satélites e provas documentais o significado desrespeitoso da presença de poderoso navio da IV Frota Naval dos Estados Unidos costeando os mares do Brasil.
Este poderio de embarcação pode se compor por 22 barcos (treze fragatas com mísseis, quatro cruzadores com mísseis, quatro destróieres com mísseis e um navio-hospital). Isso é um verdadeiro exército de guerra a nos ameaçar e constranger as soberanias do nosso e dos outros países latino americanos.
Assim como fizeram no Iraque, no Afeganistão, na Líbia, na Síria criando, inclusive, o monstro Estado Islâmico, os Estados Unidos claramente intencionam transformar a América Latina num mar de sangue para roubar nosso petróleo, nosso gás e nossa Amazônia, já em franco mapeamento. Evidentemente que o Brasil é seu alvo privilegiado.
Há sim motivos técnicos para um impeachment:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-hipotese-de-culpa-para-o-impeachment-de-dilma/