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Indicação de Parente para Petrobras anima mercado, mas sindicatos reagem

19mai2016---ex-ministro-da-casa-civil-de-fhc-pedro-parente-concede-primeira-entrevista-apos-ser-indicado-para-a-presidencia-da-petrobras-1463700179626_615x300Foto: Alan Marques/Folhapress

Por interino

A indicação de Pedro Parente para a presidência da Petrobras foi bem recebida pelo mercado financeiro e representantes da indústria, mas deve encontrar forte oposição de sindicalistas, que discordam ideologicamente do governo interino e do direcionamento que tem sido dado à estatal.

Parente teve seu nome anunciado pelo governo, acionista controlador da Petrobras, na noite de quinta-feira (19), quando prometeu em uma entrevista coletiva em Brasília que terá uma gestão “estritamente profissional”, sem indicações políticas.

“Pedro Parente representa um salto de qualidade na gestão da Petrobras”, disse à agência de notícias Reuters Roberto Castello Branco, conselheiro da Petrobras em 2015 (durante a gestão do atual presidente, Aldemir Bendine) e ex-diretor-financeiro da Vale.

Castello Branco, atualmente diretor-institucional da FGV (Fundação Getulio Vargas), destacou ainda que Parente é uma “pessoa séria” e experiente no governo.

A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) e o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), que representa as petroleiras no país, enviaram notas à imprensa comemorando a escolha do executivo feita pelo presidente interino Michel Temer.

O analista da corretora Brasil Plural Caio Carvalhal destacou que Parente é visto como “market friendly” (“amigável ao mercado”, em tradução livre) e com experiência em empresas que enfrentam reestruturação.

Além disso, é conhecido por sua experiência em empresas de capital aberto e no governo.

Formado em engenharia, Parente, 63, foi ministro do Planejamento e da Casa Civil no governo do ex-presidente de Fernando Henrique Cardoso. Ele também presidiu a unidade brasileira da multinacional Bunge e atualmente é presidente do Conselho de Administração da BM&FBovespa.

Segundo o Carvalhal, as expectativas se voltam agora para as sinalizações do futuro presidente, como para a política de preços de combustíveis, desinvestimentos e aumento de capital.

A permanência do diretor-financeiro, Ivan Monteiro, também seria positiva, na avaliação de Carvalhal, já que ele está “profundamente envolvido nos processos de desinvestimento e redução de custos”, ambos muito importantes para a empresa.

O nome de Parente será levado para a avaliação do Conselho da Petrobras na próxima segunda-feira (23), quando ele poderá se tornar também um membro do colegiado.

Sindicatos protestam

Entretanto, não são todos que estão comemorando o nome de Parente. Os sindicatos de funcionários reagiram fortemente e estudam manifestações na próxima segunda-feira.

“Acho lastimável a indicação de Pedro Parente, não poderia ter uma pessoa pior”, afirmou à Reuters José Maria Rangel, ex-conselheiro da Petrobras, representante dos funcionários e coordenador-geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros).

A FUP é historicamente ligada ao PT (Partido dos Trabalhadores), da presidente afastada Dilma Rousseff, embora recentemente a federação tenha se tornado uma grande crítica de medidas tomadas pela presidente, como o bilionário plano de desinvestimentos da petroleira colocado em curso em 2015.

No ano passado, a FUP liderou a maior greve dos trabalhadores dos últimos 20 anos, contra a venda de ativos da estatal.

“É inadmissível termos no comando da empresa um ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso que chancelou processos de privatização e tem em seu currículo acusações de irregularidades e improbidade na administração pública”, disse a FUP em nota.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Tem que acabar também com essa dinheirama que esses "sindicatos" arrecadam COMPULSORIAMENTE dos trabalhadores e não prestam contas.

  2. Alguém que prestigia este Blog, viu nem um pio dos sindicatos de PELEGOS da Petrobrás dizer qualquer coisa contra a MAFIA ptRALHA que afundou a empresa???????. Estes PELEGOS fizeram foi o maior desmando nas "negociações" trabalhistas, obtendo ganhos INIMAGINÁVEIS, fora da realidade do mercado com a diretoria ptRALHA da empresa. Agora querem dar uma de bonzinhos, fora ptRALHADA e vão trabalhar se quiser receber seus salários.

  3. Esses caras estão esperneando por que a boquinha acabou. Vão trabalhar magote de oportunista, improdutivos.

  4. Tem que colocar a Petrobras nos trilhos. Acabar com esses "acordos" com sindicatos, tipo as famosas PLs – Participaçao nos Lucros. Porque pagam PL quando a empresa tem prejuízos???????? Tem que desmamar esse povo mal acostumado.

  5. Pq a FUP não foi pra rua defender a PETROBRAS da roubalheira?? FUP, SINDICATO DOS PETROLEIROS, ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS DA PETROBRAS, ninguém saiu em defesa da maior empresa brasileira. Todos concordam com a corrupção????

  6. Enquanto o Brasil tiver sindicatos que interfiram na vida do nosso país, vamos continuar sendo esse país de 3º mundo!!! E se hoje a Petrobras fosse uma empresa séria, já tinha fechado!

  7. Esse sindicato dos petroleiros é uma gracinha. O governo do PT depenou a empresa que eles entraram por concurso e ficaram caladinho, porque? Até hoje é um mistério. Quando se inicia uma nova restruturação administrativa para sair do buraco, se rebelam . A Lava-jato tem que investigar.

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